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CONTO DE FADAS (às avessas) & MITOS



					    
Tradicionalmente, os contos de fadas se baseiam no maravilhoso e na fantasia, que mistura situação real com o que ‘seria’ o ideal, com final feliz, para sempre. O carioca VINÍCIUS contraria este sonho – “...que seja infinito enquanto dure”. 1 - CHARLES PERRAULT (1628/1703) – Escritor francês que recolheu narrativas e publicou “Os contos da Mãe Gansa”, incluindo “A bela adormecida”, “O pequeno Polegar”, “O gato de botas” e outros. 2 - IRMÃOS GRIMM – Jakob Ludwig Karl (1785/1863) e Wilhelm Karl (1786/1859), de Hanau, Alemanha, também nada mais fizeram que anotar histórias, lendas e superstições populares, sagas estas que depois viraram estórias repetidas através do tempo e do espaço. Na maioria das narrativas, maravilhas onde as fadas aparecem + encantamentos por metamorfose graças a magias sobrenaturais. Contos muito mais no mundo do sonho. Todo mundo sabe de cor que o “Espelho, espelho meu (dela)...” não deu a menor confiança, não adulou o poder, o trono, a coroa de ouro, e – embora ela com um lindo traje avançado para a época – não elogiou o vestido parisiense de costas nuas, simplesmente sapecou direta na ‘coroa’ Rainha a resposta de que a BRANCA DE NEVE era mais bonita... (Li duas versões sobre a figura da madrasta nos contos de fada. Não exatamente megera, porém “uma forma da criança exprimir sua raiva em relação à própria mãe” (BETTELHEIM), mas foi adulto quem escreveu a estória... Num tempo bem antigo, a segunda mulher seria mais jovem, mais sensual, inteligente e poderosa, daí considerada má e bruxa – machismo da época, temor às mulheres; ainda não existia divórcio facilitado, segunda mulher no caso apenas de não existir mais a primeira, madrasta nem sempre no papel sadio e benfazejo de mãe substituta.) Em contrapartida, se apenas para chatear, não sei, mas o tal lenhador convocado, assobiando ou cantando à capela, usa o livre-arbítrio ou pensa na lei severa do infanticídio, e libera a menina para fugir. Bom, se a matasse, não haveria estória – mais um cadáver anônimo no IML meses e meses... sem identificação. Também aconteceria uma bela encrenca, o tal ‘triângulo amoroso’, se o PRÍNCIPE que beijou e acordou a BELA ADORMECIDA fosse casado. Porque naquele tempo longínquo um simples beijo era compromisso muito sério... casamento ou prisão perpétua (EU ia escrever esquartejamento, que seria “rima e solução”, como talvez dissesse DRUMMOND, porém desagradável sujar de sangue o meu notebook recém- estreado, comprado cabalisticamente em 3 – número importante nos contos... – prestações). Pior se ela já acordasse mal-humorada pedindo uma aia somente para escovar seus cabelos o dia inteiro, uma tevê maior exclusiva para telenovelas ou uma bicicleta ergométrica de ouro. Mulher chaaaaata! Bom, EU – príncipe desencantado –lhe entupiria a boca, talvez com bombons de cereja ou balas açucaradas de damasco (sumiu das doçarias há tempos); ah, muito melhor seria beijá-la novamente para readormecer ou virar uma ratinha, digo, uma sapinha. Numa paródia, minha reinterpretação mudando o sentido da estória: na fase inicial a princesa dorminhoca há 100 anos e a ação transformadora tradicional é a cena do beijo, fase final com o acordar e casarem-se... Pois é. Nada como uma nova ação transgressora – segundo beijo e retorno ao lindo soninho dentro da caixa de vidro, liberdade para mim, príncipe andarilho... leve e solto como águia voadora. 3 - HANS CHRISTIAN ANDERSEN (1805/ 1875) nasceu na Dinamarca, grande e valente ariano do dia 2 de abril, de família muito pobre, sonhando em ser um escritor, como sempre estórias baseadas no folclore do país. Escreveu uma autobiografia: “O conto de fadas de minha vida”. Mistura de maravilhoso + realismo. Contos muito mais no mundo da realidade. Dele, “A menina dos fósforos” é um conto lindo, mas extremamente triste, mito pessimista com final trágico, moralismo sobre a crueldade do mundo e que desperta compaixão no ouvinte ou leitor. Sim, porque o herói mítico sofre transfiguração para a vida eterna no céu – ele morre ou desaparece para sempre. 