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CARTAS ANTIGAS...E SELOS



					    
Cartas hoje podem vir de avião, submetidas a uma triagem mecanizada. Ah, existem e-mails! Tudo bem, mas o carteiro ainda nos traz contas a pagar... e multas de trânsito. No ‘ultra’ passado, os homens se comunicavam através de tambores e fumaça. Consta que as cartas pré-históricas eram cunhada em pedras, mais tarde tomaram a forma de plaquetas de argila e depois rolos de papiro. O mais antigo serviço de entregas pelo correio existiu na China, por volta do ano 4000 a. C., porém a mais antiga carta foi enviada por Amenófis IV, faraó do Egito, a Kadashman Kharle, rei da Babilônia, no século XII a. C., rotas percorridas a pé, estradas perigosas... e chegou ao destino. O historiador Heródoto escreveu que os persas copiaram o sistema de correio egípcio, aperfeiçoando com cavalariças e trocas em distâncias regulares, descansando cavalos e carteiros - “nem neve ou chuva ou calor detinha esses mensageiros”... ‘Angarion’ era o serviço do correio grego e ‘astandes’ eram os carteiros, correspondência organizadas em categorias: ‘epistolai’ (cartas) ou ‘culistoi’ (comunicações governamentais) - sistema muito falho. No ano 490 a. C., o general ateniense Melquíades venceu os persas em Maratona, enviou um mensageiro a Atenas para comunicar o fato e o escolhido foi Filipedes, famoso por sua velocidade, que percorreu o trajeto de 42 quilômetros a pé, caindo morto às portas da cidade, conseguindo transmitir a mensagem numa única palavra: Vitória! O “correio aéreo” de fenícios e cretenses empregavam pombos ou andorinhas. Quando o império romano foi destruído, o sistema postal ruiu junto e cessaram muitas comunicações entre os povos europeus até o inicio do século XIV, quando Marco Polo, um viajante veneziano, relatou que no império chinês de K ublai Klan (1216 / 1294) havia um sistema postal com 10 mil agências e 200 mil cavalos, de um lado a outro do país, as cartas correndo distâncias às vezes de 400 a 450 quilômetros no mesmo dia. Astecas e incas também tiveram excelentes serviços postais, mensageiros a pé tratados como embaixadores. O rei europeu punha seu sinete na carta para que ela seguisse o seu destino. Na Grã- Bretanha, quem pagava o serviço de correio era o destinatário; o rei Eduardo IV estabeleceu um sistema postal destinado inicialmente para o transporte de correspondência oficial, pouco a pouco estendido a toda a população. Em 1840, o inglês Rowland Hill inventou o selo adesivo, perfil da rainha, primeira emissão no dia 6 de maio, com enorme repercussão mundial, pequena tarifa paga pelo remetente. Em 1843, o Brasil foi o segundo país do mundo a criar um selo nacional, o famoso ‘olho-de-boi’, nome popular pelo seu desenho, de 30, 60 e 90 réis. No Brasil, o carteiro Paulo Bregaro entregou a D. Pedro I as cartas que provocaram no príncipe regente a decisão de proclamar a independência do país - escolhido para ser o patrono dos correios no Brasil. O termo ‘epistolar’ deriva etimologicamente do latim e quer dizer ‘carta’. Num tempo não muito antigo, os jovens tinham ‘amigos epistolares’, hoje usam o correio eletrônico em tempo real. O primeiro documento da nossa história é a carta que o escrivão Pero Vaz de Caminha escreveu ao rei português Dom Manuel; e também cartas de concessões no Tratado de Tordesilhas marcaram a colonização do país. No filme CENTRAL DO BRASIL, a personagem Dora, no Rio de Janeiro, escreve cartas para analfabetos que precisam se comunicar com parentes em localidades longínquas. A distração de colecionar selos chama-se filatelia. Nosso autêntico ‘olho-de-boi’ vale uma fortuna por sua raridade. ------------------------------------------------------------------------- FONTE: “Gira mundo” - Revista NÓS DA ESCOLA, SME, Rio, nº 62 / 2008. F I M
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Comentários dos leitores

Li que os clubes de correspondência com desconhecidos surgiram na I GM através de Winston Churchill... Amo envelopes e cartas, mais emocionantes que certos e-mails magros de amigo preguiçoso... Parabéns!

Postado por lucia maria em 08-01-2015

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