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DIVAGAÇÕES "FELOMENAIS E GESLUMBRANTES"...



					    
Eternizados WILKER / IMPROTA... Na minha cidade, chuva forte, vento e friozinho. Não o meu clássico ‘boa noite’ das 23 horas: Príncipe Cansado nem chegou perto do computador, sabendo minha AMIGA longínqua em plantão de espera... ELA, que mora sozinha, acordou com agradável odor amadeirado, sândalo ou cedro, e a sensação estranha de outra presença humana dentro de casa. Acabara de amanhecer, não distinguiu se final de algum sonho, mas escutou a despedida em tom baixo: “Já vou, hein? Estou indo...” – e um som de porta sendo aberta e logo em seguida fechada. Cinco para as seis, EU – a quilômetros – indo pegar a estrada para um invariável dia de trabalho árduo. Não sei se um pároco, um rabino, um imame ou um pai-de-santo saberiam explicar. No mínimo, acordou de vez, levantou-se numa incrível sensação de muita quietude e paz interior. Notebook sem matinal ‘bom dia’, mas aceitou. No carro, tive a sensação de que minha alma estaria retornando de uma localidade muito distante. À noite, trocamos e-mails. Exagero discutir sobre almas gêmeas, mas que aconteceu, aconteceu... E depois diz-se que coincidência não existe... Num tempo anterior, ELA cursava faculdade de letras e fazia todas as segundas- feiras um “biscate” de revisão de texto para um escritor que semanalmente vinha buscá-la de carro a caminho da gráfica. O fusca verde-claro se aproximou, ELA viu nitidamente através do vidro o rosto dele sorrindo numa pele clara, camisa azul de que ELE gostava muito, meteu a mão na porta e entrou no carro, sentando rápida: proibido parar ou estacionar naquele exato local da avenida movimentada. Com o canto do olho, sem um olhar direto, mas era o rosto dele e reconheceu a colônia habitual, capim-limão. A camisa agora era vermelha. Como? Ainda com a porta aberta, percebeu que uma moça da mesma idade se aproximou com gestos violentos para arrancá-la do veículo. Minha (futura) AMIGA entrara no carro errado e aquela seria provavelmente a mulher daquele homem ao volante. Salva pelo gongo! Na mesmíssima hora, o ‘chefinho’ chegou, buzinou, gritou o nome dela. A outra não chegou a agredi-la, ficou tão paralisada e espantada quanto a pseudo transgressora. Os dois fuscas, já um tanto raros naquela época, eram da mesmíssima cor – alface tenra – e os dois homens extremamente parecidos – idade aproximada, um tanto gordinhos, bem claros, cabelo castanho escuro, óculos de grau e aro preto... Aí, a segunda olhou para trás e viu nitidamente através do vidro o rosto sorridente do marido, a camisa vermelha da troca de presentes num 12 de junho, piscou, era agora um homem desconhecido e outra cor de roupa, azul, mas que a fulana viu, viu... Não imaginou ninguém – religioso ou não – que explicasse aquele troca-troca de imagens. Passaram boa parte do trajeto, ainda ao longo da mesma avenida, dando adeusinho uma para a outra – só não trocaram número de telefone, foi ainda bem antes da epidemia mundial dos celulares, nem receitas culinárias. A partir daí, a precipitadinha passou a ler primeiro a chapa alfanumérica dos carros em que tivesse que entrar – de parente, amigo ou taxista habitual. Os tripés, três apoios, eram usados pelas culturas antigas como base de altares de sacrifício e também como suporte para caldeirões. Modernamente , o estilo saiu de bruxedos e aparece em poltronas, cadeiras de bem-estar (tenho uma, deliciosamente estofada), mesinhas de centro, suportes metálicos para vasos de folhagens grandes... Ainda muito longe de 31 de outubro, noite de Halloween. Só que meu pensamento estaria por certo criativo e perturbado, cheguei em casa a minutos de meia-noite, e vi na minha sala uma figura feminina, ELA, que inventa ser adivinhadora bruxa Wicca dos meus caminhos, estranho manto roxo, sentada a minha espera na minha cadeira predileta. Enigma? Minha tese é que toda mulher é enigmática: decifrá-la ou ser devorado. Durante muitos anos fui cético, mas a maturidade muda e abre nossa teimosia radical e nos traz agora questionamentos. Relaxei, pensei “oh, mein Goten!” – numa fração de segundo a visão desapareceu, mas que EU vi, vi... Há explicação possível para isto? A neurociência tem algo a declarar? F I M
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Comentários dos leitores

São fenômenos que Adão, Freud ou Einstein jamais explicariam. Visões, audições, sensações. Estranho, tão estranho como a mistura de café-guaraná- saquê e pudim de casca de banana com amendoim... Parabéns!

Postado por lucia maria em 25-10-2014

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