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Preconceito



					    
Joãozinho, traquinas como ele só, resolveu aprontar mais uma das suas e preparou uma arapuca para pegar um dos pássaros, que cantavam sobre os galhos da árvore no fundo do quintal. Para atrair suas vítimas, ele esparramou uma boa quantidade de sementes e frutas, sob a armadilha camuflada. Juca Sabiá, que cantava feliz da vida e atraía os suspiros de diversas passarinhas apaixonadas, resolveu mostrar sua coragem e pousou no quintal, atraído pelo delicioso aroma das frutas deixadas por Joãozinho. Quando Juca Sabiá preparava-se para alçar vôo, com um bom pedaço de fruta no bico, a armadilha caiu sobre ele, aprisionando-o. Infeliz e surpreso com o inesperado acontecimento, Juca Sabiá pôs-se a cantar desesperadamente, enquanto Joãozinho o empurrava para dentro de uma velha gaiola. Para o menino, era uma grande felicidade ter capturado uma bela ave canora. Para o pobre pássaro, aquilo era uma total infelicidade pela privação de sua liberdade. Os dias se passaram e a rotina era a mesma: todas as manhãs, Joãozinho colocava seu troféu na janela de seu quarto, que dava para o fundo do quintal. O pobre pássaro pedia ajuda desesperado e os seus antigos companheiros o assistiam, impotentes. Um belo dia, Carla, política e ecologicamente correta, resolveu acabar com a farra de seu irmãozinho e libertou Juca Sabiá, que vôou, meio sem jeito, direto para a velha árvore, seu antigo palco de exibições. À medida que ia se aproximando da árvore, os pássaros iam se afastando, até que, ao pousar, Juca Sabiá se viu sozinho sobre o velho galho. Não se deixando intimidar pela fria recepção, o pássaro cantou, cantou e cantou, até perder o fôlego, mas nenhum dos amigos se aproximou, nem mesmo suas fãs de outrora. O que estava acontecendo? - perguntava-se o pobre pássaro. Naquele momento, três galhos acima, uma pequena passarinha questionava seu velho pai: - Mas, paizinho, porque eu não posso mais me aproximar do Juca Sabiá, por quem você tinha tanta admiração? - Minha filha, - ouça a voz da experiência - fique longe deste pássaro! - Mas, porque, papai? - insistiu a pequena ave. - Ele é um ex-presidiário, minha filha! Sabe-se lá, o que ele aprendeu enquanto estava preso. - foi a resposta decidida do velho pássaro.
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Comentários dos leitores

Somos inconscientes eternos preconceituosos, mesmo quando negamos.

Postado por lucia maria em 11-10-2012

Gostei, é um texto diferente, está inovador e que personifica os pássaros, demonstrando que a vida deles é parecida com a nossa.

Postado por Niafna em 31-03-2011

Olá Silvino! Parabens pela sensibilidade e criatividade. Ótimo texto!

Postado por Nogueira em 18-04-2009

Olá Silvino, mensagem muito bem transmitida, há sim muito preconceito. Abraços Jorge Humberto

Postado por JORGEHUMBERTO em 21-08-2008

Adorei seu conto Silvino.Ele me fez refletir sobre o quanto somos preconceituosos com o infortúnio dos outros. Carinhosamente, Alquimista

Postado por alquimista em 17-08-2008

Olá, Silvino! Lindo e inteligente conto, que me prendeu até o surpreendente final. Gostei da comparação do pássaro com o ser humano. Um abraço. Anna célia

Postado por Annacelia em 29-10-2007

Bela metáfora!

Postado por Liwa em 01-06-2007

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