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AUTOESTIMA OU "EU SOU A MAIOR"?



					    
Tenho uma AMIGA que diz orgulhosamente de si própria: “EU sou a maior!” - ELA se ama e diz sempre que a autoestima é o princípio da vida. Educada, discreta, decente, fraternal com todo mundo, um doce (quindim, geleia de morango ou bombom de cereja?)... Muito culta sem tripudiar - ensinar, prazer eterno. Humilde nas (raras) horas certas. Lecionava Português e Literatura num colégio estadual noturno, dividindo a carga horária como também secretária. Assim, uma das funções era intermediar a entrega de papéis - pegava material num colégio-pólo, fazia o serviço administrativo (perfeccionista enjoadinha em fichamentos / estatística / datas), ao final diretora e ELA assinavam tudo, entregava resultados no pólo, que os encaminhava para a Secretaria de Educação no centro da cidade - permuta em rotina: assinava no caderno de protocolo o que recebia, assinavam no caderno dela o que entregava. Num certo dia, a professora (?) que a atendeu era nova no balcão de recebimentos e entregas, devia detestar o “contágio”, digo, o contato humano, por certo imaginou minha AMIGA uma pessoa de função subalterna... Ora, a tal com traje que mais parecia de “super” passeio, vestido multicolorido, escândalo de bijouterias em dourado e pedras (por certo de v i d r o colorido), sapato de salto alto, penteado sofisticado em cabelo falsamente “louro”, unhas compridas manicuradíssimas brilhosas......... Traje de minha AMIGA geralmente calça comprida discreta, camiseta de malha com manga curta, sandália rasteira ou tênis delicado, às vezes ao pescoço corrente com um anjo da guarda de metal cinzento que nessa tarde talvez estivesse engavetado com surdez ou conjuntivite. A talzona se dirigiu a ELA, voz mista de arrogância, comiseração e deboche. “Você sabe ler, minha filha?” Minha AMIGA, bem mais velha que a outra, lembrou-se de certas aulas de Artes Cênicas a que assistira por acaso no Conservatório... sem ser aluna (fora apenas pegar gratuidade para teatro). Fez um ar ingênuo - nas palavras dela, ‘cara de idiota’. “Depende, sim, senhora...” A outra se irritou e num quase grito: “Depende de quê?” “Depende... é assim (fingiu contar nos dedos)... Pode ser português, inglês, italiano, japonês ou ídiche......... Ih, não sobrou um dedo! Você decide (título de programa televisivo) o idioma...” Curtíssima exibição, mas arrasou com a mal educada... Bloqueou: em minutos, irritada, já não conseguiu lembrar se falou hebraico ou ídiche; pelo sim pelo não, sabe falar ‘Shalom’, ‘Shana Tová’, ah, e os nomes de certos doces com nozes e muito mel; verdade é que, em giro mental rodeando a Terra, estudou inglês em largo período, japonês durante dois anos e italiano muito tempo depois. Por dentro do balcão, a enfeitada só faltou desmaiar, cair dura! “Quem é a senhora?” Mudou a linguagem do ‘você’, pronome de tratamento informal, para o título ‘senhora’, que por acaso minha AMIGA evita ter que pronunciar e detesta ouvir. Recebeu da minha AMIGA uma inesquecibilíssima lição ética e moral de vida de que no mínimo deve lembrar a cada Sexta-Feira Santa. A injustiça da crucificação prévia. A autoestima beneficia até a saúde, é essencial para o bem-estar da mente e também ao corpo. Nada está perdido se amarmos a nós mesmos, exaltando secretamente as nossas qualidades, aceitando - sempre na tentativa de excluir - os nossos defeitos. E se de repente o “Espelho, espelho meu” ofuscar nossa luminosidade e eleger outra pessoa? Sempre otimista e esperançoso, quem acredita em si mesmo, evoca o Deus interior, invoca o Deus superior externo e gere seu próprio caminho da Paz e da Felicidade. FONTE (para inspiração): “Ter amor próprio só faz bem” - Jornal EXTRA, Rio, 1/9/13. F I M
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Comentários dos leitores

Nunca julgar pela aparência: esperar sempre o nosso terceiro pensamento. Sim, conto publicado na semana certa! Emocionante. Parabéns!

Postado por lucia maria em 19-04-2014

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