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ESTÁ EM MODA FALAR DE "MEMÓRIA"?



					    
Não somos um país ou pessoas sem memória, só que o ruim é para esquecer, fazer de conta que não existiu. Apenas isto... Às vezes EU “escolho” ter lapsos de memória - melhor estar na rua e ‘esquecer’ o caminho para a casa onde só encontrarei a Senhora Solidão, minha companheira única há......... Quantos anos mesmo? Desde o ano de 20...? E não é que realmente e de fato EU esqueci? Sem memória não há aprendizado, seja acadêmico ou de relacionamento humano, as informações captadas pelos sentidos que provocam circuitos elétricos e reações químicas no cérebro. Esquecer é descartar ou pelo menos tentar descartar o pouco importante que só serve para sobrecarregar os mecanismos da memorização e deixa o caminho livre para... novidades. A nossa memória cultural está nas tradições seculares, em transmissão oral, fonte do que se sabe e se faz, seja no cotidiano ou em festas. Nossa cabeça é um arquivo organizado, um enorme baú sem fundo, o ‘museu’ particular de cada um. Memória voluntária é quase técnica e bitolada - o hábito, a mera repetição automática de um mesmo esforço, gestos condicionados: diz- se que andar de bicicleta, a cavalo ou de patins nunca se esquece... Memória involuntária não depende da nossa vontade, surge espontânea, de repente, e aqui se enquadram a comoção da memória afetiva ou preciosa, e tem a memória inventada também... Sentimentos regulam e estimulam a formação e a evocação de memórias, lembranças, recordações... De repente, do nada (não exatamente do nada, foi porque passei na porta de uma perfumaria), me surgiu a figura da avó, cheirando a lavanda, barata, mas fazia questão do frasco de vidro - se viesse em plástico, ela trocava em casa. De repente, do nada (não exatamente do nada, foi porque passei às quatro da tarde na porta da padaria /por que padaria costuma ser de esquina?/, hora exata do pão da tarde), revi a figura do meu vizinho, português de suspensório que sempre me dava um pão doce quentinho com cobertura de creme e uma bolinha de goiabada. Sempre desejei namorar aquela “boneca” ruiva, judiazinha rechonchuda, olhos verdes de gata selvagem, cabelos encacheados; a mãe dela na noite de sexta-feira nos abençoaria como futuros noivos (7 e 9 anos de idade?), me receberia para o lanche e nos repetiria estória do povo hebreu, sempre andarilho......... EU falaria dos ciganos, que sempre admirei. A qualquer cheiro de bolo de mel e nozes, minha memória inventada repete cenas que jamais aconteceram. Mnemósine era a deusa escolhida por Zeus para ser a mãe das 9 musas do conhecimento: Calíope (poesia), Clio (história), Polímnia (retórica), Euterpe (música), Terpsícore (dança), Érato (lírica coral), Melpômene (tragédia), Tália (comédia) e Urâia (astronomia). Com os escritos de Paros, descobertos no século XVII, soube-se que o poeta grego Simônides era um especialista em memorzar. Único sobrevivente de um desmoronamento durante um banquete, identificou os corpos das vítimas pelos locais em que estavam sentados. A mnemotécnica, vulgarmente chamada “decoreba”, capacidade mental relacionada a repetições, foi estigmatizada como barreira para a verdadeira aprendizagem. Amor em geral é memória de que tipo? FONTE (de inspiração): “Memória” - Revista ESCOLA, junho-julho/2003. F I M
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Comentários dos leitores

Na minha memória afetiva, o mundo parou numa noite de fevereiro, há poucos anos. Fazia calor e um galã me deu um chega-pra-lá; depois, arrependido, me ofereceu uma cena de uvas e bolo. Parabéns!

Postado por lucia maria em 25-12-2014

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