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ANÚNCIO HÁ QUE SER CRIATIVO



					    
Aprendi numa palestra: “Bombardeio no mundo moderno da arte de conquistar com palavras - jogos e apelos verbais que atinge a todos indiscriminadamente.” Os apelos, emissores da mensagem, nos chegam através dos meios ou veículos de transmissão, a mídia - jornal, revista, folheto, mala direta, out-door, rádio e principalmente a televisão -, procurando nos influenciar sobre alguma coisa, modificando nossa opinião, gosto e comportamento - a PROPAGANDA ou PUBLICIDADE - ou nos convencendo a comprar um produto - a PUBLICIDADE COMERCIAL. A penetração do anúncio é sempre maior quando se vê, do que quando apenas se ouve. Importante também a frequência - número de vezes que a mensagem é transmitida, pois frequência muito baixa não surge efeito positivo e alta demais, excesso, pode produzir efeito contrário pois satura o público e torna o produto antipático. Após a fase de lançamento do produto ou serviço, a mensagem pode ser mais curta e a frequência mais baixa. Ambas as PUBLICIDADES apresentam dois códigos de linguagem (ou mensagens ‘secretas’, traduzidas de imediato): 1 - verbal é o texto - palavras e frases sugestivas que insinuam saúde, bem-estar, riqueza, sucesso, romance, felicidade, atualidade com a moda; 2 - visual são as ilustrações - desenhos, fotos, cores, luzes, faixas, logotipos. Unificação de símbolos gráficos /palavras e imagens/ e sonoros /voz, música/, ideia geral é hipnose que desperte a fantasia e a ilusão do receptor da mensagem, o desprevenido consumidor. Texto sempre combinado com a imagem ou ilustração - frases curtas e objetivas, verbo no imperativo (“economize, ganhe, tenha sempre à mão” - ordem, desejo, sugestão ou ‘conselho’ incentivador?), substantivos abstratos ou adjetivos (qualidades de produto: delícia, maravilha, diferença, feminilidade, loucura, lindo, especial etc.), slogan que resume tudo (frase inteligente de exaltação). Há apelos prefixais - “o extrafino, o ultra-sensível, a super cremosa, o anti-ruído, o pré-encolhido, o prafrentex”... por aí vai. Muitas vezes sufixal, sempre o “-ão”, nunca o “-inho” - “bonzão, porcão, adegão”... Também frequente uso de superlativos e advérbios de intensidade para supervalorizar a oferta - “a mais completa, o mais vendido, voz do maior locutor, para render mais”... Ainda advérbios e locuções de tempo - “hoje, sempre, agora mesmo, durante 30 dias”... Superadjetivação - “fascinante, incrível, admirável’ - “Aprenda em poucos dias pelo moderno sistema verbivocovisual” (ironia porque deve ser escola de idiomas e não de poesia)... Anúncio, imaginação criadora, impulso para o consumismo... Todo texto publicitário tem um destinatário - pessoa para quem ele é endereçado. Se EU disser “Eternize seu filho numa foto”, o destinatário é o pai ou a mãe. Ah, e as musiquinhas insistentes e persistentes!... Aí, o nosso inconsciente decora: “Quem bebe, repete” ou “A pausa que refresca”. Em certa propaganda antiga de chinelo, pela então escassez de álcool e gasolina, o produto era citado como sendo “movido a cerveja, água mineral, suco, refrigerante, água de coco...” (sugerindo ambientes de lazer: praia ou clube) - andar a pé como solução. Hoje não haveria uma interpretação correta da mensagem, não como alusão a um fato do dia. Inteligentemente, aparece o desenho do pé direito do chinelo, o do acelerador, e inclui o logotipo que é o emblema, o símbolo, a logomarca do produto. E há os “dois peixinhos” cruzados, por exemplo, os arenques de grande expressividade, malharia na região germano-catarinense. E o símbolo do “deus grego Marte” representando a letra O em marca de cueca também com nome de personagem grego - no mínimo, anúncio dando aula... de cultura clássica. E a figura do “pinguim” - impossível melhor