Página inicial do portal Autores & Leitores
Quem  |  Autores  |  Leitores  |  Associados  |  Mural  |  Dúvidas  |  Contato  |     PUBLICAR    |
Entrar | Registrar
 Esqueci minha senha
Anúncio BAC

Área dos LEITORES

Colunistas

Autores Consagrados

Quadrinhos

Bibiotecas Virtuais

Livros

Novos autores

Downloads

Lançamentos

Ofertas

Informações

Autores & Leitores  >  Leitores >  Novos

Apresentação de trabalho publicado

Caro leitor,

Sinta-se à vontade para ler este trabalho e deixar seus comentários.

Bons Textos!




< Visite a Página Pessoal de ATHINGANOI >


COZINHEIROS DEMAIS ENTORNAM O CALDO



					    
Duas estórias num só texto: 1 - Existe a estória original de LAZARILLO DE TORMES (na literatura de cordel brasileira, virou PEDRO MALAZARTES), autor anônimo ou coletivo. Personagem pícaro, pequeno malicioso, descarado, pessoa travessa e de mau viver, anti-herói (antítese - nunca o valente herói da cavalaria, ideal de perfeição na Idade Média): este é apenas um ‘tadinho’ esperto, com alguns defeitos sem muita importância. Nada que desequilibre o planeta. Primeira edição de suas aventuras em Antuérpia-1553, “A vida de Lazarillo de Tormes e de suas fortunas e adversidades”, memória de suas experiências sofridas, ELE, já maduro, numa autobiografia, evidentemente autorizada, sem briga indenizatória nos tribunais: “danos morais” pela revelação das ‘intimidades’ que todo mundo está farto de saber... (Mais tarde, tivemos nosso pícaro nacional nas deliciosas “Memórias de um sargento de milícias”, do autor brasileiro Manuel Antônio de Almeida.) Em 711, invasão árabe na Península Ibérica - guerra entre cristãos e muçulmanos. Cultura árabe mais antiga, superior à europeia, a quem ensinaram Aristóteles, e novas técnicas de agricultura e tecelagem. Casamento do homem árabe (dizem que era assim...) até 4 vezes, legitimamente pela religião, e quantas concubinas pudesse sustentar. (Pronto, EU me perdi na narrativa! Sou apenas um solteiro “zoiúdo”, romântico e sonhador.) Puxa, mas tinham sido 7 séculos de domínio árabe - estava sendo demais, simbolicamente expulsos em 1492. Historicamente, a falada Reconquista. Sem guerra, para quê soldado? Ainda não era tempo de FGTS; superiores usavam mesmo um pontapé no traseiro. Acabou a comida fácil para a soldadesca. Saco vazio não fica em pé... Taí, espetacular invenção da SOPA DE PEDRA! Um tacho com água, uma pedra, uma fogueira. As mulheres queriam saber o que era aquilo. “Sopa de pedra, minha senhora.” Muito ingênuas ou ELE seria um Gigante sedutor e hipnotizador?! “E isto é bom?” “Muito melhor se EU tivesse uma cenoura.” Veio a cenoura. “E umas batatinhas...” Trouxeram as batatinhas. “Ah, e um pedaço de carne e linguiça...” E todo mundo queria colaborar - outros legumes, grãos, salgados de porco, muita coisa. Tacho agora tão cheio, caldo fervente transbordou e até apagou a fogueira. Feita a sopa, Lazarillo distribuiu, comeu e guardou a pedra, para iludir outros idiotas em outras aldeias. Ainda se faz esta brincadeira do outro lado do Atlântico. Sopa coletiva em jornada de qualquer mutirão. Quem bobear, o educado inocente que se coloca em último lugar para pegar a comida, recebe... a pedra. Gargalhada geral. 2 - Um frio desgraçado, por acaso uma sexta-feira 13, apenas não agosto, véspera de feira-livre e “passeio” pelas ruas e vielas do supermercado , ideia pratica de esvaziar de imediato a geladeira e tirar certos guardados do freezer para compras novas no dia seguinte. Inventou-se uma sopa. Legumes, carnes, embutidos, o que houvesse para desencalhar. Casa um tanto cheia de convivas pois havíamos combinado um futebol na tarde de sábado, com a necessidade de treinos logo cedo para tirar a ‘ferrugem’ dos quarentões... (Pronto, EU me perdi na narrativa! Sou apenas um homem bastante ocupado, sem tempo para pilates ou semelhantes.) Na cozinha, os homens dividiram-se em equipes - a dos descascadores, a dos picadores, a dos desengorduradores das carnes, a dos refrigeradores das bebidas etc. Achei um apito - existe juiz para marcar as faltas dos cozinheiros? Falei demais, fui demitido da função mesmo antes de começar. Como castigo, lavar todo o louceiro do armário: banco de reserva? Mulheres no mais absoluto comando: bom, como novidade, os machões aceitaram obedecer (porque greve de sexo ou dormir no sofá não é agradável). Não sei de onde saiu a panela enorme que mais parecia de restaurante ou quartel. Fogão a gás, panela atingia duas bocas - arrumamos de modo a não centralizar o fogo, geometricamente impossível. Deu certo! E a SOPA DE INVERNO ia saindo... Contudo, um dos cozinheiros quis inovar, juntou 3 caixinhas de creme de leite; outro picotou bananas (vegetal por vegetal, seria mais um...); terceiro acrescentou quadrados de abacaxi; um quarto juntou sei-lá-mais-o-quê; um quinto... Lá pelas tantas, um cheiro de gás inundou a sala. O esperado - caldo ferveu, transbordou, apagou o fogo. Abrimos todas as janelas, gaiato gritou que estava nevando (aqui no Sudeste?). Gargalhada geral. Tomamos a sopa, mista de todos os sabores do mundo. “O” sopão (não “a” sopa), trabalho masculino, deu absolutamente certo! E já programamos outros futebóis e festivos almoços brasileiros.................. F I M
Copyright ATHINGANOI © 2014
Todos os direitos reservados.
Este trabalho já foi visitado 184 vezes.

ENVIE este trabalho para um(a) amigo(a). ESCREVA para ATHINGANOI.

Comentários dos leitores

Mutirão de sopão antecedendo o futebolão. Adorei e li às risadas o primeiro texto e o segundo com risadas melhores. Homem só vai para a cozinha à força ou em farra coletiva. Parabéns!

Postado por lucia maria em 31-08-2014

COMENTE ESTE TRABALHO, DIZENDO QUAL FOI A IMPRESSÃO QUE ELE LHE CAUSOU.





AJUDE-NOS a manter o bom nível deste portal!

Se você achou que este texto é ofensivo, imoral ou que fere
a nossa POLÍTICA DE USO, por favor, AVISE-NOS!




Autores & Leitores
  • Copyright A&L © 2005-2013
  • Todos os direitos reservados.