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CASAR NÃO DÓI!" QUEM DISSE?



					    
Quem disse que casar... não dói? Namorou, tapeou, enrolou, mas não teve como escapar diante de um trabuco de pai nordestino. Deu-lhe tão violenta pancada na orelha que ficou sete dias inchada. Explicaram que cartório era dispensável, assinaria civil na igreja, minutos antes do religioso. Para ser expulso pelo padre, ele (grande zagueiro) de calça jeans desbotada-rasgada e camisa vermelha, de malha. Pároco moderninho (grande goleiro) nem ligou... Poucas pessoas nos bancos – noivo pedira casamento sem alarme e sem alarde, e o próprio padre ameaçou as mulheres com inferno, intimando algumas poucas beatas a comparecerem com punhados de arroz. Santo das causas difíceis?! Escolher entre Expedito (causas justas e urgentes) e Judas Tadeu (santo dos desesperados). Correu de um altar a outro......... “Minha forca!” Ainda era 8 de abril, niver dele, um tanto longe do dia 21. Noiva atrasada uma hora. Duas horas. Foram saber. Antiquíssima rivalidade secular por sobrenome. Motivo esquecido. Foi assim. Num duelo, W matou X, vice-versa na mesma hora, dois tiros, tum-tum!!! Aí, a família W tornou-se radical inimiga da família X e uma caça os outros descendentes-parentes-entes onde quer que estejam. Matam-se como quem cospe um caroço de azeitona. Fácil identificar. Muito simples. Conferir sobrenome W ou X, origem da cidade Y, do Estado Z – função do matador profissional é só dizer ‘chegou-sua-hora- cabra-safado!’ - chama de ‘cabra’ e mata o ‘bode’... Avisados por telefone, noiva em traje branco, fugiram todos para bem longe – noivo falsamente choroso abandonado no altar. Juntaram-se padre (carregando o vinho da missa) e ele, já atrasados para o futebol de várzea, pelada tradicional nos sábados. Ofereceram uma noiva desconhecida. Ela só receberia herança de um tio apresentando certidão de casamento. Tinha dívidas no banco, medo que lhe tomassem o carro, lembrou-se de FERNANDO SEIXAS (“Senhora”, de JOSÉ DE ALENCAR), arriscou entregar-se ao casamento de conveniência. Conheceu: educada, simpática, culta como ele. Mesma coisa. Mesma igreja, mesmo padre, mesmas beatas. Todo bonitinho – terno, gravata, perfumado a sândalo. Amigos da noiva, faculdade de artes cênicas, descobriram e resolveram prestar homenagem no adro da igreja. Em tempo recorde, armaram mini circo – tinha até onça numa corrente. Farra boa. Barulhada, foram todos espiar o que estava acontecendo... Era um tal de ‘trapézio móvel’, usavam em palco de teatro, mas o trapezista caiu em cima dele, torceu, fraturou o omoplata, sei lá, chorou de dor, hospital na hora, peito inteiramente engessado. A moça achou que era manha, ofereceu a oportunidade a outra pessoa, perdeu a noiva rica. Terceira noiva. Prima da prima da prima de não-sei-quem, a perder de vista o parentesco com quem os apresentou. Propaganda de grande (falsa) cozinheira (mentira: encomendava pelo celular), professora de língua portuguesa (mentira 2) e uma terceira vantagem, vantajosa demais para ser verdade. O cara era um esfomeado. Escritor de CONTOS e CRÔNICAS, urgente necessidade de uma revisora. Ela, quase quarenta anos ou além disso... Ele, madurão. De parte a parte, serve assim mesmo. Prefeito, vice-prefeito e vereador principal resolveram brigar na praça pública. Marcaram data e hora de encenação... Coincidiu com o casamento. Mesma igreja, mesmo padre, mesmas beatas. Verdade ou encenação, um deu o primeiro sopapo, houve reação, os três homens atracados. “Povão que não se meta, é briga de cachorro grande!” – alguém berrou. Sim, dos políticos de maior renome. Ah, o que seria do mundo sem os bêbados! Pinguça escutou qualquer coisa como “abra-o-portão-(cancela preta?)-e-solte-o-cachorro...” – soltou o monstro feroz. Carro do noivo num freio barulhento, abriu a porta, saiu do veículo, cachorro de ouvido sensível foi certeiro na direção dele e mordeu. Ainda bem que por cima da calça de tecido grosso, mas que doeu muito, lá isso doeu... Tudo na rapidez de um raio. Os homens atracados, cão partiu agora na direção destes e merceeiro teve ideia de jogar uma lingüiça para distrair o animal. Quem viu, não viu, pensa que viu. Noivo com a mão na frente, gemendo alto......... Depois de correr o boato, não há como passar a limpo. “Príncipe Capado?” Dessa vez, quem desistiu foi a noiva!!! Decidiu continuar sozinho. Cantando ao redor, mas solteiro! F I M
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Comentários dos leitores

Manjo longe manha de solteiro. Casa ela (quando casa.........) querendo cozinheira - lavadeira- faxineira,ela fugindo de tais tarefas. Casar dói!!!

Postado por lucia maria em 21-03-2015

Manjo longe manha de solteiro. Casa ela (quando casa.........) querendo cozinheira - lavadeira- faxineira,ela fugindo de tais tarefas. Casar dói!!!

Postado por lucia maria em 21-03-2015

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