Página inicial do portal Autores & Leitores
Quem  |  Autores  |  Leitores  |  Associados  |  Mural  |  Dúvidas  |  Contato  |     PUBLICAR    |
Entrar | Registrar
 Esqueci minha senha
Anúncio Autores & Leitores

Área dos LEITORES

Colunistas

Autores Consagrados

Quadrinhos

Bibiotecas Virtuais

Livros

Novos autores

Downloads

Lançamentos

Ofertas

Informações

Autores & Leitores  >  Leitores >  Novos

Apresentação de trabalho publicado

Caro leitor,

Sinta-se à vontade para ler este trabalho e deixar seus comentários.

Bons Textos!




< Visite a Página Pessoal de ATHINGANOI >


ERA UMA VEZ...II



					    
...um príncipe realizado e uma aprendiz de princesa. ELE, soldado a serviço de Sua Majestade, sempre estudioso, chegou a capitão por ter salvo três princesinhas dos perigos da floresta (floresta sem lobo e bruxa decididamente não tem graça), casou, enviuvou e tinha dois filhos jovenzinhos ainda por criar. “Quem me ajuda? Quem me ajuda...? Quem...?” Não apareceu candidata corajosa para compromisso sério (madrasta má tem sempre lista secreta de colégios internos), coitado, era pai e mãe ao mesmo tempo. Trabalhava, levava na escola, trabalhava, ia buscar na escola... Até historinhas ele contava, mas exagerava, incluindo fenômenos físicos óticos, como espelhos falantes, e experiências químicas, de transformar maçãs em ratinhos esquálidos – as crianças sentiam era medo... ELA, estudantezinha de “terceiros números de ciências exatas”, pouco sabia da vida, muito jovem ainda. (Havia três irmãs menores e também frágeis.) Como ser mãe substituta de duas crianças em idade próxima à dela? Deveria ter enfrentado – a coragem e a audácia sempre faltam para a mulher nestas horas de ‘vou - não vou - ai, - meu - Deus?!...” Bem que o príncipe tentou se aproximar da aprendiz de princesa, sem interesse ruim, só por simpatia e um doce carinho, mas havia em casa dela um dragão feroz, do tipo “narinas-ventania”, que soprou fogo lusitano e logo acabou com a sonhada festa. Sem esperança alguma, ELE desistiu. O príncipe viajou para terras distantes e a quase princesa foi pouco a pouco deixando de ser aprendiz, já coroada com uma tiara estreita, ouro e miúdas pedras azuis. Virou professora e, como se diz popularmente, “casou e mudou”. Muitos anos se passaram... Princesa saiu da casa do pai-dragão-rei, castelo cheio de labirintos misteriosos e muitas escadas. Casou, teve uma filha muito branca, Maria Lua. Em poucos anos, três fracassos: flores murcharam, pé da mesa quebrou, marido morreu. Certo dia, num troca-troca de contatos telefônicos, de uma escola para outra, a princesa identificou-se como ANASTÁCIA (nome forte, como o da princesa russa desaparecida!) e a pessoa do outro lado gritou num arzinho contente: “Você é a amiga perdida que meu irmão WILLIAM procura há muitos anos.” Ih, quando irmã de príncipe é gentil, então é porque ELE falava na moça com entusiasmo. E como falava! Saudade entusiasmo. (“...maior que...” Sem querer, aula de matemática?) ELE não era mais soldado, o dragão perdera há muito seus poderes e o caminho parecia agora livre para o amor. Acabaram se falando, mesmo de longe, bilhetes cruzados através do bico de uma pomba (que na verdade era uma fada), depois ao vivo, sendo que cada um chegou montado em seu próprio cavalo, trotando um ao lado do outro... corações num mesmo ritmo. Tum – Tum – tchibum... Dois cavalos? Não foi boa ideia ainda. O ideal é um cavalo só, branco (em todo conto de fadas é assim...), a moça segurando na cintura do valente cavalheiro... Ah, e tem que ter uma espada e um alaúde! Num outro dia, cada um levou o outro a seu ambiente de trabalho. No local dela, só outra professora que em dois minutos imediatamente aprovou o casal. No local dele, várias moças interessadas, mas não receberam de todo mal a visitante – sorrisos... Não tinham como desaprovar. ELE e ELA tiraram uma tarde para um passeio a sós. Contaram sobre os dezoito anos de ausência, caminharam descalços na areia da praia (importante a realidade, isto é, os pés no chão!), riram muito, brindaram com champanhe um primeiro beijo... ELE veio à casa dela, pequeno castelo pintado de verde, a cor predileta dele (mesmo o paquerador decente sempre tem lábia), por que duvidar? Numa destas festas em que toda a família se reúne, príncipe veio visitar a princesa. Muita gente em cordialidade sincera, ELE lembrou antigos momentos alegres do convívio com as irmãs delas, participou cavalheirescamente do vinho e das danças. Dragão todinho cordial agora... Muitas conversas e amistosas risadas. Num outro dia foram passear, a pé, sem cavalos. Ou um só cavalo? Não tenho certeza pois no mundo das estorinhas tudo pode acontecer... Passaram a sentir muita paz e muita felicidade neste reencontro quase após duas décadas... (Nada na vida é por acaso, olhos e ouvidos atentos percebermos “o lugar e o momento” exatos.) De repente, forte e estranha chuva somente sobre a cabeça dos dois, mais parecendo bênção divina porque água é elemento de purificação, sempre. Onde achar um abrigo seguro? Entraram numa igreja católica, mãos dadas e sorrisos felizes. Geralmente, Deus abençoa certo. (O leitor tem opções de veredas para escolher...porque a vida é assim: ou isto ou aquilo, pegar ou largar...De preferência, que seja um final feliz!) No altar do lado esquerdo (lado do coração), Santo Antônio, brincalhão desde Portugal e depois Itália, piscou o olho. Estória indefinida? Pois é. Um inseto simpático pousou sobre um ombro dele e uma voz surgiu do nada (sim, porque anjos falam!) “A esperança é a última que morre.” FIM
Copyright ATHINGANOI © 2014
Todos os direitos reservados.
Este trabalho já foi visitado 272 vezes.

ENVIE este trabalho para um(a) amigo(a). ESCREVA para ATHINGANOI.

Comentários dos leitores

Linda estória... Emocionante, mas foi um intervalo muito grande entre o querer namorar e o poder amar. De qualquer maneira, corações sempre guardam esperanças de felicidade. Parabéns!

Postado por lucia maria em 09-02-2014

COMENTE ESTE TRABALHO, DIZENDO QUAL FOI A IMPRESSÃO QUE ELE LHE CAUSOU.





AJUDE-NOS a manter o bom nível deste portal!

Se você achou que este texto é ofensivo, imoral ou que fere
a nossa POLÍTICA DE USO, por favor, AVISE-NOS!




Autores & Leitores
  • Copyright A&L © 2005-2013
  • Todos os direitos reservados.