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ANNE FRANK



					    
Assumo que ainda não li o “Diário de Anne Frank”, publicado pela primeira vez em 1947, traduzido com o passar dos anos, a nível mundial, para mais de 50 idiomas, febre das livrarias antes mesmo que EU nascesse... e cresci sem ter sido apresentado a “ele”. Pelo depoimento comovente sobre a perseguição antissemita em tamanha carga dramática, algumas vezes a autenticidade foi questionada. Recentemente, li muita coisa a respeito e mentalizei tópicos. Vítima da barbárie nazista, ANNE FRANK tornou-se símbolo do Holocausto. Que nada semelhante se repita! Nascida em 1929 em Frankfurt, viajou em 1933 com os pais e a irmã para a Holanda, lugar de tolerância e liberdade. Em 1938, início da deportação dos judeus para pseudo “campos de trabalho”, no leste. No verão de 1941, durante a ocupação nazista, escolas públicas de Amsterdam proibidas aos judeus, Anne e Margot, a irmã pouco mais velha, transferiram-se para uma escola judaica. Em 1942, a família Frank e mais quatro amigos ocultaram-se nos fundos do escritório onde o pai de Anne mantinha uma fábrica de produtos alimentícios (casa de três andares construída por um comerciante em 1635), onde permaneceram de julho de 1942 a agosto de 1944, até serem denunciados, presos e transportados para diferentes campos de concentração – estreita escada, pequenos corredores, janelas permanentemente cerradas. Anne escreveu um diário, com agudas observações e profunda introspecção, mistura de ironia-humor-esperança, mais tarde publicado em livro e adaptado para cinema e teatro, e nele relata a existência de oitos seres que “tinham fechado as portas para a vida”. Claro que todos sonhavam com o fim da guerra, o contato com a natureza, o espaço mágico da liberdade... Além do diário, ela escreveu contos e deixou inacabado um romance. Anne e Margot morreram de tifo em fevereiro ou março de 1945. Cerca de 75% dos judeus holandeses não sobreviveram à guerra... Existem no Brasil cinco escolas com o nome de ANNE FRANK, morta no campo de concentração de Bergen-Belsen em 1945. Em 2012, a comunidade judaica promoveu a ida de suas diretoras à Holanda, onde visitaram o sótão onde a família Frank e outras pessoas se esconderam durante mais de dois anos. Em 1961, o governador do Rio dera este nome a uma escola bem ao lado do Palácio Guanabara e em frente à... Embaixada da Alemanha. Em 1947, já tinha sido criada a Fundação Anne Frank no local onde tinham sido prisioneiros; em 1992, espaço reformado, anexando-se uma casa vizinha para novas salas de exposição, filmes e seminários, tudo sobre o surgimento do Terceiro Reich e o conseqüente Holocausto, sendo este museu um dos mais visitados do país, na versão de mais de quatro mil visitantes por dia, superando até mesmo as exposições de Rembrandt e de Van Gogh. Duas cartas de Anne e Margot (escritas em abril de 1940, um mês antes da invasão alemã da Holanda, e enviadas para as irmãs Betty Anne e Juanita Wagner, em Daville, estado de Iowa, no Estados Unidos, guardadas durante 48 anos), um postal e duas fotos de passaporte foram arrematados em leilão, pelo altíssimo preço de US$175 mil, o maior valor nos quarenta e sete anos das Galerias Swann, em Nova York, especializada em livros, impressos, autógrafos e fotos; em seguida, o material foi doado ao Centro Simon Rosenthal, em Los Angeles. Betty e Juanita escreveram para Anne e Margot depois da guerra e receberam em retorno uma carta de OTTO FRANK, o único sobrevivente da família que estava em Auschwitz na momento da libertação pelas forças soviéticas. Quem leu o diário da menina judia, certamente se comoveu com o fim trágico da adolescentezinha, e ao mesmo tempo se interrogou sobre a amiga MIEP GIES, jovem funcionária holandesa da firma do pai de Anne, que possibilitou a vida de todos no refúgio, levando muitas vezes livros e alimentos quase diariamente. Foi ela quem achou o diário, capa em tecido xadrez vermelho-alaranjado, que a menina ganhara do pai aos 13 anos - lugar totalmente saqueado, gavetas abertas, coisas espalhadas pelo chão, cena de pilhagem; nunca o abriu e confessa que o destruiria, se tivesse lido, o que somente ocorreu algum tempo depois da publicação do livro. Na autobiografia “O outro lado do diário”, ela surge ao leitor como uma pessoa extraordinária – modesta, tenta ‘diminuir’ seu grandioso papel na tarefa ininterrupta e perigosa para si própria de alimentar oito pessoas às escondidas, ou seja, na clandestinidade. Inteligente, observadora-julgadora do comportamento humano, corajosa, definia muito bem suas convicções políticas e interesses culturais, lutando pelos direitos humanos dos oprimidos, revoltada contra as injustiças e as barbaridades dos alemães da época. Miep morreu aos 100 anos em 2010 – achava que sua vida era de uma pessoa comum, apenas numa época extraordinariamente ruim, terrível, e sempre se recusou a ser celebridade; um pequeno asteróide, o de número 99949, descoberto em 2007, leva o nome de Miep. Há também o livro “Lembrando Anne Frank” – não sei se é a mesma autobiografia em outra editora. Conforme revelação do Instituto de Documentação de Guerra, em Haia, consta que OTTO FRANK, o pai da jovem, recebeu de Miep o diário, porém censurou previamente a publicação, decidindo suprimir comentários de Anne em seu relacionamento com a mãe, algumas reflexões ainda ingênuas sobre a sexualidade recém-descoberta e opiniões feministas sobre o papel da mulher. Contudo, em 1986, o instituto holandês publicou a versão integral do diário, acompanhada de certificados de autenticidade de grafólogos, ponto final nas acusações de falsificação. F I M
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Comentários dos leitores

Ganhei este livro, eterno sucesso de vendas e presenteamentos. Estória delicada e triste. Parabéns!

Postado por lucia maria em 26-07-2014

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