sugestão de frio. O texto chavão mostraria meia, o texto criativo diz que “Pé de pai pede...” e logo em seguida o nome da meia, apenas 4 letras, incluindo a letra P - boa sonoridade - vale como slogan, até. Na contraindicação, companhia de seguros acautela e previne sobre uma grande e desagradável surpresa com o desenho estilizado de um animal confeccionado em madeira, o grego “cavalo de Tróia”. Revista semanal famosa, de excelentes reportagens, arriscou um anúncio ‘negativo’, ou seja, o desenho de um balão, aquele usado nas HQ para indicar a fala das personagens, inteiramente vazio, e abaixo a frase editorial (ou ditatorial?): “O que você vai dizer depois do café?” Um jornal jogou alta a tentativa publicitária: desenhos de xícara, de jornal e a frase “Cafezinho e notícias têm que ser quentes.” Pode haver campanha cultural, “Vá ao teatro”, ou apelo emocional em campanhas de saúde ou serviço social, “AIDS, orfanato, asilo de idosos”, preocupação com desavisados ou os que precisam de proteção coletiva. CHARGE é um desenho humorístico e caricatural, de caráter sócio-político. A palavra vem do francês ‘charger’, que significa ‘fazer carga’. O noticiário é geralmente a fonte inspiradora do chargista que sintetiza em poucos traços, com um objetivo crítico, um fatos ocorrido com repercussão. Um braço masculino (mangas de paletó e camisa social com abotoadura) levantado em meio a anúncios, como o de um afogado que pede socorro, e a sentença fatídica, A VIDA DURA DO CONSUMIDOR - capa da revista VEJA, 19/12/73. Sim, mas consumir o que todos consomem, apenas porque todos consomem, é ser “Maria-que-vai-com-as-outras”. Há slogans que eternizam o homem. Um exemplo “Quem não se comunica, se trumbica”. Eu juro: acabo de ouvir o som de uma buzina!!! ----------------------------------------------------------------------------- NOTAS DO AUTOR: MÍDIA - Meios de comunicação de massa dotados de alto poder de alcance ou reprodução que atingem enorme público. VERBIVOCOVISUAL - Termo adotado pelos teóricos da poesia concreta no Brasil para caracterizar o tipo de comunicação que eles criaram: verbi = sentido da palavra + voco = ato de dizê-la, palavra como conjunto de fonemas ou sons + visual = aspecto gráfico. HISTÓRIA DA PROPAGANDA NO BRASIL, de Ricardo Ramos - Primeiros textos publicitários sob a forma de ‘anúncio classificado’ no jornal A GAZETA DO RIO DE JANEIRO, 1808 - venda de “uma morada de casas de sobrado”; venda de escrava de 13 anos para serviço de “mocamba” (?) e outra, mãe de primeiro parto, 17 anos, “com abundância de bom leite”, para ama; venda de “farda nova da Guarda Nacional”; aluguel de “duas seges com boas parelhas”, proposta de aulas das “línguas francesa e inglesa” e “aviso de alfaiate”. - Alegre anúncio chamando trabalhadores “das obras de encanamento de água em jardim público” para receberem os salários (1869)!!! - Triste anúncio sobre “escravo fugido”(1869)......... - Anúncios em linguagem direta e objetiva, resumindo uma oferta - moda, livros, móveis, remédios, aluguéis, ofertas de emprego. A partir de 1875, anúncios ilustrados por artistas plásticos de renome, textos escritos por poetas, com humor e musicalidade. BONDE, duplo veículo - transporte e publicidade, assunto que já existia no tempo de nossos bisavós. OLAVO BILAC - “Veja ilustre passageiro / o belo tipo faceiro / que o senhor tem ao seu lado. / E no entanto, acredite, / quase morreu de bronquite / salvou-o o Rum (nome do remédio) ...ado.” F I M
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Comentários dos leitores

Anúncio chamativo (eu acho) mostra um homem em pé, sorridente vitorioso,segurando um objeto não bem identificado. Deve ser ele, ele mesmo, vendendo sua própria imagem. Parabéns!

Postado por lucia maria em 01-03-2014

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