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CONTO OU CRÔNICA III



					    
O que é “UM”, o que é “UMA”? Li numa certa apostila de “Técnicas de Comunicação”: 1-“CONTO é tudo o que se conta.” Pura literatura - ih, até rimou! Contos de MACHADO DE ASSIS, classe social um tanto melhorzinha, geralmente em cenário carioca. JOÃO ANTÔNIO, os pobrinhos e irregulares no submundo de São Paulo. E a reinvenção poética da língua em cenário mineiro? Prosa-poesia em GUIMARÃES ROSA... 2-“CRÔNICA é contar o cotidiano.” Do grego ‘cronos’, tempo. Hibridismo - fusão com jornalismo (rimou de novo...) e literatura. Crônicas de RUBEM BRAGA, não apenas Cachoeiro do Itapemirim, e sempre pura poesia. (Para o mulherio, “olhos azuis + cabelos grisalhos” devia ser maravilhosa composição matemática até para inimigas de números.) 3-Dupla classificação por minha conta: Onde enquadrar as narrativas não muito concisas de NELSON RODRIGUES? Nítido CONTISTA (ou cronista?) nas discussões sexuais e familiares, e nítido CRONISTA (ou contista?) de futebol. CONTO X CRÔNICA. Diferença tão sutil que faz / desfaz a cabeça de muita gente quando em AMBOS aparecem personagens. Certa vez, viagem de carro, saímos da capital do Estado e entramos em outro município. Minha pergunta ingênua: “Estamos ainda longe?” Não, nenhuma estrada, guardas em barreiras, esta memória da minha infância... (hummm... um tanto longínqua). Onde acabava o Rio de Janeiro? Onde começava a outra cidade, como filhote bem menor? Muito simples. Numa barraquinha onde vendiam cachorro-quente. Personagem aqui nesta comparação foi a moça segurando o dinheiro espichado fora da carteira.. Saiu de uma cidade, comprou o lanche, um passo a mais, outra geografia, comprou um jornal, retrocesso, voltou para casa... Minha tese. Sem limite de fronteira, a diferença dos dois gêneros literários poderia estar no tamanho? CONTO reúne densidade das ações do personagem em reduzido número de linhas ou páginas... bom, se narrador não ficar “refletindo” muito, em digressões ‘enormes’, sem fim, ótimo! Estruturalmente, o CONTO apresenta princípio, meio e fim, embora não necessária esta ordem exata; há também a teoria de unidades: de espaço, de tempo e de ação. Ao mesmo tempo, CRÔNICA seriam reflexões do autor (mas... e se aparecerem personagens... eles somente refletem, sem nunca agir? Sim, a CRÔNICA cresceu muito, aí de repente vira um CONTO. Para o cronista jornalista, o limite da meia página. Para o cronista amador, a não economia verbal, caminho sem limite. Estruturalmente, a CRÔNICA é o autor em diálogo de filosofia unilateral (?), “conversando” mudamente com o leitor, que por sua vez não tem como responder. Usarei a metáfora da janela e a do espelho. Inventei agora. Através da janela, EU vejo a rua e os fatos, posso chamar uma pessoa e contar uma estória. Diante do espelho, só vejo a mim mesmo, penso, repenso, e quem quiser que adivinhe o que vai por dentro da minha cabeça. Gostaram da aula de... última hora? ---------------------------------------------------------------------------- NOTA DO AUTOR: NELSON RODRIGUES - 1912 / 1980 - Jornalista, escritor e dramaturgo. Deixou frases inesquecíveis e inconfundíveis: “Subdesenvolvimento não se improvisa. É obra de séculos.” “O dinheiro compra até amor sincero.” “O adulto não existe. O homem é um menino perene.” Antológicas crônicas diárias no jornal ÚLTIMA HORA, do Rio de Janeiro, sob o título A VIDA COMO ELA É, seu maior sucesso jornalístico. F I M
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Comentários dos leitores

Esclareça que às escondidas você é estudante ouvinte numa academia (particular) de letras - a professora é excelente, o aluno idem. Certificado meritório? Serve bolo de chocolate? Parabéns!

Postado por lucia maria em 16-02-2014

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