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CIÚME...OU "TEATRINHO"?



					    
Nesta quinta-feira, ELE comunicou que de novo trabalharia na metalúrgica o fim de semana inteiro, como acontecera sete dias antes. Possível... Segredo - ELE não pode saber nunca. Para conferir, sábado após meio-dia a Geminiana espertíssima e versátil telefonou para a empresa, discretamente do telefone da rua para o número de casa não aparecer, pediu para chamarem RUBENAU com urgência, “mulher em trabalho de parto”, responderam que o funcionário presente apenas tinha nome parecido... A telefonista falou o nome dele certinho. Desligou. No domingo, ligou de casa às três da tarde - para ELE trazer dois pães doces pequenos e presunto com beirada branca...Huuuuummm, chegou às oito da noite sem compra alguma. Não recebeu o recado? Trabalhou de verdade? Marido nada disse, ELA não perguntou nada. Abraçou-o discreta, narizinho em plena ação, na camisa dele nenhum perfume feminino; o cara jogou a roupa longe, tênis, chuveiro quente... dormiu de roncar numa fração de segundo. Não, não “era” nada ciumenta, apenas zelava pelo que lhe pertencia. Ou era assim ‘um poucochinho só’? Sempre ‘educada e discreta’. Em qualquer ambiente de muitas pessoas, de repente colocava-se na ponta dos pés para beijar seu Gigante. Todos riam - da pirueta ou do carinho súbito? Aí, na madrugada de sexta, quase amanhecendo, o corpo obedece inconsciente a “certos horários”, e ELA se levantou para ir ao banheiro, ‘devolver líquidos’... ELE abriu o olho esquerdo. “Aonde (finalmente ELE aprendeu a diferença entre ‘aonde’, com movimento, versus ‘onde’, lugar parado) é que a ‘Senhora’ vai? Onde está o seu celular? Ponha aqui do meu lado (obedeceu, momentaneamente sem entender)... Agora, pode ir!” Foi, ‘executou’, lavou-se, voltou para a cama. Num casamento anterior, imaginário com um Geminiano, signo de Ar, ELA era livre como um pássaro (serve bem-te-vi, no mínimo ave falante?), inclusive passara uns dias na Terra do Nunca, recém-convidada por Wendy e Peter Pan, o Capitão Gancho até quisera casar, mas já tinha marido, tranquilíssimo......... Marido livre, este nunca! Feminista só liberta a mulher. “Em que lugar esteve (devolveu o celular)? Bom, EU não sou ciumento (não?!), apenas zelo pelo que me pertence.” E riu, cínico e debochado, como sempre. Não, “não era” nada ciumento, apenas zelava - dizia sempre - pelo que lhe pertencia. Ou sempre ‘educado e discreto’? Em qualquer ambiente de muitas pessoas, ELE a pegava pelo braço, dizia a todos que a mulher estava ‘muito cansada’ e a afastava para longe do grupo de tagarelas masculinos ou iam para casa. Todos riam - do repetitivo texto improvisado ou do carinho súbito? “Brincadeira idiota. Agora foi demais (pensou). Comprovante de que fui fazer xixi?” Em meio segundo ELA arquitetou uma vingança. Dormiu novamente e não o viu sair de casa perto de 6 horas. Foi um dia normal - ELA em casa, odiando (fazendo!) tarefas domésticas, só gostava mesmo era de livros, ELE nas máquinas, fez hora extra, chegou tardíssimo em casa, por sorte em férias da faculdade noturna, só gostava mesmo era de leis. “É ilegal acorrentar esposa no pé do fogão? Bom, pelo menos no freezer ELA pegaria sucos e sorvete.” Num dia em que brincou sobre o assunto, ah, 3 noites seguidas dormindo no sofá! Segredo - ELE não pode saber nunca. Há três licores secretamente congelados em copos pequenos: em ordem alfabética, de amarula, de cacau e de laranja!!! Quase amanhecendo o sábado e ELE iria pegar o serviço excepcionalmente às 5 e meia. Não a viu na cama. Porta do armário entreaberta, notou a ausência de muitas roupas, cabides vazios, coração dele acelerou. Na geladeira, papel colado - o desenho, a batom, de um coração inteiro (letra inicial do nome dele no meio), e um flechado (nome dela). Procurou-a na casa (quase...) toda. Uma peça de roupa caída no chão da sala, como deixada cair sem querer, na pressa da fuga... Apavorou-se, voltou, percebeu que não a procurara no lugar que ELA chama discretamente de “pipisório”. Dormia serena como um anjo demoníaco... uma colchonete de visitante, copo com resto de vinho tinto (ELE não ingere álcool), papel do bombom de cereja... a tentadora lingerie vermelha. Atrás do sofá, certamente para assustá-lo, mala cheíssima de roupas, não conseguiu fechar, amarrou com uma corda de secar roupa. Não o viu sair de casa perto de 5 horas. Não foi um acordar normal. Na geladeira, papel colado - bilhete: “Notebook AGORA!” Dois e-mails: 1 - 4:46 - Pesquise: Carpe diem - “Quando fores bem velhinha...” - soneto de RONSARD. Segredo - ELE não pode saber nunca. ELA decorou este poema, bem antes de conhecê-lo. 2 - 5:04 - Surpresa!!! (Qual?) NOTAS DO AUTOR: PIERRE DE RONSARD - Poemes pour Hélène, lirismo, 1578. “Quand vous serez bien vielle...” - França, século XVI. - Renascimento, inspiração artística na Antiguidade Clássica. Carpe diem (epicurismo + estoicismo), latim - expressão do poeta romano Horácio (65 / 8 a. C.) em Odes, I, 11, 8 - conceito e significado: “colha o dia e aproveite o momento”. F I M
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Comentários dos leitores

Quando o marido diz que vai trabalhar fim de semana, duas opções: esposa levá-lo, presentear com almoço fresquiho na marmita, ir buscá-lo; ou ir ao cinema no shopping........... Parabéns!

Postado por lucia maria em 02-02-2014

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