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ATLETAS AFRICANOS



					    
Um novembro qualquer. Passeio a Campos do Jordão, cidade citada em FLORADAS NA SERRA - texto eternizado em livro, filme, minissérie, talvez teatro. O pequeno grupo chegou ao hotel na manhã de sábado, registraram-se para os três quartos, depois chuveiro e desarrumar as malas. ELA foi a primeira a se arrumar e foi para a calçada, olhar o ambiente, esperar que todos descessem juntos para o café da manhã. Alguma neblina, o sol surgindo devagar. Figuras humanas ao longe, rapidamente próximas. Um negro com uma altura de espantar “iludidos anõezinhos de 1.80”. Pele negra brilhosa, mais negra impossível, deve ser o que certos estudiosos chamavam de azul. Sim, sem ofensa alguma, mas ainda era além do azul-marinho dos uniformes escolares (minha AMIGA, professora de adolescentes). Camiseta cavada, short nada curto, tênis abrutalhado nos pés imensos, meia grossa. Por segundos, o Gigante parou, sorriu e com muito sacrifício visceral cumprimentou-a: “Bbbbbooommm dia!” Dizer o quê? ELA respondeu “Bom dia!” e o fulano acelerou o passo novamente. Se os outros a uma certa distância escutaram ou já era rotina passarem ali e cumprimentarem, pelo sim pelo não, veio outro, mais outro, mais......... e ELA conseguiu contar um a um 7 Gigantes aos quais cumprimentou continuamente. Gente esquisita, não, apenas diferente porque o negro brasileiro não tem aquela intensidade de cor na pele. Logo alguém a chamou, distraiu-se, não comentou com ninguém, e mesmo porque ninguém a acreditaria. Apenas garantiu para si própria serem gente de carne e osso, nunca personagens saídos de contos de fadas. “Ah, mas que são Gigantes muito bonitos, lá isto são, indiscutivelmente. Não precisam de escada para trocar telhas quebradas ou corrigir a antena... ” Riu por dentro. Dezembro. Atletas quenianos do povo masai ou massai que vieram para a Corrida de São Silvestre na cidade de São Paulo, na data de 31, passagem de ano - haviam treinado por dois meses em Campos do Jordão. Reconheceu-o recebendo o troféu de vencedor. Sentiu-se muito honrada: “Um atleta internacional, idolatrado pelo seu povo, falou comigo, pequena, Ratinha desconhecida!!!” NOTAS DO AUTOR: FLORADAS NA SERRA, de Dinah Silveira de Queiroz (1911/1982) - Romance escrito em 1939, tendo como pano de fundo a tuberculose e seu tratamento naquela cidade montanhosa, doença que na época era o terror da saúde pública nacional, atingindo todas as classes sociais. POVO MASAI ou MASSAI - Grupo étnico africano de seminômades, que habita o Quênia e o norte da Tanzânia. Religião animista monoteísta - o deus supremo se chama Enkai, guardião da chuva, da fertilidade, do sol e do amor; sua esposa é Olapa, deusa da lua. Preservam muitas tradições culturais e ao mesmo tempo se engajam na contemporaneidade regional e global. A estimativa destas populações em ambos os países é complicada por sua natureza nômade e serem o único grupo étnico autorizado a viajar livremente pelas fronteiras entre o Quênia e a Tanzânia. A cor oficial do povo é o vermelho e se distinguem das outras tribos vestindo sempre alguma peça vermelha, mesmo pequena. Sociedade patriarcal, os mais velhos decidindo as questões de cada grupo masai. A classe social é determinada pelo número de vacas que a família possui. Casas temporárias construídas com esterco de vaca, barro e estacas de acácia. O homem pode ter duas esposas, de acordo com o gado que possui. F I M
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Comentários dos leitores

Você publicou esse conto real pelos atletas ou pelo direito a duas esposas? Há quem não tenha nenhuma por opção ou o (seu!) harém está ainda em projeto? Parabéns!

Postado por lucia maria em 07-12-2013

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