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ESTÓRIAS DE TRANCOSO



					    
Num certo sentido, acho que sou um ‘trancosinho’... O próprio José Lins do Rêgo citou em “Menino de Engenho” a velha Totonha que ia de engenho em engenho contando estas estórias. (Igualmente chamadas estórias da carochinha ou do arco-da-velha.) É certo que havia um preceptor ou mestre de humanidades em Lisboa, chamado GONÇALO FERNANDES TRANCOSO, nascido na Beira, Portugal, entre 1515 e 1520, ‘estoriador’ (existe essa palavra?) muito antes do nosso também contador de estórias curtas e longas, JLR, dinamizando situações classicamente maniqueístas, ou isso ou aquilo, ou o bem ou o mal. Vejam bem: não estórias do Trancoso: na minúscula, a semântica explica o conto como sendo algo irreal, fábula, lenda. Consta que, durante a peste de 1569, perdeu esposa em Lisboa, um casal de filhos moços e um neto, e por 27 anos, um dos primeiros contistas da língua portuguesa, usou a literatura para tentar esquecer as dores íntimas. É possível... Letras são lenços abstratos que enxugam lágrimas. Bom, já houvera Bocaccio... e também uma peste parecida. Seja estorinha de tradição oral ou provérbio, é sempre exemplo a ser seguido - escolher entre o certo e o errado, prêmio ou castigo, céu ou inferno... Título do livro dele: “Contos e Histórias de Proveito e Exemplo”. Essa literatura de moral e exemplos atravessou o Atlântico ainda em tempo de Brasil-Colônia e “nadou” junto com os heróis europeus da Idade Média - Carlos Magno, os Doze Pares de França, Roland (que aqui virou Roldão) e outros. Consta que já chegaram impressos (não me corrija, caro leitor: digitados só agora) a partir de 1575 e ensinariam virtudes, em especial para as classes menos favorecidas, as indicadas para baixar a cabeça, se a tiverem, e obedecer. O autor teria sido um homem de fé? Tudo indica. Moral ninguém prega ao acaso sem o rigor de exercê-la. Sou apenas um distraiador, um trancosinho, um Dom Baratão. NOTA DO AUTOR: CAROCHA - Em Portugal, nomeia besouro, escaravelho e barata. Imagine-se uma grande barata cascuda, traje marrom brilhoso, professora, óculos de grau (no mínimo, impõe um pouco de respeito e dá ar de intelectualidade), contando estórias para os miúdos. “Dona Carochinha, estou apertado, posso ir lá fora um minutinho?” Carocha, barata, baratinha... Estórias da Dona Baratinha, expressão generalizada a partir da baratinha que tinha dinheiro na caixinha e......... F I M
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Comentários dos leitores

Certa vez ganhei um livro infantil de Portugal, com este desenho da barata na capa, que deve ser secular, adaptado no Brasil pelo eterno Monteiro Lobato. Aprendi. Parabéns!

Postado por lucia maria em 27-12-2014

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