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CASAR OU NÃO CASAR, "THAT



					    
Alto, moreno, olhos esverdeados, tornou-se a atração do mulherio local. Namoraram num tempo relativamente curto e foram morar quase no centro da cidade onde ficaram por dois anos. Ora, casamento apenas no civil, necessidade nenhuma de fazer convites, escritos ou falados. Em poucos minutos – “sim, sim – assinar aqui – casados”! Aos domingos, apareciam na casa dos pais dela como visitantes. As pessoas faziam perguntas, queriam ver a certidão que ELA nunca mostrou. Acabaram vindo morar no mesmo terreno. Aí, o cara já era vizinho efetivo e começaram os pedidos: “O senhor é alto, forte, pode trocar uma lâmpada aqui em casa?” ELE ganhava, digamos, um bombom. “Moço, a gaveta do meu armário emperrou...” Ganhava uma empada. “Está faltando água?!” (essa trancara a entrada da água, por certo de propósito, nada distraída). O próprio relatava à mulher, ELA contava mentalmente de 1 a......... (10 é pouco) e riam juntos. Passou a ficar mais atenta. Houve uma reunião para exposição e venda de produtos de maquilagem e o “solicitado” cortou madeira, doou os pregos e armou três prateleiras largas numa parede da casa ao lado. Só havia ELE do gênero masculino. Cercado, paparicado, ganhou amostrinhas de sabonete, recebeu jatos de perfume e foi beijado no alto da cabeça, ali não fica vestígio. Pausa para o lanche. Aí, começou o jogo de empurra. “Fala você.” “Não, eu tenho vergonha...” E as oferecidinhas instigando que a mais corajosa perguntasse, naquele papo furado de ‘cerca Lourenço’, definição inexata do que desejavam saber. Uma petulante perguntou se ELE era casado de verdade e porque não usava aliança. “Mas na igreja de que padre?” Explicou, na diplomacia e no didatismo calmo de Geminiano, que tinha sido apenas no fórum e logo nos primeiros dias a mulher perdera a aliança, larga no dedo anular, obviamente ELE nunca mais usou... Todas se entreolharam e uma esperta definiu: “É que se você (“senhor” até meio minuto antes) não fosse legitimamente casado com aquela chaaata.........” Não chegou a completar a frase porque ELE agradeceu o convite, com um sorriso bem cretino, deu um “boa tarde” geral e se retirou. Os pedidos de favores domésticos foram escasseando até pararem de vez. Curiosamente, as mulheres que apenas moram junto, fazem questão de comprar uma aliança baratinha, desde que seja bem larga, bem espalhafatosa, bem dourada. Aliança desse tipo costuma simbolizar o suspiroso casamento que não aconteceu... F I M .
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Comentários dos leitores

Completarei: "that is the question". O que importa é o amor, porém muito importante é o documento (duplo sentido). Aliança é bobagem. Parabéns!

Postado por lucia maria em 06-12-2014

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