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CONTO OU CRÔNICA? II



					    
RUBEMAR ALVES Parece, mas não é piada nem aula de TEORIA LITERÁRIA, EU juro. Não da minha parte, mas da parte ‘dele’, isto sim! Escutei numa clínica séria um desses dias... Há um MÉDICO fisiatra, quarentão, 45 ou pouco mais, que lê tudo, sempre carregando livros de ficção, especialmente da grandiosíssima literatura brasileira, e fala aos clientes com fantástica naturalidade. A maioria não entende ou percebe nada quando ELE se diz amigo íntimo ou parente de personagens que felizmente EU conheço (a mim ELE não enrola): “Almocei domingo na rua Matacavalos, Rio de Janeiro, com *o Bentinho, a dona Conceição e o Dr. Simão, médico da Casa Verde, lá de Itaguaí. O enfermeiro Procópio não foi, está cuidando de um coronel.” Ou *mais popularmente: “Adoro a moqueca da Gabriela! A Malvina prefere vatapá. O Jorge e a Zélia deram a receita de cuscuz paulista e Bié aprovou...” Clientes resmungam, desinteressados: “Ah, sim...” Ontem, outro companheiro de jaleco perguntou pela namorada do ‘literato’. Resposta: “Ah, ELA era o meu CONTO de três páginas ao máximo, personagem AGENTE com princípio, meio e fim, que aprontava muito, incrível célula dramática, um só conflito, porém eterno... mas virei a página, muito melhor, troquei de livro, ELA virou minha CRÔNICA, personagem PACIENTE, de quem apenas falo, narro às vezes com saudade subjetiva, até mesmo lírica, ou disserto em linguagem objetiva de jornal.” E suspiroso ainda citou de cor o personagem machadiano, advogado Conselheiro, no conto A DESEJADA DAS GENTES: “- Que é a saudade senão uma ironia do tempo e da fortuna? Veja lá; começo a ficar sentencioso.” O outro apenas gritou: “O quê?! Também filósofo agora?” Caíram na risada. E é isto mesmo. Definições perfeitas para CONTO e CRÔNICA, memorizei, passo adiante para os leitores do Portal A&L ou para quem “pensa” que sabe a diferença, muito sutil, mas não sabe. Escrevi para o MÉDICO o nosso endereço. Quem sabe ELE não vira contista ou cronista também? ---------------------------------------------------------------------------- NOTAS DO AUTOR: *Respectivamente personagens do romance DOM CASMURRO e dos contos A MISSA DO GALO, O ALIENISTA e O ENFERMEIRO, do carioca MACHADO DE ASSIS. *Em seguida, personagens de GABRIELA, obra do escritor baiano JORGE AMADO, com grande influência de sua mulher, a também escritora ZÉLIA GATTAI, paulista. F I M
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Comentários dos leitores

Conheço alguns médicos e afirmo que a leitura deles não é apenas bula de remédio. Indiquei A&L (papelzinho sempre na bolsa!!!) e meu autor predileto. Quem será??? Boa aula, esta hoje.

Postado por lucia maria em 26-05-2013

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