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ESTÓRIA FOLCLORÍSSIMA



					    
Minha super AMIGA carioca tem horror a que lhe sirvam “café preto” (linguagem dela) em copo-embalagem ainda com a etiqueta do produto: ervilha, milho, geléia......... Custa tirar? Certa vez, casa de amiga, não foi nada sutil e despejou na pia a vista da outra. ELA ‘se vê’ mendiga de Nova York, tal como aparece no cinema, fim de noite, remexendo lixo de restaurante, porta dos fundos, beco estreito. Acha algo e festeja: sobra de caviar, bombons de cereja – “Oba, café do Brasil!” (Café líquido no lixo?!) Não precisa ser xícara luxuosa, mas desse jeito recusa esbravejante. Há uma velha estória que minha avó filósofa já contava... Escutei em versões rápidas, leves diferenças, de várias pessoas, mudando apenas a localidade e por questões íntimas coloco o fato em Minas Gerais, não distante, não Estado rival e sim “amigo” do tempo da chamada política do “café com leite” – ora um Presidente era paulista ora outro era mineiro, troca-troca amistoso de compadres......... Pois bem, um viajante viu-se de repente perdido numa estrada (lamacenta ou seca?), no interior de MG, friozinho matinal (ou um calor infernal?), doido por um café (ou água?). Um casebre miserável e na porta (sentada ou em pé?) uma mulher muito idosa (politicamente correto, na atualidade, omitir muito velha), no canto da boca um cachimbo (ou cigarrinho de palha?). Não resistiu, aproximou-se. Bom, pediu o que estava desejando: café? água? (Taí, nunca me falaram cachaça ou refrigerante de cola...) A senhora (sou educado!) se sentiu honrada em atender um Gigante – sedutor, hipnotizador. Foi à cozinha e trouxe para ELE uma caneca... de louça (leitor por certo já pensara em lata de leite condensado com ‘asa’ adaptada). Ora, preconceito ou cautela, antes não pedisse e já não havia como recusar, cancelar o pedido, ELE observou um quebradinho bem na parte da asa, impossível que a mulher colocasse a boca ali... Meio atrapalhado, a caneca rebolando na mão direita, conseguiu firmeza para beber – argumentaria ser “moda”, a televisão (ELA conheceria?) propagava um novo hábito etc. etc. etc. (Café quente? Água gelada?) Devolveu a caneca, agradeceu e estupefato ouviu o seguinte: “Pois é, seu moço. EU só tenho esta caneca. Um dia deixei cair, a ‘argolinha’ (asa) saiu, lascou um pedacinho, alguém colou para mim a parte quebrada e achei bonitinho beber neste exato rasgão... Gostoso, não é?” ELE (advogado? professor? jornalista? metalúrgico? político?) não sabe definir se foi uma lição de despreconceito, mas aprendeu sobre igualdade e fraternidade. F I M
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Comentários dos leitores

Num único texto, entre parênteses, as várias versões da mesmíssima estória, às vezes escritas (li em Monteiro Lobato) e até usada na tevê. Nosso folclore infinito! Parabéns!

Postado por lucia maria em 27-07-2014

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