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A LÍNGUA



					    
RUBEMAR ALVES Existe um poema de FAGUNDES VARELA chamado ARMAS, em que ao finalzinho o autor diz: “A mais tremenda das armas, / pior que a durindana, / atendei, meus amigos, / se apelida a língua humana.” Se analisarmos a fundo esta obra inteira, notaremos que tudo de negativo que falamos volta para nós. Isto é uma forma que a vida tem para nos punir de comentários que fazemos sem pensar nas conseqüências futuras e a língua é justamente o instrumento que nos leva a estas ‘esparrelas’ ou, como dizem, “quem faz aqui, aqui paga!” Esta frase é um eufemismo para aliviar a expressão correta que seria “quem fala o que quer, ouve o que não quer!” Não estou aqui querendo puxar a orelha de ninguém, não, absolutamente; aliás, quem sou eu para fazer isto? Mas algumas pessoas talvez de forma impensada (quero acreditar que seja apenas isto...) dizem disparates, formando e emitindo opiniões sobre assuntos que desconhecem ou dos quais não viveram sequer uma única experiência para dar o seu parecer. Muitos denotam seus comentários com suposições, algumas até coerentes, porém qualquer tipo de manifestação iniciada e terminada na mente não tem nenhum funcionamento, enquanto não for colocada em prova experimental. Outro exemplo maciço de ser traído pela língua está em *A FUGITIVA, de MARCEL PROUST. O livro traz dois protagonistas: ALBERTINE e MARCEL. O enredo é focado no estilo Realismo/Naturalismo, e o autor narra a vida de um homem inflexível que se torna um títere, ou melhor, um marionete, um fantoche totalmente passível quando sua amada resolve abandoná-lo. A personagem MARCEL, com rompantes de machão (linguagem de nossos dias) entregara sua vida e tudo que essa tem de valor nas mãos da esposa ALBERTINE. Embora o livro não mencione isto, a mulher descobriu que podia fazer as coisas à sua maneira depois de tirar do marido aquilo onde ele “acreditava” ter domínio completo. Então, para aqueles que (ainda... porque a vida é um eterno tempo de espera: “Espere e verás!”) ainda não passaram pelo “fogo”, dou apenas uma recomendação: cuidado!!! Cedo ou tarde sua língua lhe irá cobrar de maneira implacável e dolorosa uma atitude ou comentário descabido. Em síntese, continuo afirmando que a mulher inteligente manda na relação, isto é fato concreto, nunca hipótese do “talvez”, não há o que se discutir, entretanto acredito que num futuro próximo, depois de vivenciarem uma experiência semelhante ao exemplo supra citado, estes venham a ser os meus sequazes, os meus partidários... NOTAS DO AUTOR: FAGUNDES VARELA - 1841/1875. Fez parte da terceira geração de poetas românticos do Brasil - poesias apresentando temas sociais e políticos, e também sobre a natureza, a angústia, solidão, melancolia e desengano. MARCEL PROUST - 1871/1922. Escritor francês de origem judaica por parte de mãe alsaciana, mais conhecido por sua obra “EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO”, publicado em 7 partes, entre 1913 e 1927. O texto A FUGITIVA está incluído no volume 3. Escreveu muitas obras, incluindo romances, novelas, contos e poemas. Saúde frágil desde a infância, esgotamento e reclusão até o fim da vida. F I M
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Comentários dos leitores

De fato, falar demais implica em vários sustos depois. Modernamente, as pessoas digitam. Aí, eu digo: quem escreve "demais", pode ler uma resposta malcriada. Gostei e aprendi um pouco mais. Meu carinho, sempre.

Postado por lucia maria em 20-11-2012

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