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FÉ?!...(e consequências)



					    
Em Língua Portuguesa, uma palavra bem pequena e sujeita a “1001” (o anúncio marcou o país, se eternizou) interpretações, apenas EU particularmente não sei se... utilitárias. Particularmente, sempre me intitulei AGNÓSTICO – somente acreditar no que a CIÊNCIA comprova. Ah, EU que não enfrente uma estrada toda manhã a caminho da indústria: tra-ba-lhar... garanto que do céu só me cairá chuva- surpresa. (Em todo caso, talvez um meteorito ou avião inteiro em cima do meu carro.) Não como busca espiritual, porém... já li as teorias de KARL MARX, filósofo alemão: “A religião é o ópio do povo”, não se pode negar totalmente; assim como também as de MIKHAIL BAKUNIN, teórico russo: “Se Deus existe, então o homem é escravo”, Mikhail o chama ‘deus do catecismo’, pode ser. Outros, agora frase clássica do romancista russo DOSTOIEVSKI: “Se Deus não existe, então tudo é permitido”; e de SARTRE: “Estamos condenados a ser livres”, quem-foi-o-juiz-que-lavrou-aos- seres-a-pena-do-livre-arbítrio? Estória relatada por um amigo meu. Eram quatro sócios num escritório de advocacia com clientes individuais – duas salas unidas, despesas a quatro. Um deles viajou de avião a serviço e voltou com uma novidade exótica, inaceitabilíssima pelos demais. Ao retorno, a passageira ao lado, relativamente moça, disse que o rapaz estava “iluminado” – bom, se não era luzinha particular da poltrona, ele não entendeu... Aí, lá veio aquela converseira braba-conquistadora (EU, narrador-repetidor, não faço isto nem numa paquera!) que ele tinha sido um “escolhido” por ordem divina etc. etc. etc. Levou-o para a religião e indicou que chamasse novos adeptos. Ele era imaginativo há muitos anos, adorava dramatizar estorinhas falsas, sabia chorar literalmente com lágrimas, enrolava muita gente desde bem garoto, caiu na sua própria armadilha... Acreditou-se (ou quis levar alguma possível vantagem? lucro em que sentido?) de fato um escolhido e passou a falar sobre isto, dia e noite. Lábia insuficiente... Passou a inventar outros... iluminados. No escritório ninguém agüentava mais – eram os sócios e clientes. (Não ficou esclarecido se catequizou alguns destes porque ‘desesperados’ na vida terrena, caçando soluções jurídicas.........) Esticou o assunto pelo prédio comercial inteiro, tentou levar sua nova crença (?) ao fórum. Interrompia audiências sérias a ponto de estar desmoralizando, como um coletivo, o escritório. Expulso da sociedade e caiu no vergonhoso ostracismo... totalmente desacreditado em tudo e por tudo. Sem Deus milagroso que o reabilitasse! Sem me aprofundar na verdade ou inspiração de cada um, talvez ofendendo quem se enquadrar na minha teoria (que se dane!), mas penso na maioria das vezes que cada ser humano egoisticamente quer muita coisa para si próprio; assim, mais fácil correr atrás do “milagre” divino que sair caçando trabalho e maior cultura. Se algo der certo, agradece ao Pai (“Deus é muito bom e olhou por mim!”) – se não atingir o resultado esperado, maldiz este mesmo Pai e não procura ver em que falhou – uma “uniquinha” pessoa física, desejosa de triunfo, enfrentando uma fila enorme de concorrentes a uma vaga qualquer onde a intenção de cada um é ser o escolhido único ou primeiro em termos terrenos. Tive muitos triunfos e em paralelo muitos fracassos. Não engolir? Aceitei os triunfos como vitória minha e não os fracassos como (pseudo) castigo. Ri das vitórias sem quem me fizesse coro – não creio que um Deus tenha me premiado; chorei lágrimas internas que ninguém soube e enxugou – não creio que um Deus as evitasse... Vida após a morte? Ir e voltar em outro corpo......... Deixarei de ser paulista? Tive há tempos um momento de fraqueza quando escrevi para uma “certa” pessoa que estava co-me-çan-do a ‘acreditar’ em reencarnação – muita afinidade agora, embora com anuais 360 brigas e imediatas reconciliações... – e que teríamos tido muito contato tête-à-tête na vida anterior. (Recordo vagamente uma mulher duplamente mandona e amorosíssima, e EU um marido-serviçal todo idiota, derretidinho... Aí, sacudo a cabeça para desmemorizar este condicionamento crudelíssimo.) ELA é dupla e a cada dia acredita de forma abstrata, sem praticar coisíssima alguma, e logo no dia seguinte enjoa e desacredita ou acha tudo muito enjoado – não aceita, por exemplo, a obrigação semanal de ir aqui ou ali, rezar ou que outro nome tenha o fato de admirar (é isto mesmo?) a divindade... “Deus criou o mundo, mas não é técnico para consertar o meu computador ou ir à esquina comprar chuchu para mim.” Teoria esdrúxula, porém lógica e aceitável. “É em nome de fé que tantas guerras existem, e – para pior – exatamente no Oriente Médio.” Num recente fim de semana, transmiti angústia, sem especificar o motivo, minha AMIGA saiu da indiferença e por três vezes acendeu na pia da cozinha uma vela para o meu anjo-da-guarda - para si própria, não acende nunca!!! “Bah, quarta vela é muito, ELE que se vire porque aqui no meu bairro anda faltando luz à noite......” Não sei o que leva tanta gente a trocar de fé, com a facilidade de quem troca de roupa, nesta ou naquela crença religiosa. Ou antes era nenhuma? Aí, na hora da “dor de barriga”, visitam às escondidas lugares onde a magia é mais aberta, não oculta... Não questiono os resultados – positivos ou negativos, verdadeiros ou fantasiosos. Não me chamem, não me convidem. Contestar in loco é – espero nunca estar louco! – estar sujeito a expulsão coletiva sob pancadaria. Cultuo “deusas” e preciso ficar inteirinho e bonitinho para elas. F I M
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Comentários dos leitores

Não lembro deste anúncio comercial sobre fé, mas concordo com tudo. Papai-do-céu sempre ocupado, iria olhar para ver particularidades idiotas de cada um de nós? Parabéns!

Postado por lucia maria em 22-03-2015

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