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Entrevista com CRISTIANA PASSINATO

Foto de Cris Passinato


“Conversar” com Cristiana Passinato é algo fascinante. Na realidade, a forma como  esta carioca balzaquiana se posiciona lembra uma propaganda que passava até recentemente das “Pilhas Duracell”. É muita energia. Energia que agrega as várias moléculas desta química-escritora, ou seria escritora-química? Posições francas e na farta maioria, objetiva e  sem rodeios. Seus textos são do “tipo” que tem que se pensar, raciocinar, analisar.  Ler mais de uma vez de forma a gravar palavras e sentidos muito bem postos, é que a competência é marca registrada em suas composições. Ao findar fevereiro, o papo rolou solto com Alexandre (Xande) Rego.
Sem mais delongas, Cris Passinato:

Autores & Leitores: A apresentação é sua, fique à vontade! Cris Passinato, quem é você?

Cris Passinato: “Sou uma pessoa que me considero sensível, porém não sou piegas e nem boba por ser dessa forma e nem tão pouco fraca.
Os sensíveis não são frágeis, só são fragilizáveis em alguns momentos em que se sentem atingidos por algum ponto fraco, o que não lhes confere a falta de personalidade e nem tão pouco postura. Fraca não sou e nem tão pouco boba, mas muito sensível, como já citei no início da resposta.
Nasci no Rio de Janeiro - capital - e aqui também vivi até hoje, são 33 anos de vida, pode ser pouco pra alguns, mas pra outros já posso dizer que vivi um pouquinho, não é mesmo?
Estudei desde a infância até concluir meu nível médio clássico em vários colégios, seria muito extenso citá-los, porém fiz pós-médio em técnico em química na antiga Escola Técnica Federal de Química do Rio de Janeiro, na Unidade do Maracanã quando o prédio da Senador Furtado ainda era sua sede, hoje em Nilópolis e o complexo dessas Escolas Técnicas é chamado de CEFETEq.
Cursei o curso de licenciatura em química, iniciando na extinta FAHUPE (Faculdade de Humanidades Pedro II) e depois me transferindo através do vestibular pro Instituto de Química da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), onde estudei por vários anos, e hoje estou complementando o meu curso com o bacharelado no Departamento de Química da Fundação Técnico Educacional Souza Marques. Ainda cursei o primeiro módulo do curso de polímeros da IMA (Instituto de Macromoléculas) da UFRJ (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro), onde pretendo prosseguir meus estudos na área de polímeros e pesquisas para ingressar em algum mestrado, mas aliando a esse interesse, ainda venho a pensar no meu outro lado e estudo, minha luta e mais nova atividade que é o voluntariado e o ambientalismo, onde atuei ano passado com afinco em atividades complementares à minha formação acadêmica tanto de professora quanto de bacharel, atuando em voluntariado sócio-educacional tanto na área de meio-ambiente, quanto de educação (pré-vestibular comunitário), bem como no social (tentando liderar voluntários nas visitas de asilos e outros lares de idosos), enfim... Fazendo meu papel como cidadã e ser humano melhor a cada dia, instante e momento de minha existência, pois nunca quis estar no mundo a passeio, quero deixar algo de bonito pros meus posteriores e alguma lição para que o mundo não seja tão degradado e tão invertido como está.

A&L: E a literatura, quando rolou?

Cris Passinato: “Sempre gostei de escrever e ler. Sou viciada em ler até bula de remédio no banheiro e murais, outdoors, qualquer coisa. Mais tarde me disseram na universidade que eu tenho sede de ler o mundo. Achei interessante, mas antes dessa sede, eu sempre senti a necessidade de transbordar escrevendo o que sinto. Um pouco subjetivamente, concordo, de início. Agora, venho tentando tirar o foco do umbigo e do ego que vem sendo alimentado sempre muito facilmente por versos, mas olhar por um prisma que aumente meu horizonte, mirando o mundo, suas problemáticas, sua incoerência e distorção, e tentar desmistificar alguns tabus, estereótipos e estigmas que sempre acabam rondando a mente humana. Depois que comecei a exercitar meu lado mais cronista e prosaico começaram a dizer que sou mais filósofa e socióloga do que imaginava, perguntam sempre: por que você não fez filosofia, sociologia, e eu penso cá comigo: "se eu fizesse tudo que todos falam, seria um zilhão de coisas, e ao mesmo tempo não seria... EU!"
Escolhi ser eu, é isso que penso.
Quanto à literatura, eu estudei muito. Muito mesmo.
Lia muito na escola, lia muito na Universidade, li muito sempre, é uma questão de hábito mesmo.
Não só livros, não só revistas e jornais, mas lia tudo que via pela frente mesmo, principalmente livros técnicos, textos da faculdade. Muitos, pois na faculdade de educação da UERJ e na parte restritiva a educação em química, chegava a dormir com meus olhos cansados de tanto que se lia, além dos livros que não são pequenos na minha área mais técnica, ou seja, não dá pra dizer: não leio, só porque não peguei um livro do Neruda ou do Machado de Assis e degustei, mas sinto vontade e comprei vários e tentei lê-los e alguns consegui fechar essa leitura, e deles que posso dizer que são os meus livros referência.
Autores preferidos? É complicado citá-los, mas lá vai alguns atuais: Elisa Lucinda, Paulo Freire, Tânia Zagury, Carl Sagan, Marcelo Gleiser, Attico Chassot, Pablo Neruda, José Roberto Sarsano, e mais outros tantos, não quis falar daqueles de sempre que amo, que são óbvios.

