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CAMPO DE SANTANA



					    
RUBEMAR ALVES Minha AMIGA do Rio me recomendando um passeio: Nome oficial, formal e protocolar demais, um tanto sem graça: Praça da República. Dentro do campo há uma escola municipal onde ELA, no longínquo tempo da inocência, cursou o jardim de infância - usou muito papel e lápis de cor, já recortava figurinhas e letras grandes em revistas (agora pesquisa para mim e recorta jornal), lambuzava-se de sorvete, discutia e transformava os contos de fada tradicionais, fantasiou-se com rosa de papel crepom e principalmente correu atrás das cutias... que corriam dela. Anos depois, esta Geminiana foi encantada e cantada por um cigano e... (meu conto PAVÃO/PAVOA). Tem baobás, tem figueiras... zoológico a céu aberto, onde cutias, gatos, gansos, pavões, patos-do-mato, irerês e galinhas d’angola se alimentam livremente com frutas e restos de alimentos num parque hoje diminuto em comparação ao passado (cerca de 150 ou 140 mil metros quadrados por volta do século XVII, pântano de grande insalubridade). Até o século XIX foi palco da Festa do Divino, um dos principais eventos populares naquela cidade, entre o Império e a Primeira República. Ah, e também ocorreu ali a solenidade de aclamação de Dom Pedro I, súbito Imperador do Brasil. Por muito tem po o local se chamou Campo da Aclamação , porém havia desde 1735 uma igreja construída na vizinhança - os imperadores se vão, santos e santas permanecem. O antigo pântano, hoje oásis verde no centro da cidade do Rio de Janeiro, fauna humana preguiçosamente ocupando os confortáveis bancos de madeira, funciona a partir das sete da manhã e é fechado diariamente às cinco da tarde. Dom Pedro II quis imitar a reforma urbana então ocorrida em Paris, grana curta; porém contou e recontou as moedas e pouco mais tarde seu ‘jardineiro predileto’, o paisagista e botânico francês Auguste François- Marie Glaziou, fez a reforma entre 1873 e 1880. Imaginem, ainda muito antes de Burle Max, foi precursor do uso de plantas nativas, como por exemplo as bromélias (minha AMIGA cultiva em casa, nos troncos de coqueiros), além de instalar no campo um conjunto de rocalhas, que são construções de cimento armado imitando grutas com estalactites (artificiais, é claro!), hoje desativadas com risco de queda por problemas de infiltração. Há fontes e esculturas francesas no local. Num 15 de novembro nos idos de 1889, militares rebelados despertaram às pressas o marechal Deodoro, em seu sobrado-residência próximo dali; adoentado, arma de fogo na cintura (tipo ‘ou-eu-ou-Pedro-II’), talvez num berro instalou novo sistema de governo em nosso país. (Se ele estava de pijama e sem cavalo, não sei... A História cria mitos e a estória não tem memória exata de verdades verdadeiras. Bronze idealiza, ‘fotografa’ e eterniza estátuas.) Em 1940/41, com a construção da avenida Presidente Vargas, o parque foi diminuidíssimo... para a ‘superficiezinha’ de 18.219 metros quadrados. Ao redor, na atualidade, farto comércio (ELA vai me fazer carregar ‘mil’ pacotes?), bons restaurantes (peixe cozido e muitos legumes coloridos, hummm!) e sorveterias (chocolate?!), o quartel do Corpo de Bombeiros, a tradicionalíssima Faculdade de Direito da UFRJ, um grande hospital municipal de referência e a igreja de São Jorge. Não é perto de rodoviária interestadual nem de aeroporto. Amigos, amigos... competição à parte. EU sou um ‘quase’ santo, mas ELA adora implicar comigo. Se EU precisar fugir de minha AMIGA, às pressas, como fazer??? ----------------------------------------------------------------------------- FONTE: “O dilema do Campo de Santana” - Jornal O GLOBO, Rio, 17/11/12. F I M
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Comentários dos leitores

Amo este lugar descrito numa pesquisa perfeita. É um verde repousante, com pavões também sedutores. Obrigada. Parabéns!

Postado por lucia maria em 19-06-2013

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