Página inicial do portal Autores & Leitores
Quem  |  Autores  |  Leitores  |  Associados  |  Mural  |  Dúvidas  |  Contato  |     PUBLICAR    |
Entrar | Registrar
 Esqueci minha senha
Anúncio KD Inovações Tecnológicas

Área dos LEITORES

Colunistas

Autores Consagrados

Quadrinhos

Bibiotecas Virtuais

Livros

Novos autores

Downloads

Lançamentos

Ofertas

Informações

Autores & Leitores  >  Leitores  >  Livros
Capa de Dominando o Raio

Dominando o Raio



Capítulo 10 - Tupã I

      A apresentação começou com a visita às instalações de Tupã I, seguida de um passeio de ônibus por parte da extensa área destinada à coleta de raios. Após cerca de uma hora e meia, todos se deslocaram para o galpão de materiais. Luiz subiu ao palco e deu início à apresentação:

- Muito boa tarde, senhoras e senhores! É com imenso prazer que recebemos todos esses visitantes em nosso projeto, batizado de Tupã I. Nosso objetivo é a exploração de uma nova forma de obtenção de energia: o raio.
- Para que todos possam compreender melhor o que será esta façanha, passarei um pequeno vídeo com os fundamentos básicos do nosso trabalho.

      Assim que a iluminação foi apagada, iniciou-se a projeção de uma síntese da apresentação que Fábio havia feito, há alguns anos atrás, na escola de Luiz. Aquela era o tipo ideal de apresentação para o nivelamento de conhecimentos necessário para que todos compreendessem o projeto.

      Encerrado o vídeo, as luzes se acenderam e Luiz continuou:

- Pretendemos explorar comercialmente esse grande manancial de energia que é despejado sobre a Terra em todas as tempestades elétricas. Para tal, foram montadas as instalações que há pouco foram visitadas.
- Nossa intenção é aproveitar a próxima temporada de tempestades elétricas, que deverá começar dentro de um mês, para executarmos a nossa experiência.
- Podemos separar a nossa experiência em duas partes: a coleta do raio e o armazenamento de sua energia.
- Por motivos econômicos, a coleta dos raios será feita de uma forma diferente daquela que seria usada na exploração comercial. Nós usaremos veículos especialmente projetados para essa aplicação. Cada um deles é dotado de duas antenas parabólicas, destinadas à coleta e ao envio de energia. As antenas, também especialmente desenhadas para essa aplicação, funcionarão como uma espécie de espelho que deverá refletir o raio para Tupã I.

      A um sinal de Luiz, a iluminação foi reduzida e, enquanto ele descrevia o funcionamento, um filme explicativo era projetado.

- Ao ser identificada a área de maior probabilidade de queda de um raio, a informação será enviada ao veículo, que deverá chegar ao local indicado em até 45 segundos. Este é o tempo máximo de antecipação que os nossos equipamentos de detecção conseguem prever.
- Conforme já visto, o raio busca o caminho mais curto entre a nuvem e o solo, e este caminho é definido pela menor resistência elétrica da camada de ar que os separa. Baseado nesse princípio, ao chegar no local, o veículo enviará um feixe de microondas em direção à nuvem, definindo um caminho de menor resistência para o raio e atraindo-o para o próprio veículo. Durante a queda do raio em direção ao veículo, um sistema de controle computadorizado, acionará um segundo feixe de microondas, criando um outro caminho de baixa resistência entre o veículo e Tupã I. Esse processo de desvio do raio será apoiado por um conjunto de bobinas existentes sob o veículo. Essas bobinas, ao serem energizadas, criarão um forte campo magnético que ajudará a refletir o raio para a estação coletora. Todo o processo de coleta do raio e transmissão de energia até Tupã I deverá ocorrer em alguns milissegundos.
- Ao receber a energia, Tupã I a distribuirá para os acumuladores lá existentes. Esses acumuladores são compostos basicamente de uma grande quantidade de capacitores e de bobinas construídas com supercondutores. Para garantir a eficiência do sistema, todo o conjunto está imerso em Nitrogênio líquido.
- Temos condição de armazenar cerca de 30 GigaWatts/hora de uma só vez, o suficiente para abastecer um cidade de 400 mil habitantes durante um mês.

      Ao final, Luiz apresentou toda a sua equipe, destacando a função de cada um dos membros. Assim que Luiz acabou de falar, diversos repórteres levantaram as mãos e crivaram-no de perguntas. Pacientemente, Luiz e sua equipe responderam uma a uma, detalhando o que fosse necessário para se assegurar de que a experiência tinha sido integralmente entendida por todos. Ele havia recebido instruções bem claras para assim proceder, pois fazia parte da estratégia de marketing da empresa que aquele projeto fosse muito bem compreendido por todos.

      Encerrado o coquetel e tendo se despedido de todos os visitantes, Luiz reuniu a equipe e determinou que, com exceção das pessoas que tinham algum trabalho para o Sábado, todos os demais tirassem o dia de folga e só retornassem no Domingo, depois das 10 horas da manhã. Aquele seria o último final de semana tranqüilo antes do início da fase de preparação para os experimentos.

      No Domingo, bem cedo, Luiz dispensou os membros que ficaram no Sábado e lhes instruiu para retornarem na tarde da Segunda-feira. Assim, ele e Fábio tiveram um bom tempo para rever as atividades previstas para aquela semana.

      Ainda restavam muitos testes de aceitação das instalações e o cumprimento do cronograma levou a todos avançar noite adentro. Assim foi toda a semana.

      Na Quinta-feira à noite, foi concluído o último teste previsto. A Sexta-feira foi utilizada para a assinatura dos termos de aceitação final e os preparativos para a inauguração do projeto, prevista para a tarde de Sábado. O Diretor-Presidente da empresa compareceria para descerrar a placa comemorativa e cortar a fita de inauguração.

      Tudo ocorreu conforme fora previsto. Depois de um discurso emocionado, onde foram relevadas as virtudes do uso de uma fonte de energia limpa e da possibilidade de se distribuir essa energia para todos os cidadãos, inclusive aos menos afortunados, o Diretor-Presidente da empresa agradeceu e parabenizou os membros da equipe. Foi um dia de festa que ficou marcado na memória de todos. Um grande coquetel acompanhado de uma orquestra deu um toque especial ao evento.

      Na manhã de Domingo foi realizada uma reunião geral. Luiz chamou a todos para informar como pretendia utilizar as três semanas que antecederiam o início dos experimentos. Era sua intenção aproveitar esse tempo para testar todos os equipamentos por meio de exercícios simulados. Afinal, tratava-se de um trabalho de altíssimo risco, onde a rapidez de reação poderia evitar o pior.

      A tarde e boa parte da noite do Domingo fora usada para a mudança de alojamento de todos os membros da equipe.

      Na manhã da Segunda-feira seriam iniciados os exercícios simulados. Para dar maior realismo. Luiz não definiu um horário específico, mas apenas informou que à partir das 6 horas da manhã todos deveriam ocupar suas posições. Era necessário que demonstrassem sua capacidade de reação, pois as tempestades não tinham hora marcada para começar e poderiam surgir a qualquer momento.






CAPÍTULO 9 Seta para esquerda Página de índice
ÍNDICE
Seta para direita CAPÍTULO 11


ENVIE esta página para um(a) amigo(a).


FALE com o autor.


Autores & Leitores
  • Copyright A&L © 2005-2008
  • Todos os direitos reservados.