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Nasci depois... O que conheci, é de “ouvir falar” ou pesquisar. O contar estórias é nitidamente atemporal, visto que desde os primeiros escravos trazidos para cá mitos e lendas vieram na bagagem: literatura oral. Deuses e bichos. Na África, esses narradores de contos, de acordo com a região, eram chamados de ‘dialis’, ‘griotes’, ‘arojins’, ‘ologbo’, ‘akpalo kpatista’......... Heróis-bichos falantes confraternizavam com deuses e pessoas. Aqui, houve o paralelo com o fantástico indígena – pousos naturais habitados por mães-d’água, sereias, guerreiros, aves encantadas, animais protetores do meio ambiente. E tudo costurado com a cultura do branco europeu em que se mesclavam reais/rainhas, príncipes/princesas, madrastas, gigantes, anões, sereias, fadas e bruxas. Delícia o imaginário, o folclore nacional! Modernamente, nos nossos dias, a intertextualidade em livros e na televisão – ler ou ver e a origem está no encantamento indígena, africano e em especial nos contos de fada, fácil de se perceber. Quem mais divulgou nossa “misturinha coloridinha” (linguagem da minha AMIGA carioca) foi o paulista (!!!) MONTEIRO LOBATO, super avançado num tempo bastante conservador e ferrenho, o ‘status quo’ em que ‘tudo- deve-permanecer-nunca-transformar’, ele passando por cima de críticas ou adversidades (não era louco na ferrenha defesa do nosso petróleo). Mais tarde, na tevê, década de 70, visita às aventuras acontecidas com a turminha do SÍTIO DO PICAPAU AMARELO... Lado a lado os aspectos útil e lúdico. Há notícias escassas e esparsas de publicações infanto-juvenis no Brasil ao final do século XIX, “Vida fluminense” em 1869, e “Jornal da Infância” em 1898 – na Europa bem antes disso. Ao início do século XX, surgiu a revista O TICO-TICO – hoje pensada como símbolo de uma época -, fundada em 1906, com vendagem expressiva, provando não ser literatura menor e sim para menores – desculpem meu trocadilho infame! Grande vitalidade. exato meio século de vida. As atuais atrações são em maioria norte-americanas (alguns heróis surgiram em tempo da II GM) ou japonesas (mangás). Muitos personagens intergalácticos, mas de inspiração greco-romana – espadas e armaduras, trajes de astronautas, guerras e sequestros, tudo sob o signo da violência. Ironia ou não, se perguntassem a Ruy Barbosa, no Senado, qual sua fonte de informação, a eternizada resposta era: “Li n’O Tico-Tico.” Pode ser. Alguém duvida? Outro constante e confesso leitor era Carlos Drummond de Andrade. A expressão “tico-tico”, em letra minúscula, metonimicamente passou a nomear os jardins de infância, “escolas (iniciais) de tico- tico”, de garotada miúda; e o termo “gibi”, título em letra maiúscula de uma revista dos anos 50, generalizou-se a todas as revistinhas de HQ com estórias completas – começo, meio, desfecho. Contudo, a partir de 70, a literatura infanto-juvenil – inovadoras revistas de quadrinhos, algumas com encartes de jogos e brincadeiras, e livros – foi caminhando numa corrente realista, em que mitos e lendas gradativamente cederam lugar a questões familiares e sociais, às vezes com técnicas de humor-ensinamento, as figuras de rei- rainha aparecendo ridículas ante contestadores príncipe-princesa, e discussão mais séria sobre as novas famílias, na era do divórcio, casas onde filhos passaram a ser ‘os seus, os meus, os nossos’... num convívio aberto e franco. A vida não é cor-de-rosa sempre. “La vie em rose” é apenas uma canção... estrangeira. FONTES: “Ruy Barbosa: Li n’O Tico-Tico.” – Revista Cespaulista, SP, ano II, n. 11, junho/78. “O Tico-Tico e a literatura infanto-juvenil” – D. O. Leitura, SP, ano 11, n. 122, julho/92. F I M
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Comentários dos leitores

Ganhei muitos livros e revistinhas mesmo antes de saber ler... talvez por isso eu fale demais, como a Emília... Emocionante um dia visitar em Taubaté o Sítio do Picapau Amarelo. Parabéns!

Postado por lucia maria em 29-12-2014

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