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DIAS TRAVADOS E TREVOSOS



					    
Moram na mesma casa – uma só cama grande –, porém marido e mulher, ELE caladão, ELA em recorde máximo de tagarelice, conversam às vezes piadisticamente via computador, só para causar suspense romântico e lembrarem tempo ainda recente, cada um numa cidade. Na noite de quarta-feira, belezura. Boa noite por escrito e uma noite “muito boa”... ELA não reparara o último minuto dele ao computador. Outro dia. Exausta, não o viu sair para o trabalho pouco antes das seis horas. Na empresa, ELE tem facilidade para Internet e ainda leva de casa o tablet que mulher chama de “chocolatão”... Há uma secretária, “bonitinha e ordinária” (mulher dele intertextualizando Nelson Rodrigues), que facilita tudo (não exatamente “tudo”......... ou esposa o caparia em um minuto) para o galã. Assim, ELA foi espiá-lo em Facebook e viu no horário de 23:25 um “monstro”, ou seja, a foto perfeita de um bicho horrendo, grosso, que numa fração de segundo ainda lhe pareceu um almofadão marrom redondo. Quando reconheceu a figura, sentiu-se muito mal, entrou em desespero, tem inexplicável e paralisante pavor; fez parede com os dedos entre os olhos e a telinha, havia outro desenho acima desta imagem, agora de Halloween, ELA ainda teve forças para escrever “M O N S TR O!” – depois, e-mail para o marido, usou letras maiúsculas, que a própria censura em outras pessoas como agressão, e talvez três exclamações. ELE jamais acreditaria neste horror exagerado. Pressão arterial pode ter subido, taquicardia, sentiu até uma tonteira. Aí, teve que pedir ajuda ao jornaleiro italianado, bonitão, que recita de cor poemas de Dante, à tarde terceiranista de Direito, banca enorme na porta da padaria de esquina, para levá-la em emergência ao posto público de saúde; pior é que a atendente anotou como ‘esposa grávida’ (“Quem dera!” – disse o fã...), médico sorriu, não quis escutar sobre a imagem aterrorizadora da ‘cob...’ e deu um tranqüilizante leve. Mais alguns e-mails para o marido, frases poucas, agora sem letras grandes, “...EU não merecia tal coisa que pode ter sido intencional para nunca mais (o nunca mais dela é “uma hora”) espiar o seu Facebook” – caro leitor, denuncio dele muitas fotos ‘mudas’, cultuadas, de amiguinhas que nunca escrevem nada... ELE veio do trabalho, leu o que faltava, respondeu com recado simples que ELA era (sempre!) melodramática, usou a palavra “afetuosamente” e que conversariam mais tarde. Faculdade noturna. Se algo desagradável aconteceu fora de casa, não contou... Entrou parecendo louco-furioso, tênis atirado longe, serviu-se de água gelada e largou garrafa deitada na pia, molhando o chão. Escreveu e-mail em mensagem agressiva, não esclarecendo má fé ou casualidade em escolher tal figura (antes, tinham sido 11 e mais 4 outras, mistas, ambientes variados, vestimentas esquisitas, que ELA – ainda no tempo da felicidade – percebeu/adivinhou não históricas e sim apenas antigas imagens hollywoodianas: tem até um elefante-1948), e ainda a acusou injustamente de ter usado há tempos no Facebook a letra inicial de um xingamento... Demais!!! Quem cresceu nunca dizendo ‘nomes feios’, jamais escreveria numa rede social, que todo o planeta lê. E xingar um Príncipe Gigante? Injustiça! Marido marcou de “conversarem somente no domingo’. E assim aconteceu. Houve o tempestuoso final da noite de quinta, manhã de sexta em que ELE saiu ainda muito mais cedo, pouco além de cinco horas (a pobre vítima fingiu dormir) e voltou ainda muito mais tarde, talvez um inocente bilhar, botequim aberto até meia-noite (a coitada – na cama, olhos fechadinhos – apenas pensou “Boa noite, Cigano!”)... Já haviam acertado antes – sábado, hora extra o dia inteiro na empresa bem longe, zona industrial, consertando peças com falhas na confecção, que ELA apelidou de “parafusos quadrados” e mais recentemente “triangulares”... Não o viu sair, não o viu chegar. Viu!!! Mas de olhos semicerrrados, bancando entregue a Morfeu. Angustioso domingo amanhecendo........................................ Agora é ponto de interrogação: ????????? O pai não a receberia de volta... Devaneou. Sair do Brasil. Agora Roma, Florença, Veneza, Milão, Capri... Filhos gêmeos: Paolo e Pietro. Bruschetta, tagliatelle, ravioli... F I M
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Comentários dos leitores

Itália utópica. Se em casa, a temperatura está oscilante, solução talvez seja uva italiana, um Chianti, uma circulada na Via Veneto... Fantasia não! Despreza a princesa de casa, resultado ruim. Parabéns!

Postado por lucia maria em 05-01-2015

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