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CHARLIE BROWN-FINAL



					    
Interessante! Primeira tira em outubro de 1950, criador CHARLES M. SCHULZ com 27 anos, traço precário, pobre mesmo... fracasso do personagem! Como virou depois estrondoso sucesso, ignora-se... Mais um enigma para encucar o planeta! Não piada que o apelidado SPARKY, apaixonado por HQ (muita gente coleciona recortes das páginas de domingo), tivesse feito um curso de desenho por correspondência - modernamente usa-se a Internet. Ia cedo para o estúdio e trabalhava sozinho 3 dias da semana - imagens das tiras diária s e mensagens nos balões. Os “Peanuts”, nome inspirado num sucesso televisivo da época, personagens humanizadíssimos, são de uma neurose divertida, não comprometedora, muitos sonhos fracassados, ilusões desmascaradas, autoimagem negativa ao sabor americano - valores de uma sociedade, “american way of life”: competição, matriarcado, infância mitificada e pragmatismo. Acontece que angústias e conflitos são universais. O próprio autor explicou que “felicidade jamais criou humor” e EU concordo: humor combina mais com escorregar na casca de banana que levantar feliz e triunfante uma taça no pódio! O leitor tem que se sentir inserido na narrativa e admitir-enxergar d e leve seus próprios problemas. Segundo LUÍS LOBO, a turma do Charlie Brown é uma “verdadeira análise de grupo” e todos “somos” um pouco de cada personagem. UMBERTO ECO, tremendo defensor de CHARLIE BROWN: “...o poder das imagens”. Foi lançado em 1952 o primeiro livro dos “Peanuts”, que de repente foram virando peças publicitárias, desenhos animados, roupas infantis (CB eternizado na camisa em ziguezague), objetos de higiene, material escolar etc., inclusive heróis na telona do cinema; depois símbolo de viagem espacial nos anos 60, triunfo no mundo inteiro nos anos 90. Os nomes das personagens saíram de companheiros de trabalho em Minneapolis, sua terra natal. Adultos em miniatura travestidos de crianças? Ora, mesmo uma criança pode ser ao mesmo tempo melancólica, lírica, filosófica e irônica, ter sonhos ambiciosos impossíveis de realização. Personagens de um modo geral foram sofrendo alterações lentas e sutis, inclusive de traços, mais definidos, e surgiram a irmã caçula e outros. CHARLIE BROWN - Menino de cabeça redonda meio careca, sorriso encantador, adorável, sim, mas jamais um menino comum. Tadinho - preocupado com o sentido da vida, incompreendido pelos amigos, tímido, inseguro, deprimido e atrapalhado! Treinador fracassado e principal jogador de um time de beisebol. Certa vez na estorinha um time de beisebol perdeu de 40 a 0, repetindo na ficção muitas vezes autobiográfica o que acontecera no escola com o autor... Pai de SCHULZ era barbeiro, pai do ‘menino’ idem. Na infância, autor era demasiado inteligente e estudi oso, logo transferido para uma classe mais adiantada, o caçula da sala de aula, eterno destaque intelectual, colegas se relacionavam mal com ele, ou último chamado a completar um time ou ficava de fora, jamais convidado nem para festa de aniversário, daí que preferia gente mais velha... e seu cão chamado Spike, um beagle. Bom, pelo menos uma professora incentivou seus desenhos, os demais desaconselharam a atividade artística. Incrível, não? Inveja, despeito, olho-grande? Ué, nem tudo na ‘ficção’ é ficção!!! // A GAROTINHA DE CABELOS RUIVOS - Paixão platônica e inalcançável de nosso herói... // SALLY - A irmã mais nova odeia matemática, é apaixonada por Linus e representa a contestadora da moral burguesa de Charlie. // PATTY PIMENTINHA - Sempre vai mal na escola, mas nunca perde o bom humor, e o chama de “Minduim”. Sua melhor amiga e colega de aula é MÁRCIA, míope e tímida que chama Patty de “senhor”, ambas tendo uma queda secreta por Charlie. // FRANKLIN é negro, colega de aula das duas. // LUCY (sua grande paixão, ela sendo o alterego da ruivinha?) - Representa o matriarcado americano - mandona, egoísta, pretensiosa, egocêntrica, objetiva, solucionadora dos problemas alheios, tem uma barraca de ajuda psicológica, mas se pu desse destruiria Charles e Linus. Atribui a si própria muitas qualidades: bonita, simpática, agradável, inteligente, culta... “Impossível alguém não gostar de mim.” Apaixonada (ou não?) por Schroeder. // LINUS - Irmão de Lucy, é neurótico dependente, expectativa de pânico, dedo na boca e segura um cobertorzinho de seus primeiros anos de vida. // RERUN - Irmão caçula de Lucy e Linus, adoraria que Snoopy fosse seu cachorro. // SCHROEDER - Lourinho fanático por Beethoven (deveria ser feriado nacional no aniversário do compositor!) que toca num pianinho de brinquedo, diz-se namorado de Lucy cuja presença constante atrapalha sua paixão pela música. // VIOLETA - Amiga de Lucy, coquete e arrogante, sempre fala mal da vida alheia. // PIG-PEN - Odeia banho, criticado pela turma por sua sujeira e deixa um rastro de poeira atrás de si. // SNOOPY - O amigo fiel de Charlie Brown é um cãozinho beagle, discreto nas primeiras estórias. Tem irmãos que raramente aparecem na HQ. Seu dono é o capitão do pior time de futebol do planeta, mas o cãozinho é vitorioso, bem humorado, sarcástico- mordaz-ferino, porém simpático ao mundo e feliz em sua casinha decorada com um óleo original de Van Gogh e uma mesa de bilhar - esquizofrenia pacífica, suavizada por muitos... biscoitos de chocolate. Conhece a angústia, neurose dos humanos, ri dos outros, mas no fundo sabe que não passa de um simples cão, irritado por não poder ir à escola e progredir. Defensor parcial de CB, não de todo paternalista; indiferente à prepotente Lucy. Fantasista, “é” (!) aviador mascarado da I GM, atleta, o escritor de sucesso Barão Vermelho, universitário, advogado, cineasta, crítico de arte, filósofo, chefe de passarinhos escoteiros, é amigo e protetor de Woodstock, delicado passarinho amarelo cujo idioma só o cão entende, amigos que raramente aparecem na HQ, secretário que o atormenta... - só “não é” um cão! Num certo sentido alter ego um do outro. Charlie Brown se entristece com o pôr do sol (contudo, metáfora de “chegará um novo dia...” e para o desenhista a cada dia uma nova estória) que para Snoopy é o último biscoito do pacote. É, mas se “nosso menino eterno carentinho” conseguisse chutar a bola do futebol americano, que Lucy frustrava sempre, ou encontrasse a Garotinha Ruiva para valer, cadê mais estórias para SCHULZ desenhar? Frase eternizada do desenhista: “EU sou Charlie Brown!” FONTES (de inspiração): “Os 25 anos de um menino neurótico - Charlie Brown” / “Um quarentão de muito sucesso” / “Charlie Brown, um sessentão” - Jornal O GLOBO, Rio, 5/2/75, 2/10/90 e 26/9/2010. “Cem a mil por hora” (de 1900 a 1999) - 35 fascículos - Distribuição jornal O GLOBO, Rio, 2000. F I M
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Comentários dos leitores

Eu conheço um Charles Brown brasileiro que também tem 7 (+5) e 5 letras no nome; menino peralta que não levou tantas palmadas no traseiro quantas merecia. Fracassado, não, esmerado lutador, sim. Parabéns!

Postado por lucia maria em 25-12-2014

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