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COMBUSTÃO ESPONTÂNEA



					    
Foi até engraçado... Calor de 42 graus, verão absoluto... O rapaz ia arrastando preguiçosamente a bicicleta e cumprimentou o vizinho, bem mais velho. O assunto só podia ser aquele: calor de maçarico. “Não chove, o calor não diminui, está de ‘fritar’ ovo no asfalto... ou preparar um misto quente.” Acontecera naquela semana - perto dali, morros desabitados, vegetais secos, pequenos e rápidos incêndios na mata, mutirão com baldes d’água até dispensando chamar bombeiros. Uma frase casual: “O fogo do inferno deve ser assim.” Ambos riram muito. Na mesmíssima hora, coincidência raríssima de tempo-espaço, o mais moço virou a cabeça e começou uma combustão espontânea exatamente no terreno ao lado: folhas secas de uma velha mangueira e papéis atirados a esmo. Assustaram-se por segundos. O jovem fez um gesto qualquer com a mão, apontando a borracha e, juntos, jogaram água de uma biquinha no pequeno jardim. “Viu? Não falei? O diabo está solto aqui...” Pura piada. Riram outra vez. As duas frases finais e o apagar o fogo espontâneo aconteceram num tempo mínimo. Ia passando um “líder” (ou anti-líder?!) religioso, um destes tipinhos ambiciosos que adoram ficcionar milagres. Parou, escutou a frase do ‘inferno’, assistiu à cena do mini-incêndio, escutou falar sobre ‘diabo solto’. O moço da bicicleta despediu-se e foi trabalhar - vendia pães e bolos em domicílio, freguesia certa. Aí, o vigarista perguntou ao morador da casa onde o jovem residia pois tinha um emprego (?) muito bom a oferecer. Voltando para casa, horas mais tarde, uma multidãozinha o esperava na porta. A frente, o tal fulano aos berros de “Eu vi, eu vi...” Entrou sob aplausos, assustado, trancou tudo, mas gritavam o nome dele, abriu a janela. Boato de que ele “dominava o fogo” - tanto chamava o fogo para “punir” pessoas, como o apagava a um estalar de dedos. Convidado a demonstrar, num salão perto dali, cada espectador contribuindo com 1 real, um auxiliar do “líder” já passando a sacolinha. Bom, nem todo mundo traz letreiro na testa. Por sorte o padrinho de batismo católico estava de visita. Professor universitário de física. Da janela, deu sua “aula”. Exigiu silêncio. Misturou mitos, lendas e ditos ‘fenômenos’, indo de São Jorge e o dragão vomitador de fogo até Rio - 42 graus. “Entenderam?” As moedas foram devolvidas e, pelo que contaram, “líder” e auxiliar fugiram e devem estar correndo até hoje (rsrsrs), tentando novos golpes. Talvez no inverno, quem sabe... Neve no Rio de Janeiro?! F I M
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Comentários dos leitores

Ainda bem que houve reação de gente séria. País "desse jeito" desde 1500 porque existem os sábios vigaristas que douram a pílulas e otários que acreditam, querer também levar vantagem e os seguem!!! Parabéns!

Postado por lucia maria em 17-05-2014

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