4 - MITOLOGIA GREGA – E Ícaro, hein?! Hedonista, prazer sem limite, Quem se lembra do primeiro “avião” sem ser máquina de metal? Ele teimou: “Trabalhar sempre, vencer talvez, desistir nunca” – parece promessa de candidato político... Apesar da advertência do pai, morreu afogado no mar depois de se aproximar demais do sol com suas asas de cera. Paradoxal, caro leitor! Aos 47 anos, refletimos tardiamente que – somos pais – a verdade estava/está nos mais velhos... A diferença significativa está no final da narrativa: O CONTO é otimista, essencial aqui, positivo (+), final quase sempre feliz – otimismo essencial. Segundo JUNG, arquétipos. Presença constante de coisas fantásticas, figuras sobrenaturais e da sorte, como merecimento em personagens, digamos, ‘virtuosos’. O MITO é pessimista, penetrante aqui, negativo (-), final quase sempre trágico – pessimismo dominante. Segundo FREUD, material reprimido. Outro exemplo em ANDERSEN é “O soldadinho de chumbo”, “Sereiazinha”, “Os sapatinhos vermelhos”, sendo que “A rainha de neve” está perto de ser um verdadeiro conto de fadas, Em linguagem mais complicada: CONTO DE FADAS – integração do ego satisfeito com os desejos do id – o outro = nós: dimensões humanas. Personagens são pessoas muito parecidas conosco: “A bela e a fera”, “Chapeuzinho vermelho”, “Cinderela”, “João e Maria”, “O pequeno príncipe” (criação recente). Mesmo sem nome específico, são o pai, a mãe, a madrasta, irmão-irmã... seguidos de perto por fadas, feiticeiras, anões e gigantes. MITO – exigências do superego em conflito com uma ação motivada pelo id e com os desejos autopreservadores do ego – herói particular: dimensões sobre-humanas, personalidade ideal. Nunca mortal consegue enfrentar os desafios dos deuses: Édipo (grande mito freudiano), Teseu, Ícaro. NÚMEROS - Importante a presença do número 3 nos contos de fada. Comum a figura do terceiro filho ou príncipe arrebatador. Água, terra e ar são elementos indispensáveis à vida, o fogo é destruidor. Porque o número 1 somos nós mesmos em relação com o mundo; o 2 é um grupo ou casal amoroso ou marital; o 3 é a união familiar. E mesmo porque, tudo na vida tem princípio, meio e fim. Em DANTE, inferno, purgatório e céu. E em psicanálise, são os 3 aspectos da mente – id, ego e superego. E há reiteração, até maior, também do número 7, este obviamente ligado à simbologia esotérica dos números que influenciaram as religiões e filosofias antigas. - - - - - HQ – “Urbano, o aposentado”, de A. Silvério – 8 quadrinhos. Dona Marlene, aposentada (professora?), loura artificial, passa batom ante o espelho mudo, calça jeans e camisa vermelha, óculos de super grau, vai passear na pracinha e nos bancos estão em cochilo (onomatopéia ‘z z z’) três companheiros de tagarelice útil/inútil, seu Urbano (advogado?) com livro aberto nas mãos. De repente surge um sapo verde saltitante (onomatopéia ‘croac!’): “Ei! Beije-me! Sou um sapo encantado!” Ela o beija, sapo sorri e (onomatopeia ‘buf!’) surge a figura de um príncipe, traje característico, porém... extremamente velho, careca, óculos de grau forte pendente no nariz, estrelas gráficas como dores físicas no corpo inteiro, que explica à mulher literalmente boquiaberta: “Decepcionada? O que esperava encontrar nesta pracinha?” - Jornal O GLOBO, Rio, 28/10/01 NOTAS DO AUTOR: Procurem conhecer os livros “A psicanálise dos contos de fada”, autor BRUNO BETTELHEIM, e “Panorama histórico da literatura infantil / juvenil”, de NELLY NOVAES COELHO. CANTAR À CAPELA – Termo de origem italiana – vem da prática do canto gregoriano, instituído pelo papa Gregório Magno ao final do século XVI: canto sem acompanhamento instrumental (como fazia a torcida brasileira na segunda parte do nosso hino, durante a /fatidiquinha?/ Copa do Mundo). F I M
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Comentários dos leitores

Amo pesquisas bem desenvolvidas e ais ainda as HQ resumidas perfeitinhas, a ponto de vermos as 'imagens'... Parabéns!

Postado por lucia maria em 09-02-2015

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