Página inicial do portal Autores & Leitores
Quem  |  Autores  |  Leitores  |  Associados  |  Mural  |  Dúvidas  |  Contato  |     PUBLICAR    |
Entrar | Registrar
 Esqueci minha senha
Anúncio ebook Vigilante

Área dos LEITORES

Colunistas

Autores Consagrados

Quadrinhos

Bibiotecas Virtuais

Livros

Novos autores

Downloads

Lançamentos

Ofertas

Informações

Autores & Leitores  >  Leitores >  Novos

Apresentação de trabalho publicado

Caro leitor,

Sinta-se à vontade para ler este trabalho e deixar seus comentários.

Bons Textos!




< Visite a Página Pessoal de ATHINGANOI >


CARINHOSO RUDE



					    
ELE explodia com facilidade, ou seja, horas calado ruminando uma raiva imaginária e nem sabia direito porque brigava com ELA - simplesmente estava com vontade e pronto. Implicava... ou de repente citava uma palavra de origem grega, “hypnos”, ou em alemão (idioma de Freud), “angst”, ou palavra composta ou terminação, porém existente em dicionário e ‘traduzia’ para ELA como doença psicológica feminina, o que a deixava (aí, sim!) louca-furiosa. Raiva contra ELE durante um segundo, apenas: ‘menino grande’ criativo... Em festa ou reunião a que forçadamente o CASAL tivesse que comparecer, enquanto ELA conversava com outras mulheres, tudo bem, ruim quando ELA se aproximava dele no grupo masculino, cumprimentava e entrava na conversa. Não, ELE “não era” nada ciumento, mas cuidava do que lhe pertencia, ‘apenas’ isto... “Vamos para casa porque você já conversou muito e está can-sa-da (pronúncia bem silabada, rít-mi-ca).” Oh, sim, ELA se despedia com um adeusinho geral. O cara pegava no braço da mulher e a conduzia na direção do carro - secretamente ELA adorava o gesto machista, mas se dizia feminista, como concordar?! Sentimento dúbio. Em casa o acerto de contas era ELE dormir... no sofá. Ir, ELE até ia para o ‘castigo’, mas depois, como “era” sonâmbulo, vinha para a cama, trazendo travesseiro, lençol, coberta e também... muito amor carinhoso. (Arrependido?!) No final de algum tempo, ELA percebeu que ELE era apenas um carinhoso rude e passou a chamá-lo assim, quase como um apelido - o machão que dava flores e censurava o menor copo de cerveja que ELA tomasse, que fazia poesia de amor e implicava com uma calça comprida um pouco mais ajustada, que trazia o sorvete predileto e tentava proibi-la de dar bom dia ao jornaleiro bonitão. Bolou um truque fantástico. É, sim - um tanto perigoso. O telefone passou a tocar com uma certa constância. Se marido atendesse, ninguém falava. Se mulher atendesse, dizia apenas “Oh, sim, sim...” - alegava engano, desligava. Marido um tanto assombrado. Um dia ELE fez um exame de consciência mais sério e percebeu que era de fato um carinhoso rude. Não mudaria seu estilo, mas ELA o aceitava com estes defeitos, estas bobeiras todas. Acertaram. Ser brigão, gritão, invocadão, bobão somente às terças e quintas, amorosíssimo nos demais dias. E não é que deu certo? F I M
Copyright ATHINGANOI © 2015
Todos os direitos reservados.
Este trabalho já foi visitado 189 vezes.

ENVIE este trabalho para um(a) amigo(a). ESCREVA para ATHINGANOI.

Comentários dos leitores

Às terças e quintas, mulher o calaria com um beijo antes das seis e após o jantar. Carinhoso rude é o bobo alegre que quer mostrar macheza o tempo todo. Parabéns!

Postado por lucia maria em 19-01-2015

COMENTE ESTE TRABALHO, DIZENDO QUAL FOI A IMPRESSÃO QUE ELE LHE CAUSOU.





AJUDE-NOS a manter o bom nível deste portal!

Se você achou que este texto é ofensivo, imoral ou que fere
a nossa POLÍTICA DE USO, por favor, AVISE-NOS!




Autores & Leitores
  • Copyright A&L © 2005-2013
  • Todos os direitos reservados.