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Capa de Dominando o Raio

Dominando o Raio



Capítulo 6 - Raio

      Depois de um bom período de pesquisa, Luiz combinou com Fábio a realização de uma apresentação a respeito de tudo o que conseguira compilar sobre o raio. Após convencer seu tio sobre a importância deste trabalho, marcou uma data para a apresentação de uma palestra sobre o assunto. Luiz convidou vários colegas da escola, além de alguns de seus professores que se interessaram muito pelo assunto. Luiz cuidou de todos os preparativos para fazer daquela apresentação um grande sucesso.

      Chegado o dia, Fábio de pé sobre o palco do teatro da escola de Luiz comandou a sua apresentação:

- Boa noite, meus jovens! - iniciou Fábio, com ares de professor.
- Vou-lhes apresentar uma série de informações sobre uma das forças mais poderosas da Natureza: o raio.
- O raio é uma descarga elétrica que pode ter quilômetros de comprimento. Ele faz a ligação elétrica entre uma nuvem e o solo, ou então entre duas nuvens ou, ainda, entre duas partes de uma mesma nuvem.

      À medida que Fábio ia falando, uma série de fotos de relâmpagos era projetada na tela do teatro. Essas fotos eram impressionantes e, volta e meia, suscitavam o espanto de várias pessoas na platéia.

- Sabe-se que as nuvens carregam-se de eletricidade estática. Acredita-se que o atrito dos ventos sobre as nuvens, as carregam de eletricidade. Contudo, há quem acredite que o gelo, formado na parte superior da nuvem, ao cair, atrita-se com as gotículas de água existentes no interior da nuvem, carregando-as com elétrons. Quando estão muito carregadas, resultando em uma grande diferença de potencial elétrico, as nuvens se descarregam através de um ou mais raios.
- Para que haja circulação de corrente elétrica de um ponto a outro, é necessário que exista uma diferença de potencial elétrico, ou seja, os dois pontos devem estar em diferentes níveis de energia. A corrente elétrica partirá do ponto negativo em direção ao ponto positivo. - continuou Fábio exibindo um desenho explicativo.
- Além de existir um ponto negativo e outro positivo também é necessário que exista um caminho entre esses pontos. Para tal deverá existir um meio condutor de eletricidade entre eles, que será percorrido pela corrente elétrica. Mas, se esses pontos estiverem separados por um meio isolante, denominado dielétrico, a corrente elétrica não circulará.
- O ar atmosférico é normalmente um meio isolante. Contudo, quando a diferença de potencial elétrico existente entre uma nuvem e o solo ou, então, entre duas nuvens, atinge um nível muito elevado, as partículas do ar ficam polarizadas, ou ionizadas, e passam a conduzir eletricidade. Nesse caso o ar vira um meio condutor de eletricidade. Isso acontece sempre que ocorre um raio.
- Quanto à formação do raio, existe um teoria interessante, segundo a qual, pequenas descargas elétricas, denominadas guias ou líderes, vão saltando de um ponto a outro, até traçar todo o percurso. Quando isso acontece, ocorre a descarga elétrica, ou o raio propriamente dito. Muitas vezes, ainda durante o traçado do percurso, um outro raio surge, saindo do solo em direção à nuvem. Esse fenômeno deve-se ao fato de que uma grande quantidade de elétrons parte do solo em direção ao raio que está se formando. - esclareceu Fábio, projetando um pequeno filme, acompanhado de efeitos sonoros que inundaram o teatro com estrondos que davam a impressão de que os raios estavam realmente caindo ali.
- O trovão, estrondo que acompanha o raio, resulta da explosão do ar aquecido pela passagem do raio, cuja temperatura é superior à da superfície do sol.
- Sabe-se que somente um em cada dez raios é descarregado no solo, os demais ocorrem entre as nuvens. - continuou Fábio.
- O raio também desempenha uma importante função ambiental. O ar atmosférico, que contém aproximadamente 78% de Nitrogênio e 16% de Oxigênio, na presença da descarga elétrica, sofre uma recombinação de seus elementos e dá formação a Nitratos e Ozônio. Os Nitratos são levados pela chuva para o solo e constituem um importante nutriente para as plantas. O Ozônio sobe para as camadas mais elevadas da atmosfera e ajuda a nos proteger dos raios Ultra-Violeta.
- A tecnologia disponível hoje em dia permite prever as tempestades e até acompanhá-las. Contudo, ainda é impossível prever com precisão onde um raio irá cair. A proteção contra raios usadas nos dias de hoje é praticamente a mesma empregada há mais de dois séculos: o pára-raios.
- Um raio tem em média uns 10 milhões de Volts e uns 30 mil Ampéres. O produto dessas duas grandezas nos indica um nível de potência de 300 bilhões de Watts ou 300 GigaWatts. Com uma duração média de aproximadamente um décimo de segundo, um único raio tem cerca de 8,3 MegaWatt/h. Essa energia é suficiente para suprir as necessidades de energia elétrica de umas 110 pessoas durante um mês inteiro.
- Caem cerca de 100 raios a cada segundo, em toda a face da Terra. Mesmo se considerarmos que de cada dez raios apenas um cai no solo, veremos que somos bombardeados diariamente com uma quantidade de energia muito superior àquela gerada por todas as usinas de energia existentes em todo o mundo.
- Assim, uma tempestade que despeje uns mil raios, é suficiente para alimentar uma cidade com mais de 100 mil habitantes por um mês.

      Após quase duas horas, Fábio encerrou sua preleção de forma bombástica:

- Pois bem, meus jovens, eu e meu sobrinho estamos determinados a explorar essa energia e se formos bem sucedidos, estaremos abrindo as portas para uma energia limpa, barata e acessível a todos. Tenho certeza de que precisaremos de mais pessoas para nos ajudar. - Fábio não se continha mais de entusiasmo.

      Ao encerrar sua apresentação, Fábio foi demoradamente aplaudido de pé pela platéia. O professor de Física de Luiz era o mais entusiasmado de todos. Ele se dirigiu até Fábio e o crivou de perguntas. Mal Fábio começava a responder uma pergunta e o entusiasmado professor já fazia outra. Alguns professores de Luiz decidiram desenvolver um trabalho escolar baseado na apresentação de Fábio, de modo que poderiam aproveitar a motivação de seus alunos e levá-los a se interessar mais pelo assunto.

      A apresentação rendeu a Fábio e Luiz vários ajudantes que, infelizmente, foram desistindo, um a um, à medida que o tempo passava. Como o trabalho de pesquisa era um tanto quanto monótono, a motivação dos colegas de Luiz começou a ser minada e, assim, em torno de quatro meses, com a chegada das férias escolares, tio e sobrinho estavam sozinhos novamente.






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