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CIÚME OU "TEATRINHO"? - PARTE II



					    
Marido trabalharia extraordinariamente no fim de semana. E trabalhou, de fato. No sábado após meio dia, ELA planejou um trote mais do que inteligente e - a menos que ELE fosse cúmplice (coleguinha ou amante?) da telefonista da empresa - confirmou que estava na metalurgia. No domingo, sem argumento novo, “aceitou” acreditar. Na semana seguinte, idem. Sábado saiu cedíssimo, alegou entrar às 5 e meia. Deixou dois e-mails para ELA, num deles apenas “Surpresa!!!” Ora, fingira fugir, deixou que ELE se assustasse com poucas roupas femininas nos cabides, tudo dentro da mala; passou o sábado desamassando roupas, e com açúcar e com afeto fez um bolo gelado com recheio de queijo e goiabada. ELE chegou às 21, cansadíssimo, bastante mal humorado, chuveiro, leite quente, devorou metade do bolo, não elogiou, pesquisou ‘casamentos perfe itos’, numa crônica debochada apareceram feijão-arroz, leite-café, queijo- goiabada (Romeu & Julieta?), chá-torradas... Ih, mulher nem perguntou pela surpresa. No domingo, ibidem. ELE saiu bem cedo, ELA apenas escutou, como num sonho (ou pesadelo?), ‘faça-um-relatório-de-todas-as-suas-atividades-no- dia-de-hoje-e-não-saia-de-casa-para-nada’. Não sabe ao certo se cochilou, se fez viagem interplanetária, sequestrada por um disco-voador... 8 horas no relógio da sala. “EU, hein?” Foi à padaria, olhou para os lados com receio (de quê?), voltou para casa. Esquecera alguma coisa, comprou os jornais de sempre, medo maior! Tocaram a campainha, não atendeu, pavor!! Aí, raciocinou: “Esse cara quer brincar comigo de guerra psicológica.” Arrumou- se melhor, sentou meia hora ao sol no banco da pracinha, ah, voltou para casa vitoriosíssima!!! Relatório idiota: 8h - Acordei. 8:10 - Chuveiro. 8:30 - Pedi pão, presunto e jornal por telefone (mentiu). (“Que troço chato...”) Deu um pulo no tempo. 9:15 - Dormi. 10:25 - Por telefone, preço e horário de passagem para o Rio de Janeiro. 11:00 - Campainha. Não atendi. 11:15/11:45 - Sol na rua. 12:05 - Graham Bell (ELA só fala assim...) tocando. Uma voz feminina vagamente conhecida perguntou se ELA queria dar um flagrante no marido com outra mulher e um homem. ELA ficou nervosa. “Fraglante (errou)?! Quero. Onde ELES estão?” A moça disse rua e número, bem perto de casa. “Estão cervejando, comendo pastel de creme de palmito... Dará tempo de vir. Perfume-se, ponha baton e venha. Cabeça erguida.” Chocou-se, ficou imaginando quem seria esta amiga boazinha e como sabia o número do telefone. “Pastel de pal-mi-to...” Sabor de infância. Era com azeitona verde. Comia num botequinzinho perto do Jardim Botânico, depois iam ao Jockey Club - pai, mãe, irmão. Não, não era momento de reminiscências felizes. Sentiu-se como boneca de molas, obediente sem pestanejar - em todo caso, um banho meteórico, doce colônia de jasmim, batom rosa. Imaginou discursos incríveis. Inventar que ia ter um filho. Gritarias femininas. Talvez “teatrinho” de desmaio. Arranhar bastante a outra no pescoço. Ou morder vampiresca? Mentir sobre hora extra no emprego e enganá-la......... Bastaria pedir o divórcio (que ELA jamais assinaria). As pernas muito mal obedeceram. Conferiu o número na parede, 29, um barzinho pequeno, um tanto à toa, chinfrim, cheiro gostoso de carne assada e... A garçonete debruçada sobre os fregueses vestia agora um aventalzinho branco e era a mesma moça que a atendia na padaria quase ao lado de casa - levantou o rosto, corada e ofegante, voltou-se na direção dela, sorriram. Por certo, missão cumprida: o tal telefonema. Embora de costas, reconheceu o pai e a mãe viajantes. Marido não ingeria álcool, a cerveja era do pai que só tinha uma ‘loura’ na vida, o líquido amarelo e borbulhante da garrafa. Fingiu não se abalar. Engoliu a raiva da mentirinha pacífica e, muito serena, disse que ‘sabia’, não foi s u r p r e s a nenhuma. ELE explicou que só trabalhara parte do expediente e.........Ocupadíssima em conversar ao computador” - quando foi atender a porta, não havia mais ninguém. Poderes divinatórios, bruxa Wicca (origem celta pré-cristã), Santa Joana D’Arc (a francesa que ouvia vozes de seres celestiais), sabia até em que hotel os pais estavam hospedados (o de sempre, campo esportivo muito bom!). Riu de si própria: “Adivinhem quem veio para o almoço?” Gargalhada geral. ELA riu mais que todo mundo. F I M
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Comentários dos leitores

Existem pessoas vagamentinha ciumentas e maridos altos que provocam... Onde já se viu relatório de atividades? Ela fugiu por minutos. Parabéns!

Postado por lucia maria em 22-03-2014

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