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ELA É VERDADE: QUEM PERDEU, NÃO ACHA NUNCA MAIS...



					    
A moça não tem hábito de entrar ‘toda hora’ nos chats de papo útil / inútil com desconhecidos e sentia-se fora de moda quanto a isto. Amigas sugeriram, deram dicas, arrumou um tempinho sem aulas na faculdade. Namoro só ao vivo. Numa primeira vez, há meses, um cidadão de uma cidade catarinense apresentou-se como professor e puxou assuntos simplistas, não sexo direto. Lá pelas tantas ELA contou ter passado rapidinho nas cidades “alemãs” daquela região e ELE perguntou o que ELA achava desse povo. Praticamente não tem contato íntimo com nenhum... dizer o quê? Reviveu em minutos vaga plêiade cultural: gente loura (idéia generalizada), idioma de som gutural, substantivos iniciados com maiúscula, cerveja, Apfelstrudel (folhado de maçã), salsicha a metro, patês, Sauerkraut (Eisbein - joelho de porco - e Chucrute, juntos), frase ICH LIEBE DICH (eu amo você), memória eterna da atriz cinematográfica MARLENE DIETRICH (fantasia dela num carnaval distante: roupa, maquilagem, piteira longa, gestos sofisticados), país com pouco mar, fabricação de carros, “ex-muro” separatista?! Atrapalhou-se... dizer o quê? O fulano deu rápidas explicações sobre a República de Weimar, sistema de governo parlamentarista democrático (presidente, chanceler e outros governantes “menores”), criado entre as duas Guerras Mundiais, ELE com ‘pele’ de defensor (descendente?). ELA o testou com a expressão “barriga verde” - veio rapidamente uma super aula sobre traje dos militares da Infantaria de Florianópolis e capítulo da Guerra da Cisplatina, entre 1825 e 1828. Hora mais do que tardia, “fraulein” carioca se limitou a uma despedida gentil e graciosa, grafia errada de propósit o, AUFWIEDERSEHEN, ELE corrigiu AUF... em seguda as outras duas palavras juntas. Foi dormir. Tempos depois, falta de luz no prédio da faculdade por causa da chuva, lembrou-se de conversar com alguma pessoa distante. Comprara um chocolate no metrô e usou o nome deste como nick. Não aderiu aos bobos eróticos que iam surgindo; apareceu um cara parecendo mais sensato que ‘traduziu’ nome de um chocolate, perguntou, ELA explicou nick apenas casual, não tentava ninguém. Amigas sugeriram qualquer nick chamativo em bate-papo descompromissado. Conversa com este durou duas noites seguidas porque ELA retornou com o mesmo nick. Ta garelice a princípio até simpática. Primeira contrariedade o fulano perguntar se ELA seguia as amigas, não tinha idéias e vontade próprias - a moça se indignou, deu um ‘engrossadinho’ de leve - “Claro que tenho personalidade! Muito crítico e machão você, hein?”... ELE riu, mudou de tática, perguntou, ELA descreveu-se fisicamente, 24 anos, muito clara, pele fina e sensível, jamais praia pela densidade do sal nem piscina por causa do cloro, alturinha, corpo miúdo, esclareceu nada frágil. ELE a achou um tanto graciosa: “boneca-tentação”. Carioca, bancária, apenas não disse estudar Direito. Mora com pai, mãe e irmão.< span style="mso-spacerun: yes;"> ELE perto de 40 anos, mais nada (fantasma sem corpo?), solteiro, não filho único, mora com os pais, estrangeiros (porém não alemães) - europeus latinos da pontinha do mapa. “Por que não casou ainda?” Respondeu ser feio e pobre. “Pobre e tem computador em casa...” - apenas pensou. Sem digitar isto, veio-lhe à memória o sineiro de Paris, QUASIMODO (não se sentiu a cigana ESMERALDA), e os mendigos que catam comida nos becos de Nova York (cinema). Se bem que mendigo moderno possui celular... “Onde você mora?” ELA respondeu no litoral, deu como dica uma palavra terminada em -osa (não ex atamente maravilhosa), o “inteligentíssimo” (ironia do narrador) disse não ser bom para adivinhações: moça digitou Rio de Janeiro. Motivo nenhum para esconder ou mentir. Mesmíssima pergunta um tanto fora do contexto - o que ELA achava dos alemães (mesma cidade! este também professor? seria o mesmo?). ELA perguntou se já haviam conversado, citou o anterior. ELE lembrou ter feito num tempo não muito distante esta exata pergunta na telinha, porém negou ser professor de História (o primeiro não especificara) e sim de Engenharia (professor universitário pobre???), e interrogou-a numa única palavra e três pontos de interrogação, por certo pensando em futebol: “Weimar???” O cara pode ser engenheiro de produção têxtil, desenhista técnico ou criativo, químico, professor, o diabo a quatro, um estudioso acadêmico, formal... e formado... mas não passa de uma besta quadrada. Estudou demais - enlouqueceu?! Besteirol imenso. Mínimo de dois diplomas superiores, três ou quatro ‘qualidades’ profissionais, talvez alguns idiomas, dois empregos e trabalhos particulares sob encomenda, dinheiro farto, carro granfino: muito desperdício num único homem péssimo vivente! Vida que podia ser brilhante e próspera, totalmente desperdiçada, apagada, estragada por bobeira... Horas e horas, noites e noites digitando como um adolescente desocupado. Sim, porque ELA pilheriou, sairia do Rio de Janeiro (nunca!!!) para o Sul e o frio do país, perguntou sobre a data de casamento e teriam dois ou três filhos. ELE exaltou-se: parar imediatamente com a brincadeira, ELA devia estar em casa às gargalhadas, curtindo a cara dele... amigas ao redor do computador. Aí, o feitiço virou contra o feiticeiro. De repente, do nada, chamou-a de “fake” (perfil falso, mentiroso). A moça se indignou. Foi a hora de trocar gentilezas nada gentis. No meio da conversa, em duas noites de diálogo, ELE dissera aceitar dividir a esposa, se a tivesse, com outra mulher, a internauta reagiu negativamente, “meu homem com outro homem, nunca”, ao mesmo tempo ELE definiu como “brincadeira para testar a sua reação”. Logo depois se dissera pervertido sexual e que dominava as mulheres - não esclareceu se acorrentada, algemas, chicote, choque, boca amarrada ou olhos vendados, seio queimado com cigarro, sempre “não” como resposta às várias perguntas dela. Rituais de sadismo? Então, como poderia ser, além destas possibilidades mais comuns? É o que se lê em jornais ou se escuta nos noticiários. (Bom, há quem seduza e hipnotize com educação, presença física, sorriso misto de sincerão e vago cretino... e muita lábia. Cigano Gigante, sem verdadeira ‘ciganidade’, mesmo porque este gene não existe, e sem tribo, o galã se garante sozinho.) ELA preferiu atribuir a tolos gracejos, protestou na hora a sem gracice e ELE a destratou: “Você não é obediente.” Confirmou a tese da maldade fácil e gratuita. “Fake”??? Chegou o momento certo de dizer certas verdades. Perversão ou domínio é uma patologia de comportamento (seminário poucos dias antes!!!) - busca de satisfação na mulher-objeto, psicológica ou fisicamente fragilizada, sadismo não consentido, absurdo comportamento abjeto sobre a fêmea surpreendida e agredida. Parafilia, excitação mórbida, neurose, total desvio da norma. Digitou por aí afora......... Usou termos técnicos e arrasou com ELE, agora ‘mosquito indefensável’, inferior até ao da dengue. Sem poupar ataques. Não deveria entender da alma hu mana, somente de máquinas defeituosas e fios desencontrados. Possível origem traumática na infância (Freud - estudos sobre o inconsciente), hipótese de abuso sexual em tempo ainda de pedófilos livres, soltos, jamais censurados e contidos. ELE fugindo a relacionamentos normais, horrorizado ante a palavra ‘casamento’. Mãe insubstituível? Complexo de Édipo ainda não resolvido? Até hoje preso ao berço, à saia materna (ELA evitou a palavra ‘seio’). Sugeriu terapia séria. Desligou o computador. Chuveiro quente. Banho de sal grosso, cristais e pétalas de rosa branca - novas energias. ELE continua lá - todas as noites a procura de vítimas incautas. (Ou pesquisador voluntário de temas/assuntos para CONTOS e CRÔNICAS?) Verdade outra que ELA existe, descrição de uma pessoa real. ELE não tocou no assunto, possivelmente porque se a visse através da câmera, teria que se expor ao mesmo tempo. Perdeu-a para sempre, possibilidade nenhuma de desculpas e reabilitação. Em linguagem didática, se quis testar, provar, saiu testado e reprovado sem outra chamada. Jamais sairá da cartilha! NOTA DO AUTOR: ----------------------------------------------------------------------------- TRAUMA - Vem do grego e significa ‘ferida’. F I M
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Comentários dos leitores

Tirando falha de digitação (você nem viu!), excelente análise. Ou ele é um infeliz, porém culto, ou um sabidinho enrolador pesquisador??? Parabéns!

Postado por lucia maria em 12-10-2013

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