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AGRESSÃO POR ENGANO



					    
1 – Meu tio era trocador de ônibus e saía para o trabalho, de segunda a sábado, às quatro e meia da manhã. Morava bem perto do centro da cidade e ocupava um quarto grande, corredor térreo largo com 8 quartos. Externos e coletivos eram 2 banheiros e 2 tanques. Moradores antigos, mesmo, só ELE e mais dois outros homens porque os demais quartos ora estavam desocupados ora com moradores em trânsito, sem motivo especial, pois a rua era calma e o local bastante limpo. Com liberdade para receberem visitantes ou familiares. De segunda a sexta ELE era seguido a uma certa distância por um homem. Observou que nunca aos sábados. Passou a trocar de calçada, o cidadão trocava também. 2 – Numa noite qualquer de sexta-feira 13, gorda lua cheíssima, ELE teve “certeza” de que o homem era um vampiro. “Certeza” idiota, mas “certeza”! Dormiu e no sonho o homem apareceu com a clássica vestimenta de capa preta forrada de vermelho e avançou para mordê-lo. Atracaram-se. Caiu da cama sem perceber, acordou no tapete. Duas horas ainda. Bobeira ou não, colocou imediatamente no bolso do uniforme 3 dentes de alho. “Amanheceu, quatro horas!” Era sábado, não foi seguido na rua. Outra crença, verdade ou não, é que segunda-feira é o dia das almas. Por acaso, andava paquerando a moça da cantina e ELA lhe pedira um pequeno conserto no armário de mantimentos. Arrumou a marmita (ELE cozinhava muitíssimo bem, aprendera através de revistas) e colocou na bolsona a tiracolo as ferramentas necessárias. Saiu andando. Olhou a lua, meio desconfiado. Percebeu um som mínimo ao lado, música extremamente baixa, talvez radinho de pilha, o cidadão quase grudado nele, meu tio enorme, gigantão, o outro bem mais baixo e magro. Foi só uma rodada de corpo e tascou a bolsa na cara do perseguidor, fosse vampiro, alma penada ou assaltante. O cara caiu ao chão. “Ih, matei ele!!!” 3 – Por incrível que pareça, segunda-feira e ainda madrugada, passou na rua deserta uma patrulha. Levou os DOIS, o agredido sangrando pelo nariz e meu tio protestando “legítima defesa”... Na delegacia, o OUTRO mostrou documentos, trabalhava de domingo a sexta-feira e explicou. Todas as manhãs, via sempre meu tio saindo para trabalhar, rua Tal, número Tal, onde geralmente havia quartos desocupados, o fulano morava pouco acima, insatisfeito, gostava deste novo lugar, mas tinha receio de puxar assunto naquele horário. Encontraram-se na padaria, certa vez, ganhou coragem sob a luz do sol, mas meu tio não reconheceu “o homem da madrugada”, logo comprou, pagou, foi embora. Tanta coisa pior no país! Queixa ficou registrada, mas nunca ninguém, isto é, nenhum dos DOIS foi chamado para novo depoimento. Por acaso havia um quarto vazio. Tornaram-se amigos depois disto. F I M
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Comentários dos leitores

Imagino esse tio Gigantão. Valente: daria um excelente boxeur, também defensor de damas delicadinhas. Parabéns!

Postado por lucia maria em 04-10-2014

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