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CASTELOS



					    
MONTEIRO LOBATO escreveu uma versão de “Peter Pan” que li... um dia... num passado quase remoto... guri de nove anos, talvez. Ora, a Fada Sininho era apaixonada por Peter Pan que depois ficou amigo da menina Wendy, em Londres. Ciúme é natural (natural?) desde que a sofredora ‘segure’ este sentimento, sem escândalo, e não puxe o cabelo da outra... Bom, em certo momento, não lembro o motivo, a Fada Sininho estava fraquinha, morrendo, e o amigo entrou em desespero. Mesmo sem Internet, pediu a todas as crianças do mundo que, se acreditassem em fadas (e contos de.........), batessem palmas. Sininho imediatamente se recuperou. Dedico esse trabalho a estudante de história (com ‘agá) ou leitor/leitora de contos de fadas, em que EU acredito até hoje. Quem se candidata a ser a minha princesa?!... Perfeito cavalheiro, não sei se cavaleiro-montador de cavalo branco. - - - - - Os CASTELOS dos contos de fada são intertextualidade dos castelos da Idade Média. Se alguém visitar Portugal, num exemplo bem próximo da nossa cultura ‘luso-brasílica’, por certo irá procurar a princesa lusa do Castelo de Guimarães, na cidade com este nome, ou a princesa moura do Castelo da Pena, em Sintra. Quem imagina o castelo das estórias, lembra já ter visto no cinema ou na tevê um castelo histórico original. Sem passaporte ou avião, serei cicerone numa destas viagens. Primeiro, Roma caiu, era o ano de 476 d. C. (queda devido a fatores internos do próprio Império + o avanço do cristianismo + invasões bárbaras) e o latim se dissolveu em outros falares em outras terras. Fim da Antiguidade, início da Idade Média (ainda sem este nome, é claro). Novos povos, novos mundos. Era o ano 1000, a Europa já com muitos castelos. Oficiais militares conquistavam terras, ganhavam enorme espaço num novo país conquistado e dividia com os subalternos, ex-ajudantes na guerra. Aí, era a nobreza tendo vassalos, os vassalos tendo outros vassalos... Um jurava a seu superior ajudá-lo nas próximas (e intermináveis) guerras. Lindo, o juramento... Ajoelhado o vassalo, mãos deste dobradas dentro das mãos do “chefe”, e a promessa solene de fi-de-li-da-de. Anualmente, repetir a cerimônia do “Eu juro que...” – muito interessante. O sistema feudal era isso. Cada nobre, em seu castelo, era um “pequeno rei” – ao redor, a corte de vassalos e por fim o trabalhador ‘humilde’: lavoura e trabalhos manuais, fosse tecelagem ou forja (conjunto de fornalha, fole e bigorna para trabalho de ferreiro)... Cada castelo-moradia era uma fortaleza, defesa até mesmo contra ataques. Construído no alto de montanha ou rocha, dificultando invasão de inimigo – ao redor, grossa muralha de pedra, algumas com 3 metros de altura, e entre o castelo e a muralha uma vala ou fosso cheio de água. Isso na história. Fosso com jacaré? Em verdade, não, mas para proteger princesas encantadas, em PERRAULT e nos IRMÃOS GRIMM, mais tardes contadores de história, sim. Sobre o fosso, uma ponte levadiça que levava à entrada ou portão do castelo, também levadiço. Com a ponte erguida, quase impossível entrar no castelo, pois invasor recebia do alto muitas pedras e pez (resina do pinheiro ou alcatrão) derretido – não havia janelas, mas seteiras que eram fendas estreitas e altas, de onde os defensores internos atiravam flechas. Contudo, difícil, mas não impossível, um ataque porque os invasores construíam em madeira uma torre alta com rodinhas, colocavam perto das muralhas e do alto disparavam flechas também. Ah, se cavassem túneis sob os fossos e muralhas, um ‘futuro’ metrô, invasão era certa. Ou usavam arietes, máquinas enormes que martelavam as muralhas, ou máquinas como fundas ou estilingues que arremessavam grandes pedras