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CHA-NO-YU



					    
1 - A CERIMÔNIA DO CHÁ - Na cidade de KYOTO, cercada de templos budistas e xintoístas, antiga capital do JAPÃO, a tradição é fielmente repetida há séculos... Introduzido no Japão por volta do ano 700 da era cristã, procedente da China (onde já era conhecido desde o período da dinastia Han, 25/220 da era cristã), eram só as folhas, mais medicamento que bebida - monges budistas da seita zen o usavam contra a sonolência das muitas horas de meditação; o tipo ‘matchá’ ainda era desconhecido e somente no fim do século XII, originário da China, dinastia Sung, é que chegou ao Japão. A popularização do chá começou no século XIV através de um jogo chinês de salão, ‘tocha’, concurso de chá, em que os convidados recebiam xícaras de regiões diversas e deveriam indicar o de melhor qualidade; quem acertasse na escolha, recebia um prêmio; o brinquedo virou moda, a produção japonesa aumentou, a premiação acabou e a atmosfera tornou-se mais profunda, com a participação formal dos samurais guerreiros, classe dominante do pais. O original rito religioso aos poucos se converteu numa tranquila reunião social cujo objetivo é alcançar o prazer de uma atmosfera profunda - os participantes ‘esquecem’ a passagem do tempo e meditam em silêncio, purificando o espírito em união com a natureza. Sentido estético, evoluído como arte, regras estabelecidas para cerimônia cheia de simbolismos, no século XVI, pelo monge zen budis ta Sen Rikiu (1521/1591) que resumiu os princípios básicos do chá em 4 palavras: ‘wa’, harmonia + ‘key’, respeito + ‘sei’, pureza + ‘yaku’, tranquilidade ou paz de espírito. Após ele, muitas escolas de ‘chanoyu’ surgiram, diferindo entre si apenas em detalhes sobre a estrutura básica. Muita técnica e habilidade, curso completo dura 4 anos. O ‘wagashi’ é parte fundamental da experiência. No nível físico a amargura do chá contrabalançada no nível espiritual com o doce e o amargo da vida. União e clima de virtudes - concórdia, reverência, calma, pureza e tranquilidade. ‘Sukiya’ é a casa de chá e se compõe de ‘yoritsuki’, sala de espera, ‘mizu-ya’, sala de serviço,e ‘cha-shitsu’, sala de chá. As roupas preferidas são de cores suaves - em ocasiões formais, homens em quimono de cor firme, com 3 ou 5 timbres da família, ‘tabi’ brancos ou meias, mulheres em quimono tradicional, com timbres da família, ‘tabi’ brancos. Os convidados devem trazer pequeno leque dobradiço e vários ‘kaishi’, guardanapos de papel. Junto à anfitriã, atravessam o ‘roji’, vereda de um jardim paisagístico , pequena fonte para lavarem mãos e boca, símbolo de purificação. Sempre em número de cinco, entram na sala - porta baixa para que todos se curvem, demonstrando humildade. A sala dispõe de uma lareira fixa ou braseiro portátil para o bule, cada convidado ajoelhado em frente ao ‘tokonoma’, alcova, em obediência respeitosa, tendo â frente o leque, e deve expressar admiração pelo ambiente: chão forrado com tatame, incenso numa prateleira, um ‘ikebana’, arranjo floral simples, que significa a vida, e rolo na parede com um preceito zen escrito. Movimentos suaves e atitude de austeridade pela pessoa que prepara a bebida, fala-se o mínimo possível, som importante é o barulho da água - há um modo especial de pegar a ‘cha-ire’, lata de chá, a ‘cha-wan’, tigela, o ‘cha-sen’, batedor de bambu para o chá, e tirar a água da chaleira com ‘cha-shaku’, colher ou concha de bambu. Matchá, pó finíssimo usado na milenar cerimônia - o mais nobre dos chás verdes, feito com as folhas mais puras, leve sabor amargo: a água não deve estar fervendo, as ervas em infusão 3 minutos. 1-Ao início, a ‘kaiseki’, pequena refeição de doces preparada pela anfitriã que serve as pessoas uma a uma. 2-‘Nakadachi’, pequeno recesso na sala de espera, jardim interno perto da sala. 3-‘Goza iri’, parte principal da cerimônia - a anfitriã faz soar 5 ou 7 vezes um gongo de metal suspenso perto da sala, todos repetem a purificação e entram novamente na sala - as cortinas de bambu são retiradas das janelas por um assistente (maior claridade!), o rolo da parede é removido e surge outro arranjo floral, sob novas expressões de admiração - a anfitriã se retira para a sala de serviço, coloca um recipiente de doces perante o convidado principal, em seguida usa o ‘fukusa’, pano especial para limpeza dos utensílios com água, e enxuga com o ‘chakin’, de tecido de linho - na tigela, 3 colheres de ‘matchá’ (feito com folhas novas de planta de chá, 20 ou 70 ou mais anos de idade.........) para cada