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DEVER CUMPRIDO



					    
Minha AMIGA carioca escrevia para um amigo desde que ambos tinham 14 anos. Todo dia, nas respectivas casas em cidades longínquas, voltando da escola, a fatídica pergunta: “Tem carta pra mim?” Cartas com espantosa assiduidade. Mais dez anos, ele foi lecionar na capital e era impossível continuar morando em Campinas, casa dos pais. Não era ainda um grande ordenado e talvez só pudesse pagar um quarto......... Duas amigas, na sinagoga, souberam que uma senhora, apartamento muito grande, queria alugar um quarto. Foram precipitadas e ofereceram como inquilino um... professor de ciências. A senhora se entusiasmou e, por amizade às moças, já considerava o quarto alugado. “Mas ele é judeu, não é?” Súbito, perceberam a proposta inútil – embora não exatamente judeu, o fulano admirava o povo e conhecia a fundo a cultura hebraica. Em todo caso, levaram o rapaz até ela que – quando o viu – abraçou e começou a chorar. Cabelo um tanto alourado, olhos cor de ferrugem esverdeada, muito parecido com o irmão dela que desaparecera ainda moço no campo de concentração. Foi sincero, não era judeu, não tinha certeza da ascendência, mas um antepassado longínquo devia ser espanhol, pelo sobrenome herdado. Sefaradita? Possível... Ele só vinha para casa dormir e na mesa de cabeceira havia sempre um copo com leite ou suco de laranja e bolo de nozes com mel. Numa data qualquer, ele foi a Campinas e dormiu no antigo quarto. O carteiro em São Paulo morava no quarteirão próximo, havia um telegrama para o professor e achou prático entregar bem cedinho, antes das 6 da manhã, o porteiro do prédio começando a espanar o balcãozinho. O telegrama foi entregue no apartamento. A senhora se assustou, não entendeu lá muito bem aquele horário... mas telegrama é telegrama... devia ser assunto urgente. Ligou para Campinas e a mãe do rapaz o acordou. Ai, começou a ladainha. O professor dizia que a senhora abrisse e lesse ao telefone. A senhora se recusava terminantemente, alegava que a Constituição Brasileira não permitia violação da correspondência alheia. Diálogo numas dez etapas iguais, não-ata-nem- desata. Professor insistiu muito e conseguiu convencê-la. “Ocupada. Aguarde carta.” F I M
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Comentários dos leitores

É, assunto familiar nosso, segredo nenhum. Carteiro cumpriu o dever do trabalho, senhoria cumpriu o dever da responsabilidade, quando a moça possa ter escrito, cumpriu o dever da amizade. Parabéns!

Postado por lucia maria em 25-10-2014

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