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CHARLIE BROW



					    
RUBEMAR ALVES *“Um perdedor menos popular que seu cachorro. Um jogador que não ganha a partida, mas continua jogando, como é preciso fazer na vida. Em sua depressão de domingo, ele vê que não deu para viver mil aventuras ‘incríveis’ - e com essa pouca coisa é que cada um de nós terá que começar a semana...........” Publicado pela primeira vez em 1950, o mundo dos quadrinhos PEANUTS traz como personagem principal (não herói brilhante, positivo, e sim anti- herói, aprendiz de herói “atrapalhado”, nada para ele dá certo, visão crítica do modelo padronizado) CHARLIE BROWN, um menino inteligente e vagamente melancólico, dono de SNOOPY, um cão da raça beagle, animal- escritor cheio de imaginação, escoteiro que ama biscoitos de chocolate e é o melhor amigo de CHARLIE. Poucas ações nesta HQ, em que personagens infantis (?) em geral conversam ou meditam sozinhos, em ações do cotidiano - ir à escola, ver televisão, lanchar, jogar baseball (tadinho , ele perde sempre), soltar pipa (gente, a dele nunca sobe), passear pela redondeza... os mesmos gestos, as mesmas palavras, nada muito significativo, repetição entre o cômico e o trágico da vida. Ah, ele tem um pen pal, amigo distante a quem escreve cartas (ainda longe da “era Internet”), prova de que não é um caso perdido... - ah, pencil-pal, pois ele não consegue escrever com caneta. Solitário ante as pessoas próximas, querendo romper esta solidão, se comunicar (fala o inglês nativo e o alemão paterno), ter mais cultura, ser um animador de reuniões sociais e ter sucesso com as meninas. O cão doméstico, sempre bem humorado (ao contrário de seu dono), observador e por vezes cínico, irônico e debochadinho (o alterego de seu dono?), protege o ‘charlie’ da HQ, tenta aliviar-lhe a angústia, que é a neurose e fobia maior dos seres humanos. Pois é... advogado de CHARLIE, cão que ladra... e morde. Ou morde em silêncio mesmo? Na vida real, as pessoas tentam explorar ‘os-bonzinhos-e-ingênuos- charlie-brown-que-às-vezes-encontram-pela-frente’, tentam fazer este de bobo, porque é simpático, 90% cavalheiro cortês e amável na maioria das ocasiões (10% só quando o irritam se metendo em assuntinhos particulares: dou razão plena!), mas ele não é um idiota, imbecil cego - é um ser humano comum: generoso, amável, simpático, não totalmente ‘errado’, fracassado como o da HQ. Ele quer agradar, ser mais popular, sentindo certa dificuldad e e tendo por infinitésimos segundos (um minuto é muito) pena de si próprio porque sabe que tudo na vida, sem a coragem de perseguir um longo caminho com a cabeça sempre erguida, é muito difícil - impossível, não, nunca, jamais! Lema do ‘hei de vencer’, mesmo que seja a porrada (grande ironia no “Poema em linha reta”, de ÁLVARO DE CAMPOS). E vencerá sempre! (Como seria o nome SNOOPY no feminino para uma cadelinha fiel?) Mas, segundo o ‘poetinha’ VINÍCIUS DE MORAES, “O melhor amigo do homem é o uísque: cachorro engarrafado”. Então, sendo assim, brindemos a um breve futuro promissor e em consequência muito alegre. Como se diz em festas de bródio (pesquise, leitor!), arriba, Cigano! ----------------------------------------------------------------------------- NOTA DO AUTOR: PEANUTS (Minduim na nossa versão) - Autor CHARLES MONROE SCHULZ (1922/2000), cartunista americano, filho de uma dona de casa e um barbeiro alemão. Adolescente tímido e solitário, talvez por ser o mais jovem e o mais franzino em sua classe da High School, discriminado por ser um tremendo CDF. Lutou na II GM, como líder de esquadra de infantaria; mais tarde foi ser cartunista e professor de arte. As tiras, publicadas em 75 países, em 2.600 jornais diferentes, num total de 17.897 HQ, são uma espécie de autobiografia, alguns fatos de sua vida real, incluindo a primeira “ex”, depois a ruivinha que o rejeitou, decepção eterna, fusão-confusão de Charles- Charlie... e a esposa com quem conviveu feliz por 27 anos. CURIOSIDADE: Glória maior com o Apolo 11, foguete que pela primeira vez levou o homem à lua (julho/1969) - o modelo lunar chamava-se Peanuts e a cápsula da nave, Snoopy. O ex-presidente RONALD REAGAN e sua esposa NANCY confessaram serem fãs incondicionais destes personagens e utilizaram o aloprado cãozinho na campanha antidrogas: “Just say no to drugs” (1986). FONTE: *‘O casal pop da psicanálise’ (p. 48) - Revista MARIE CLAIRE, SP, nº 263, fev./2013. F I M
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Comentários dos leitores

Na vida, tem sempre quem queira nos fazer de bobo e você retratou muito bem esta situação. Mas a força de vontade é muito grande, mesmo com pequenos fracassos, que logo acabam. Gostei da crônica. Boa sorte, Cigano!

Postado por lucia maria em 16-05-2013

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