convidado, bate a ‘koicha’, mistura de chá e água fervente - finalmente, o chá espesso, preparado ritualisticamente, é servido, tudo num período de 4 horas, ou o ‘usucha’ (feito com folhas novas, com 3 a 15 anos), de textura fina, que dura cerca de apenas 1 hora - os convidados devem contemplar e comentar a beleza dos utensílios, geralmente valiosos objetos de arte. Diferenças: A beberagem do ‘koicha’ é coletiva - o convidado come o doce, depois coloca a tigela na palma da mão esquerda, toma um gole, elogia o sabor, ingere um pouco mais, limpa o lugar onde colocou a boca e passa para outra pessoa... até que os cinco tenham participado. No ‘usucha’, tigela menor, chá individual, duas a duas e meia colheres de ‘matchá’, a cada gole o convidado limpa a parte da tigela onde colocou os lábios e depois os dedos no ‘kaishi’. Após a cerimônia, a anfitriã inclina-se calada e conduz todos à saída. No Japão jamais chá gelado, e é servido extremamente quente. 2 - AS LENDAS DO CHÁ - “Por volta de 2737 a. C., o imperador chinês SHEN NUNG ferveu folhas em água folhas de uma planta desconhecida e o bom resultado rapidamente se popularizou no país.” “Em outra lenda, o santo budista BODIDARMA foi quem descobriu o chá: ele prometera orar a Buda um ano, ininterruptamente, mas adormeceu durante uma prece; ao acordar, sentiu- se indigno, arrancou os cílios, estes criaram raízes e transformaram-se num arbusto cujas folhas, secas e escaldadas, produziram uma bebida estimulante.” 3 - HISTÓRIA REAL - Por volta do ano 700, o uso do chá chegou ao Japão, onde foi transformado num complicado cerimonial, o ‘cha-no-yu’. Na Europa, apareceu por volta de 1610 levado por holandeses, proveniente de Java. Na Inglaterra, atualmente a maior consumidora, surgiu em 1657, pois uma princesa portuguesa casara com um príncipe inglês e levou arcas de chá para a corte inglesa; em Londres era moda tomar café, imaginaram o chá como prejudicial à saúde e coube à empresa English East India Company, monopólio mundial do produto, promover campanha publicitaria, que ‘derrubou’ o hábito do café. O preço do chá era altíssimo e logo surgiram holandeses contrabandistas, contando com o auxílio de... navios ingleses - ih, estórias populares ou história, em território inglês haveria cavernas secretas para armazenagem e burricos para transporte. Em 1833, terminou o monopólio porque novas fontes surgiram com a plantação experimental de Assam, na Índia, e a partir de 1839 Londres passou a receber um novo chá. O melhor chá é o de Assam, escuro e forte, planta cultivada pelos chineses e muito tempo depois pelos japoneses. Ideal plantação em montanhas altas, sendo necessários 7 anos para que a planta produza chá de boa qualidade - o chazeiro dura 100 anos. Há variações entre chás da Índia, do Ceilão e d a China, cuja classificação obedece à grandeza das folhas, sejam inteiras ou quebradas, pedaços menores e ‘poeira’, mas todos com a mesma qualidade. Há o chá verde, bebido na China e no Japão, alguns tipos chineses com a mistura de limão, laranja, rosa ou jasmim; tomado com leite, diminui o tanino, com limão reduz a acridade. O chá não tem calorias, é excelente digestivo, devido ao tanino e à cafeína, e elimina gorduras das refeições em poucas horas; também é estimulante e diurético. Hoje, a Índia é o maior produtor de chá do mundo, embora o maior exportador seja o Ceilão, e a Inglaterra a maior consumidora. No Brasil, o chá foi trazido da Índia pelos colonizadores portugueses e só fidalgos o consumiam. Em 1812, D. João VI plantou algumas sementes no Jardim Botânico do Rio de Janeiro com resultados satisfatórios e mandou virem de Cantão, na China, várias famílias que plantavam chá. Em 1920, bons resultados foram obtidos na região de Registro, SP, e em 1934 chegaram sementes especiais de Assam. Atualmente, o Brasil é também um grande exportador de chá. ----------------------------------------------------------------------------- FONTES: “A história (quase uma lenda) do chá” - Recorte sem indicação de fonte ou data / “Uma cerimônia japonesa” - Jornal O GLOBO, Rio, 19/6/83 / “Chanoyu, a cerimônia japonesa do chá” - Folheto FATOS DO JÁPÃO, Ministério das Relações Exteriores, Tóquio. F I M
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Comentários dos leitores

Cerimônia bonita, mas "lá" no Japão... Aqui, seu chá de saquinho fervido em 5 minutos (tudo isso?) e sem elogiar a pessoa que foi ao mercado comprar e ferveu. Lave a louça você. Parabens!

Postado por lucia maria em 15-03-2014

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