A&L: E a internet, o que você me diz sobre nesta interação com a literatura?

Cris Passinato: “No início parecia implorar que as pessoas dessem crédito aos poemas que confundiram por aí e que publicassem meus outros poemas pra dizer que eu era dona de uma obra, que de início escondia debaixo do colchão pra não mostrar pra ninguém, mas com o ocorrido era a única forma de me defender, mas depois pensei em aprender e obter recursos próprios, de tanto que fui enganada, sordidamente iludida e tudo mais.
O que fazem na internet não é literatura e nem, infelizmente serve como registro de nada.
Vocês acham que eu não gostaria de ter um livro só meu presencial?
Estou lutando por ele.
Os registros?
Também, outro problema, muita polemica e dicotomia rege o assunto e não cabe discutir isso no momento, porém se acho válido publicar o que escrevemos na internet?
Sim, é válido, faço e continuarei fazendo, pois a literatura, o mercado editorial, e tudo mais sempre passam pelos expedientes que tudo no nosso país passa: panelinhas, dinheiro e nome. LAMENTAVELMENTE!
Qual o único meio e de forma altruísta que sobra ao autor que é pouco reconhecido, ou nada conhecido?
INTERNET!
O retorno é instantâneo, gratificante e de acordo como você atua. Aliás, isso é colocado em qualquer esfera da arte: o respeito é imprescindível a todo e qualquer público e deve ser de mão dupla, do artista pro público e em conseqüência disso do público para o artista, sem distanciamentos causados por nenhuma das partes, esse é o barato da internet: a interatividade.”

A&L: E o Caderno R, que projeto é este?

Cris Passinato: “Caderno R, é o meu veículo atual. É através dele que me expresso e convido outros amigos, colegas e profissionais que não têm vez por aí e deveriam, devido ao talento imenso de todos eles, alguns até mesmo já se colocam através da literatura, da arte e muito mais, porém o sentimento latente em comum ali é pela sincera e honesta busca pela qualidade da informação na área de cultura e educação dentro do que podemos proporcionar ao nosso leitor.”

A&L:  Onde os seus aficionados podem te ler?

Cris Passinato: “Fora os que vou citar são muitos, seria longa a lista, citando alguns: Notívaga, Garganta da Serpente, Recanto das Letras, Kplus, Casa do Bruxo, Oficina dos Editores, APPERJ, Usina de Letras, Templo XV, Leia Livro, eBooks Brasil, Virtual Books, eBooks Cult, Jornal Mhário Lincoln do Brasil e muitos outros, porém os que eu estou atuando diretamente como criadora:

Caderno R - http://www.cadernor.com.br

Poesias da Cris - http://www.poesiasdacris.kit.net

Poesias e Outras Expressões - http://poesiasoutrasexpressoes.blogspot.com

Memória Elis (Blog e Flog) -
http://memoriaelis.blogspot.com e http://fotolog.com/memoriaelis

A&L: Ouvi falar que você “cobra escanteio e vai para a área cabecear”, como é isto?

Cris Passinato: “Sou editora do Caderno R, organizo, crio, publico, junto a Rose Nogueira da Artimanha, os outros sites que edito são meus mesmo e que uso como forma de expressão livre na internet.

A&L: O que você acha dos atuais concursos de literatura?

Cris Passinato: “Não gosto de concursos, acho que são panelas criadas por muitos e o sentimento que tenho é do mais puro corporativismo dentro desse mercado.
O mercado em questão, o editorial?
Só serve pra quem tem nome, dá polêmica, dá vendagem, infelizmente é assim que tudo funciona no mercado globalizado e neoliberal de consumo exacerbado de produtos por aí, que têm mais estética, plástica e beleza do que conteúdo, pois são mais aceitáveis, consumíveis em série, para serem mesmo descartáveis para que possamos consumir outros e mais outros e assim vai, e quem ganha com isso não é quem faz cultura e literatura, e sim quem ganha com ela.”

A&L: E o Autores & Leitores, como você teve notícia?

Cris Passinato: “Através do meu já amigo e colunista do Caderno R, o Alexandre (Xande) Rego, que me apresentou esse site-projeto que acredito que seja mais um espaço para que nós possamos expor nossos textos. Aliás vou já desde então agradecer pelo convite e expressar minha honra de poder responder a essa entrevista e colocando-me à disposição pra divulgação desse portal de nossos novos talentos.”

A&L: Obrigado, Cris. E que você pode sugerir para os novos?

Cris Passinato: “Critério, cuidado e zelo pela qualidade de tudo que faz e escreve e muito cuidado com os aliados, pois muitas vezes o seu maior aliado é seu próprio talento e força de vontade, pois só esses elementos impulsionam quem de verdade quer fazer a diferença em qualquer área.”

A&L: Quem começou, agora termina! Dê seu recado para os autores e leitores do nosso portal.

Cris Passinato: “Sucesso, publicações, parcerias e PRINCIPALMENTE sinceridade com amizade, em TUDO!”





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