Página inicial do portal Autores & Leitores
Quem  |  Autores  |  Leitores  |  Associados  |  Mural  |  Dúvidas  |  Contato  |     PUBLICAR    |
Entrar | Registrar
 Esqueci minha senha
Anúncio Autores & Leitores

Área dos LEITORES

Colunistas

Autores Consagrados

Quadrinhos

Bibiotecas Virtuais

Livros

Novos autores

Downloads

Lançamentos

Ofertas

Informações

Autores & Leitores  >  Leitores  >  Livros
Capa de Dominando o Raio

Dominando o Raio



Capítulo 7 - Estudos

      Luiz concluiu seus estudos de 2º Grau e escolheu um curso universitário de Física. O seu mestrado foi também realizado com muito empenho e a conclusão de sua tese estava em vias de se tornar realidade. A defesa da tese seria acompanhada da apresentação de um experimento prático.

      Fábio participou de uma infinidade de cursos, palestras e simpósios com a finalidade de aprender mais sobre a coleta de raios. Por ser um assunto atípico, ele buscou uma grande variedade de temas que tivessem alguma relação com seu objetivo, tais como proteção contra raios, previsão de tempestades, projetos de para-ráios, medição e avaliação de raios e outros assuntos deste tipo. Ao final de tudo, concluiu que a coleta dos raios não seria uma tarefa tão simples quanto imaginara, pois prever a ocorrência de uma tempestade era coisa trivial, mas determinar exatamente onde o raio iria cair era um problema de difícil solução.

      Durante o seu mestrado, Luiz se comunicava constantemente com seu tio, para trocar informações e também para ter notícias dele. Afinal, Fábio se tornara seu pai de fato e a sua ausência era muito sentida por Luiz. Desde que começara seu mestrado em uma universidade em um outro estado, Luiz tinha pouquíssimo tempo para visitar Fábio e só o via durante os períodos de férias.

      Na defesa da tese, Fábio foi passar uns dias com Luiz para matar saudades e lhe prestar todo o apoio necessário. Fábio ainda se lembrava muito bem como fora sua defesa de tese e o estresse emocional pelo qual passara e estava decidido a não permitir que seu sobrinho passasse por coisa semelhante.

      Luiz dispendeu quase um ano na elaboração de seu trabalho de tese e era chegada a hora de apresentá-lo. Ele estava muito nervoso e fazia de tudo para se acalmar. Seu nervosismo aumentou mais ainda com a mudança repentina do local da apresentação, que inicialmente seria a Sala de Teses com capacidade para umas vinte pessoas, mas fora alterado de última hora para o anfiteatro da Universidade, com capacidade para cerca de 300 pessoas. A mudança fora determinada em função do grande interesse no trabalho de Luiz, previamente divulgado pelo seu orientador, via Internet.

      Aquele seria o seu grande momento e Luiz quase não conseguia manter a calma que a ocasião exigia. Seu estado de nervos era tal que suas mãos trêmulas eram claramente visíveis pelos ocupantes das primeiras fileiras do auditório.

      Precisamente na hora marcada, os professores da banca adentraram o recinto, ocuparam suas posições em uma mesa improvisada no meio do palco, cumprimentaram todos os presentes e deram início à apresentação:

- Sr. Luiz, - disse o presidente da banca examinadora - sua apresentação deve ser clara, objetiva e não poderá durar mais que quarenta e cinco minutos. Em seguida, teremos um intervalo de dez minutos para perguntas e, logo após, concluiremos a defesa de sua tese com a demonstração prática.
- A avaliação do seu trabalho será feita com base na monografia já escrita e lida por todos os membros da banca e, também, em função da apresentação que você agora iniciará. Assim, faça-a da melhor forma possível e boa sorte!

- Mu-muito bo-boa tarde, senhoras e se-senhores! - iniciou Luiz, esforçando-se para controlar o seu visível nervosismo. - O meu trabalho aborda uma nova forma de armazenar grandes quantidades de energia elétrica em períodos de tempo infinitamente pequenos.

      A exposição do trabalho ocorreu tranqüila. Todas as perguntas feitas foram satisfatoriamente respondidas pelo mestrando. A apresentação de seu experimento causou surpresa a todos os professores da banca, que foram unânimes em atribuir‑lhe o grau máximo. O sucesso do trabalho foi tal que, ao final da exposição, diversas pessoas o procuraram para esclarecer dúvidas e parabenizá-lo pelo sucesso da apresentação. Três pessoas mantiveram-se à distância e somente se aproximaram de Luiz após boa parte das pessoas ter deixado o auditório. Os três indivíduos, muito bem vestidos, identificaram-se e entregaram a Luiz três envelopes, cada um contendo uma proposta diferente. A primeira era de um professor de uma importante universidade estrangeira que lhe propunha uma bolsa de doutorado para dar continuidade aos seus estudos. As outras duas eram propostas de duas grandes companhias petrolíferas para patrocinar a montagem de uma planta piloto de coleta e armazenamento de energia baseada na sua tese. Luiz acertou com os três que responderia dentro de uma semana.

      O resto do dia foi tomado por comemorações entre Fábio, Luiz e seus colegas de estudo. Estava totalmente proibido falar de qualquer assunto que se relacionasse direta ou indiretamente com a tese de Luiz.

      Passadas as comemorações, Luiz e Fábio discutiram as propostas recebidas. A continuidade dos estudos através de um doutorado no exterior foi descartada sem maiores problemas. As duas propostas restantes continham muitos pontos em comum: patrocinavam todo o desenvolvimento e implementação de uma planta piloto para coleta e armazenamento de raios, requeriam uma participação dos ganhos que pudessem ser auferidos com o invento juntamente com os direitos de exclusividade de sua exploração e, por último, caso os resultados obtidos não fossem positivos, as empresas comprometiam-se em arcar com todos os prejuízos, incluindo possíveis danos de patrimônio ou acidentes pessoais. A segunda proposta apresentava um item extra que chamou a atenção dos dois: a empresa já havia adquirido uma área bastante extensa em uma região do país, conhecida como Corredor de Raios, em função da grande incidência de tempestades elétricas durante boa parte do ano. Aquele era o local ideal para a realização dos experimentos, pois o estabelecimento da planta piloto em um local com alta incidência de raios facilitaria os testes de armazenamento de sua energia.

      Os dois optaram pela segunda proposta, que também exigia que Luiz participasse das atividades de instalação e teste da planta piloto, como supervisor de todas as atividades envolvidas. Isso era tudo o que ele sonhara. Na semana seguinte, Luiz contatou os representantes e lhes informou sua decisão.






CAPÍTULO 6 Seta para esquerda Página de índice
ÍNDICE
Seta para direitaCAPÍTULO 8


ENVIE esta página para um(a) amigo(a).


FALE com o autor.


Autores & Leitores
  • Copyright A&L © 2005-2008
  • Todos os direitos reservados.