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ELA mora sozinha, casa menor nos fundos de um terreno. Familiares ocupam uma casa grande no mesmo local. Há um gramado enorme, árvores frutíferas, arvoretas (bonita palavra!) com flores, miquinhos soltos, pássaros, borboletas, ambiente de paz. Não a famosa “meia-noite das aparições fantasmagóricas”, mas a exata noção da hora ELA não tem. Deita bem tarde. Assustou-se, distraiu, não olhou o relógio grande, sobre o étager-bufê-aparador na sala. Na verdade, fiquei de visitá-la em sua cidade um dia, aquele projeto que acaba caindo nas ‘calendas gregas’, ou seja, na data não marcada de um povo sem calendário. (Como eram as Olimpíadas a cada quatro anos? Honestamente, não sei. Poderia existir um casal- laboratório... Cinco filhos, 9 meses x 5, mais ou menos 1350 dias + pequenos intervalos; quatro anos, 365 x 4, 1460 dias, outra vez tempo de atletismo.........) ELA preparou-se para deitar, por opção quarto sem porta, arrumou travesseiro, cobertas, sentou-se na cama e instintivamente me viu – sereno, sorrindo, parado no umbral. Traje? A calça jeans azul clara de algumas fotos e camisa de malha verde, bem clara, manga curta, gola – chamam ‘de pólo’, que particularmente jamais joguei ou assisti. Imaginou que EU tivesse chegado, mesmo em horário tardio – ou ELA não teria trancado a porta da casa ou o parente estaria oculto na varanda, chave- cópia na mão, colaborando com a (doce?) surpresa. Nestas ocasiões, ao racionalizar, a imagem desaparece. E foi o que aconteceu: apareci e em segundos sumi. Digitou para mim logo pela manhã, “se EU possuía.........” – sem explicitar a incógnita; respondi apenas confirmando e descrevendo a camisa que EU usara na véspera, ainda pendurada num cabide no banheiro. ELA não sabe explicar a fenomenologia, que agora somou terceira visão de elemento vivo. Acostumou-se. Visões estranhas. Na primeira vez, um ex-namorado – nissei, desacordo recente, casa pequena que o talzinho frequentara perto de um ano. ELA dormia em cama de armar, na sala. Uma luz azulada – só o viu da cintura para cima, ao final de um corredorzinho: reconheceu-lhe a voz em frases curtas de “saudade” (por que não casaram, com a covardia de despachá-la por telefone?), sentiu o perfume amadeirado. Estaria naquele instante pensando nela? Possível e explicável. Assustou-se, não acertou uma única prece católica ou pedido de socorro ao pai valentão e corajoso que se dizia descrente de qualquer tipo de espiritualismo. Levou cerca de cinco a seis anos até que gente do passado o confirmasse vivo. Na segunda vez, amigo de infância, residente em Campinas, silenciara das cartas durante três meses. Mesma casa – era o endereço que ele possuía sem nunca ter ido visitar. ELA foi apagar a luz da cozinha, lâmpada comum redonda, teto alto, no meio de uma súbita iluminação verde apareceu o rapaz – não reparou modelo ou cor da roupa. Estaria naquele instante pensando nela? Possível e explicável. Este nada falou e desapareceu em tempo bem mais rapidinho. Em seguida, a lâmpada estourou e a família levou longo tempo achando vestígios do pozinho... Numa próxima carta, desculpou-se pela ausência etc. etc. etc. Diferença é que EU (Cyrano-poeta oculto nas plantas do jardim, Cristiano repetindo para Roxana as palavras que escutava de mim...) não apareci figura iluminada – luz no corredor da casa era a única iluminação indireta, mas nada que me destacasse. Talvez EU estivesse pensando nela e na (obrigatória?) mensagem afetuosa de “boa noite”. Dias depois, um destes estudiosos e práticos esotéricos, misto de Maçonaria e Rosa Cruz, explicou a ELA e me mandou o recado: “A alma ou corpo causal é o nosso princípio vital além das limitações do corpo físico, estudada pelos religiosos como imortal, viva em outro plano mesmo após a morte física. O corpo astral é o veículo entre o corpo físico e a alma. O corpo físico é a matéria ‘carne-osso’ que serve de abrigo à alma durante nossa vida. O corpo mental é a mente, pensamento, lado racional...” Não quero jogar por terra o meu agnosticismo. Ao mesmo tempo, se ELA diz que me viu, não tenho coragem de contestar. F I M
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Comentários dos leitores

Bom, com toda a sua descrença, você pesquisou e montou essa estória válida de visões. Acredito! "Há mais mistérios........." - Shakespeare, não sei em que livro. Parabéns!

Postado por lucia maria em 07-09-2014

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