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COMO "EU" ERA ANTIGAMENTE...



					    
Durante a Idade do Gelo, a caverna era o abrigo contra o frio para a grande família Neardental, primeira tribo em organização e hierarquia, maridos como provedores de alimentos guardados durante o inverno, e as mulheres coziam os couros dos animais e faziam roupas. Como ‘homo habilis’, inventamos um machado de pedras e uma faca (ainda não serrilhada para cortar embutidos congelados), para golpear predadores animais ou humanos. Bom, não se andava mais de quatro como bichos, usávamos as mãos para segurar objetos e beliscar as mulheres, mas a grande tragédia, digamos assim, foi a invenção da fala, isso já acontecia desde os pitecantropos (em grego, homem-macaco), seres fortes e com cérebro bem maior que os anteriores. O bla blá blá feminino se tornou insuportável e começaram a aparecer candidatas a cargos de magistratura (rivalizar comigo?!) e política. No pensamento grego, a fala teria surgido de onomatopeias - imitação de barulhos, sons de animais ou atividades como quebrar um galho, jogar uma pedra na água; em outra teoria, as primeiras palavras ainda desarticuladas eram instintivas, quase gemidos animalescos, por medo, espanto, alegria, entusiasmo, dor ou......... sexo. Os primeiros sons articulados ‘podem ter sido’ uma sílaba repetida, tipo lalá, papá, mamã, nenê, mimi, vai vai, ai ai... Complicado entendermos como tais sons se transformaram na fala - sílabas, palavras e frases, no princípio da era dos metais, cerca de 6.000 ou 9.000 anos até a perfeição dos códigos linguísticos de nossos dias. Emocionante quando minha mulher veio com nosso lindo bebezinho ao colo me dizer: “Hoje ele pronunciou sua primeira palavra: piterodáctilo.” Palavra, nos abraçamos e choramos juntos. Pouco a pouco, aprendemos a dividir tarefas: homens caçando, mulheres e crianças cuidando do abastecimento de água e do fogo e extraindo o couro dos animais. O majestoso fogo afastava animais, protegia contra o frio e servia para cozinhar e assar. Nas armadilhas, caiam pequenos animais próximos às cavernas. Catávamos ovos nos ninhos, frutos e raízes eram excelentes alimentos. A carne assada durava mais e era deliciosa! Se os raios da tempestade atingissem uma árvore, corríamos para pegar os galhos em chamas naturais e trazer para a caverna. Evoluídos em ‘homo erectus’, passamos a esfregar palitos num pedaço de madeira ou uma pedra na outra e assim domesticamos o fogo “rapidinho”. Antes, dormíamos amontoados uns cima dos outros para nos aquecermos, passamos agora a algum isolamento nas horas... íntimas (leitor entendeu muito bem), as escuras cavernas agora transformadas em casas - nova e mais organizada estrutura social. Grupos iniciaram um primitivo comércio na base do troca-troca. Ainda nômades, sem ideia de agricultura num lugar fixo, ficava-se onde a caça era abundante; na escassez, ‘ciganeávamos’... Em todo caso, alguém inventou o arco e a flecha, um salto na evolução da espécie humana: caça, como arte masculina, e os jovens eram admirados e assim conseguiam casamento com moças de clãs importantes. Logo surgiram as fêmeas que inventaram agulhas de osso e, com fios de palha, criaram ateliês de costura e sede para fofocas. Nessa mesma época, em grupo, evoluídos para ‘homo sapiens’, as primeiras aulas de educação artística - desenhos e símbolos nas rochas das cavernas; havia quem acreditasse no Divino e na vida após a morte, nunca impedi tais desenhos votivos, embora em sendo agnóstico. Fui dedurado em 1974 com a descoberta, na Etiópia, da minha encantadora amante Lucy, vinte e cinco aninhos... Coincidência que, no dia da exploração arqueológica, o rádio tocava “Lucy in the Sky with Diamonds”, dos Beatles, e ela gemeu baixinho para mim: “Mein Love, está tocando our musique.” /Sempre tentou ser poliglota, mas ela mistura tudo.../ - - - - - Verdade científica - 10 ou 3 milhões a 1 milhão de anos, Australopiteco; de 1 milhão a 500 mil anos, Homo Habilis; de 500 mil a 100 mil anos, Homo Erectus; de 100 mil a 30 mil anos, Homo Sapiens Neandertal; de 30 mil a. C. até hoje, Homo Sapiens Moderno. EU, Rubemar, cheguei aqui são e salvo! FONTES (para inspiração): “A vida nas cavernas” - Revista Disney Explorer, ano I, nº 5. “As Origens do Homem” - Suplemento O Globinho, Rio, 31/3/91. “Do grito à linguagem” - Revista O Correio da UNESCO, FGV, Rio, Nov./72. F I M
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Comentários dos leitores

Esse "eu" narrador devia aproveitar a intimidade da caverna para conversar 10 minutos com cada uma - não havia ainda bete-papo em rede social às escondidas... Quantos "Rubemarzinhos, Ricardos, Luanas", hein? Parabéns!

Postado por lucia maria em 25-12-2014

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