por cima das muralhas. (Pólvora, canhão, metralhadora, bomba A... muito tempo depois!) Em tempos de paz, terras cultivadas ao redor do castelo – em tempos de guerra, todos recolhidos dentro das muralhas, com as provisões (fome existe desde as uvas e a maçã do Paraíso), os bichos domésticos (serpente, jamais!) e o que pudessem ‘trazer’ (ou ‘levar’, de acordo com o ponto de vista do narrador, ‘in’ ou ‘out’)... numa resistência bem longa – meses, anos? Ah, eram castelões, tamanho para abrigar muita gente, uma cidadela em segurança... Assim, dentro das tais muralhas, pequenas construções para alojamento, cozinhas, despensas e criação de animais. Às vezes, uma igrejinha ou capela. No castelo, o salão era o cômodo principal, enorme, onde serviam refeições. A comida ocidental era simples rústica, banquetes ostentando muito mais quantidade que qualidade. Mesa? Tábuas compridas e largas sobre um apoio; acabavam de comer, num vapt-vupt desmontavam tudo. Talheres? Que fantasia luxuosa! Nada – nem garfos-colheres-pratos-pires-guardanapos; comiam com os dedos, lambiam as mãos ou limpavam na roupa. Castelo mais ‘moderno’ ou ‘granfino’ apresentava uma bacia com água e uma toalha coletiva. Natureza primitiva, não exatamente “mal educados”. Ossos e restos atirados no chão... para os cães. Mulheres não costumavam freqüentar os jantares de gala e comiam nos quartos ou na cozinha. O Senhor (com maiúscula!) e família... Depois, os vilãos, perto de escravos, a maioria morando fora do castelo, mas terras do... castelo – os menores ganhos, as maiores obrigações e tarefas, porém alimentados para ficarem fortes, servirem o nobre, cuidar dos cavalos e do gado – melhor tratados eram os animais domésticos pois os trabalhadores ou servos davam ao senhor o tempo, o trabalho e boa parte da colheita, moravam em miseráveis cabanas de um só cômodo, chão muito sujo, pouco melhores que um estábulo; ou dormiam num sótão de escada tosca, acima das vacas. Cama? Uma enxerga de palha. Roupa de dormir? A mesma com que trabalhara durante o dia. Homem livre se conseguisse fugir e não fosse recambiado dentro de um ano... ou, naquele prazo, açoitado e marcado com ferro em brasa ou ter as mãos cortadas. Servos apenas não podiam ser mortos ou vendidos. Após o jantar, compridos serões artísticos, os visitantes menestréis com canções ou estórias, ao som de instrumentos de corda – o prazer da música e da literatura no ‘dolce far niente’... Castelo era “isso”....................................... NOTA DO AUTOR: TALHERES – Até o século XI, as pessoas comiam com as mãos – em todo caso, havia colher para servir a comida e faca para cortar. Quando o garfo surgiu, era um espeto e só passou a ter dentes quase 800 anos depois, já no século XIX. ARTISTAS EM HIERARQUIA – Os textos poéticos da Idade Média eram normalmente cantados em coro ao som de música, daí serem chamados de cantiga: 1- Trovador – poeta, quase sempre um nobre, que compunha sem preocupação financeira; 2-Jogral, Segrel ou Menestrel – condição inferior, exercia a profissão de castelo em castelo, entretendo a alta nobreza, cantava as poesias escritas pelo trovador, chegando mesmo a compor, incluindo nobres arruinados, mercenários; 3-Soldadeira ou Jogralesa – moça que dançava, cantava e tocava castanhola ou pandeiro; 4-nesses espetáculos, havia ainda acrobatas, às vezes acompanhados de animais. F I M
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Comentários dos leitores

E ficamos sonhando com os castelos dos contos de fada - a princesa e a aia confidente, quando a verdade é a crueldade que você expôs. Quer ser meu príncipe do cavalo branco alado. Voaremos para onde? Parabéns!

Postado por lucia maria em 17-07-2014

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