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AS PROTAGONISTAS DO 31 DE OUTUBRO



					    
A crença em feitiços já existia desde a pré-história, na ideia da magia fazer o sucesso da caça. Na civilização celta, cerca do século V a. C., esta data - início do inverno e da escuridão -, era a Noite do Mortos, quando as assombrações tentavam voltar à vida, sob o símbolo sinistro da bruxa. A cultura celta influenciou boa parte da Europa, em especialmente Irlanda e Escócia. Desde a Antiguidade, o bem era associado à beleza e o mal à feiura, daí a partir da Idade Média o estereótipo da bruxa feia e com aparência descuidada. No livro “O martelo das feiticeiras”, um critério esdrúxulo da época: “...mulher que tenha orgasmo é imunda”. A associação da bruxaria com o diabo e sacrifícios vem da perseguição da Igreja de Roma a outras crenças: o Diabo como criação cristã e o conceito maniqueísta de Bem X Mal. A tradição da “strega” (bruxa em italiano) tem origem na Itália pré-românica, com diversas formas de religiosidade, porém todas tendo uma relação mágica com a natureza - incensos e ervas serviriam para focar a energia no objetivo, na garantia de que o poder ou força do pensamento é tudo e a alquimia acontece. O desejo de intervir na natureza ou mexer com a força dos planetas, seria: 1-para o bem - as chamadas “bruxas brancas” eram mulheres camponesas: benzedeiras, parteiras e curandeiras (muitas vezes independentes, morando sozinhas, apenas gatos por companhia, felinos desde o Egito Antigo associados ao mistério), que combatiam doenças e fecundavam a terra, através do que sabiam sobre determinadas plantas, ‘remédios’ fervidos em caldeirões, visto que a prática formal da medicina, iniciada no século XII, era restrita a religiosos ou homens da elite, eruditos que viam na magia uma ameaça ao ensino acadêmico das universidades - ensino pago e restrito a não descendentes de judeus ou muçulmanos; no século XVI, porém, as universidades ensinavam esoterismo através de astrólogos e a nobreza consultava videntes, sendo torturados os profetas que falhassem; 2-ou para o mal - as chamadas “bruxas negras” teriam a alma presa nas trevas, reunidas em lugares ocultos, nas cavernas ou nos campos, realizando danças sinistras. A “caça a bruxos e bruxas” (85% eram mulheres) durou desde o fim do século XIV até meados do século XVIII. A partir do século XVI, o terror se espalhou pela Europa, começando pela França e pela Inglaterra, com cerca de 600 execuções por ano, média de 2 por dia, exceto domingo, dia sagrado. Em Toulouse, França, 400 pessoas assassinadas num único dia; em 1585, em Trier, apenas 2 mulheres foram deixadas vivas em duas aldeias. Em tempos ditos ‘modernos’, após os Grandes Descobrimentos, em poucas décadas, 25.000 “bruxas” foram queimadas vivas na Europa, vários países sob influência da igreja Católica e seu fanático e fatídico Tribunal da Inquisição... Em 1692, lugarejo de Salem, na colônia inglesa norte-americana, houve a execução de 20 mulheres acusadas da prática de vodu. A partir do século XVII, o medo da bruxaria em parte diminuiu com o advento das ideias iluministas, a modernização da medicina e a ligação entre os intelectuais, ‘convencendo’ a Inquisição da existência de duas culturas: a dos estudiosos e a do povo iletrado. Os puritanos iniciaram a colonização dos Estados Unidos no século XVIII e consideravam pagã a celebração do Dia das Bruxas que só se popularizou no século XIX com a chegada dos irlandeses. A título de informação piadista, alguns símbolos das bruxas: Bastão - símbolo do elemento fogo, da energia vital e da capacidade de transformação - equivalente à varinha de condão e ao cajado usado pelos magos e druidas. Caldeirão - ara os celtas, o objeto sagrado que simboliza o contato com o mundo superior - é o recipiente do alimento que nutre e regenera, e representa o ventre escuro onde surge a vida. Chapéu - pontudo, usado desde o século XIX pela curandeiras da Inglaterra e outras bruxas os adotaram. Corvos e corujas - símbolos de sabedoria. Gato preto - por sua intuição e esperteza, o gato é considerado mensageiro dos deuses em diversas culturas (no Egito, havia a deusa-gata Bastet); na “caça”, muitas foram para a fogueiras junto com suas donas, acusadas de ligação com o demônio. Pentagrama - figura simbólica formada de 5 letras ou sinais que representa a magia. Vassoura - objeto do reino feminino para limpeza da casa, aparece num manuscrito de 1451 como ‘meio de transporte’, efeito da ingestão de plantas alucinógenas que faziam a bruxa ‘voar’ e entrar nas casas pelas chaminés - associada às bruxas desde a Idade Média, é um instrumento simbólico de limpeza espiritual que varre as más energias. FONTE: “O terror da noite das bruxas” - Jornal O GLOBO, Rio, 26/10/13. BIBLIOGRAFIA: “Bruxaria, sexualidade e poder” e “Textos da fogueira”, Ed. Letraviva, de Rose Marie Muraro. - “O martelo das feiticeiras”, de Heinrich Kramer e James Springer - Ed. Rosa dos Ventos, 1991. F I M
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Comentários dos leitores

Com muito prazer e alegria, eu convidaria um bruxo a me visitar... Apesar do mito, existem bruxos que se disfarçam bonitinhos em jeans azul claro, camisa verde, e nos chegam através da magia telepática. Parabéns!

Postado por lucia maria em 01-11-2013

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