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BANQUETE ÀS AVESSAS



					    
Diz-se que Deus teria prometido (a mim é que não foi...) “uma terra excelente ... água profundas ... de trigo e de cevada, vinhas, figueiras, romãzeiras, óleo de oliva, mel” etc. etc. etc. Sim, o paraíso dos hebreus após 40 anos vagando pelo deserto. Galileia? Sim, onde Jesus (existe falar ex-judeu?) viveu uma boa parte de seus 33 anos... ANA SARA, minha AMIGA judia, moradora do 8º andar, secretária nas reuniões de condomínio onde sou petrificado síndico, resolveu me oferecer um banquete de “pré-aniversário”. Marido tirou a mão do bolso e fizeram curta viagem a Israel, principalmente ao norte do país, e voltou cheia de ideias e... receitas. Em segundos percebi que EU estaria sendo usado como cobaia, mas o peixe é fisgado pela boca e......... aceitei. Também presentes, é claro, o marido docemente pacífico e os filhos DAVI (criança ou anãozinho revolucionário?) e DÉBORA (ainda bonequinha angelical), estes com pratinhos menos ‘perigosos’. Na atualidade, várias culturas misturadas e a boa comida impera, independente de etnias estanques. Nem tudo é “kasher” (a severa lei religiosa judaica proíbe, por exemplo, carne de porco e também leite e carne na mesma refeição). Metade da população da Galileia é de judeus ashkenazitas (europeus) - comem massas, pães, batatas, carnes defumadas, cozidos - e sefaraditas e mizrahim (orientais) - comem peixe, vegetais, grãos, frutas, temperos; a outra metade é de drusos (árabes muçulmanos) e cristãos - risotos de carne, vegetais fritos, quibes, grão-de-bico, berinjela, talvez algum fast food nas ‘horas vagas’... Bom, ELA trouxe ingredientes originais israelenses (não consegui adivinhar ‘aquilo’ como sendo cordeiro seco, desidratado) e incríveis temperos - água de flor de laranjeira, cuminho, cardamomo, gergelim, papoula e outros. Apresentou o cardápio: pasta de vegetais e azeitonas na torrada, depois creme de pepino, cuscuz marroquino, torta de queijo feta (ou de ovelha?), arroz com maçã... e por sobremesa geleia de figo com nozes. Domingo de carnaval e nossa fantasia era de... gulosos comensais. Veio a entrada, as delicadas torradinhas, um “internacional” refrigerante de cola e um vinho especial, usado também nas cerimônias da sinagoga. Conversamos animadamente e ELA ia me explicar sobre kibutz (cooperativa agrícola) no sul de Israel, deu a entender um certo fracasso, distopia comum nas sonhadas utopias...e......... ...nenhum explosivo dentro de casa, porém um estouro que causou medo. O que foi, o que não foi, barulho vindo da cozinha. Bom, aqui na nossa cidade não existem tais perseguições entre os povos. Corremos ao local do som ‘esquisito’. A menina, ainda indecisa entre o engatinhar e o andar, saíra do quarto meio deslumbrada, narizinho para cima respirando ares ‘diferentes’, e caminhara exatamente na direção do fogão. Dom Quixote de plantão, na tentativa de salvar a irmãzinha, encostou-se no eletrodoméstico - “Não reparei onde”, alegou depois como defesa -, sentiu nas costas um calor intenso e se sacudiu sem controle algum. Arrastou a pequena abusadinha por poucos centímetros. Desta vez, tragédia judaica, não grega. O fogão inclinou-se, talvez dois pés anteriormente desatarrachados, e as panelas caíram, saltitantes e alegrinhas (todas!), ao chão. Tudo espalhado, colorido versátil. Tudo junto e misturado, como alas de passistas no Sambódromo carioca. A reinvenção dos pratos da minha infância. Almoçamos batata frita e o clássico pão francês com ovo frito. Poedeira estrangeira cacarejando “Shalom”? Talvez, quem sabe?! --------------------------------------------------------------------- FONTE: “Toscana israelense” - Jornal O GLOBO, Rio, 5/5/12. F I M
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Comentários dos leitores

Nossas ruas da SAARA devem corresponder à sua 25 de Março. Eu convido ou você convida? Cavalheiro tradicional paga tudo. Conto espetacular. Parabéns!

Postado por lucia maria em 24-01-2015

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