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ANGÚSTIA NOTORNA



					    
ELA chegou da escola tão cansada que foi o tempo de uma chuveirada quente, entrar no quarto com a camisola de dormir na mão e “desmaiou” inteiramente nua sobre a cama. Ajeitei-a para haver espaço para mim e deitei ao lado. Não houve “boa noite”, não houve nada. Primeira vez sem nos cumprimentarmos, primeira vez sem votos de bom sono. Custei muito a dormir. No meio da madrugada, encostou em mim, acordei calmo, ELA de frente, dormindo. Por certo, não estaria me “chamando”. Encostou a cabeça no meu peito, cabelo perfumado a sândalo, fiquei quieto. Aí começou a ladainha do EU TE AMO, que falou muitas vezes seguidas, como se dentro de um sonho – para ELA, sonho, para mim, pesadelo total e absoluto. Gosto de Shakespeare, mas é covardia homem estrangular mulher, mãos grandes, brutas, pesadas, ainda mais Gigante enforcar uma Ratinha na madrugada. Não sou Otelo, envenenado por um invejoso, ELA não é a Desdêmona. Ou brasileira nem tão inocente assim? Arrumei em ordem alfabética alguns nomes masculinos, ao acaso, não de alguém conhecido. A cada nome citado, era um cada vez irritante EU TE AMO. Como é que EU pude adivinhar os ‘amiguinhos’ dela? Na letra do meu nome, percebi que estremeceu, mas se controlou, consciente ou inconsciente: não falou nada. Terminei com Xerxes e ELA vacilou, por certo “pensando” – sim, biografia um tanto complicada. Contudo, repetiu o EU TE AMO. No relógio da sala, 4:35. Não dormi mais! Já imaginei NÓS dois diante do “juiz de guerra” para o divórcio. E na separação de bens, com quem ficaria a televisão? Perder os jogos do São Paulo? Novela não é cultura... Ou é tão cultura quanto os CONTOS que EU escrevo? Perder minha musa inspiradora? Isto é, minha palpiteira, sempre favor da personagem mulher. Como Jorge viveria sem Zélia? A morena Gabriela foi gerada por qual dos dois, afinal? (Diz-se que se abraçaram em lágrimas, livro encerrado.) Ao café da manhã, convite dela para chuveiro juntos, muito carinho, tagarelou sobre um filme antigão, de 1981 (outra vez Sônia Braga, cravo-e-canela?!), que pretendia alugar, com música-tema do Chico e do Jobim. “Falaram muito no Conselho de Classe.” Teatralizado no meio deste ano, 2012, mas ELA ainda não conhecia a estória do casal que modernamente se conhece na Internet. Alegou que veio tão cansada que nem chegou a falar comigo a respeito. É... pode ser. Não sou ciumento de insônia e sim zeloso do que me pertence. (Pertence?) Alugarei o filme – junto, de surpresa, trarei uma orquídea lilás... F I M
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Comentários dos leitores

Óculos!!! -/noturna-/ EU TE AMO é nome de filme, falar é fácil, sentir é muito melhor se o outro lado pensar igual... Parabéns!

Postado por lucia maria em 18-10-2014

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