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ESTÓRIAS DE FEIJOADA-PARTEII



					    
Pesquisa boa para antropólogos, historiadores e naturalmente cozinheiros. Há comidas com ‘cara’ genuína de Brasil, porém universalmente espalhadas pelo planeta, lá do tempo da antiga globalização... Navios portugueses andavam, ou melhor, navegavam ‘pra-lá-e-pra-cá’ em mares já conhecidos, levando as raízes, sentido de ‘origem’, da cozinha lusitana. Trocavam ingredientes e receitas, de acordo com o gosto local, entre as colônias: “Ó gajo, dá-me cá o que tu tens e te darei o que é meu... pá!” Estes povos no além-mar de clima tropical rejeitavam certos cereais e legumes europeus; e neste vai e vem, mais tarde a mandioca e o milho americanos acabaram sendo a base da dieta africana. O sarapatel, como exemplo inicial, é uma mistura de vísceras de porco e pimenta, possível origem em Goa, Índia, depois passou a Macau, China, Moçambique e Timor Leste – comida de pobre, aproveitamento das partes menos nobres do animal. O leite de coco, originário da Malásia, Sudeste asiático, é também encontrado na África e na Ásia. A canja de galinha, nome original de ‘kanji’ na Malásia, demorou a receber arroz. Caruru para nós é prato com quiabo e camarão fresco e seco, amendoim torrado e coentro, invenção nacional que se come com arroz, mas cujo nome se espalha em diferentes panelas internacionais. Veio de Angola para o Brasil com o nome de ‘obbé’ – em Angola, mistura de quiabo, peixe fresco ou seco, abóbora, berinjela, tomate, batata-doce ou mandioca e azeite de palma; ‘caruru’ em língua indígena é o quiabo e com o nome ‘caruru’, a receita voltou para Angola. Dali, para São Tomé e Príncipe, ilha na costa da África Ocidental, onde foi enriquecido com peixes defumado e salgado e carne de tartaruga – leva quiabo, camarão, sardinha, banana, farinha de mandioca, óleo de palma e pimenta; numa versão mais simples, somente quiabo, berinjela e galinha. Feijoada, inspiração européia, nasceu do hábito colonial de juntar carne-seca ou fresca para cozinhar junto com o feijão, sabor melhor – comida de casa-grande, senzalas e cidades, prato democrático, estendido a países africanos e asiáticos (ex-colônias portuguesas desde 1975). As muitas versões da feijoada, geralmente servida com arroz: Brasil – Feijão preto ou mulatinho (Nordeste), carne-seca, lombo, paio, lingüiça, orelha, pé de porco, rabinho e muitos outros salgados/defumados. Cabo Verde, pequeno arquipélago na costa africana – Neste país, a feijoada se chama ‘cachopa rica’, composta de quatro pratos e feita com galinha ensopada, milho quebrado (quirera), vegetais, quatro tipos de feijão graúdo, tipo manteiga, e favas, repolho, abóbora, inhame, batata doce e inglesa, banana verde, lingüiças, carnes, costela de porco, chouriço de sangue, azeite de oliva, louro e coentro, com honra de prato nacional. Goa – Feijão fradinho, carne de porco, lingüiça condimentada com especiarias e pedaços de gengibre. Macau –Feijão branco ou vermelho, carne e pé de porco, lingüiça chinesa defumada (carne de porco, soja, shoyu e álcool de cereais), nabo, cenoura, repolho, tomate e alho. Moçambique – Feijão branco ou vermelho, costela e pé de porco, paio, nabo, cenoura, cebola e pimenta malagueta. Portugal – Feijão branco ou vermelho, paio, chouriço de sangue, pernil e orelha de porco, cenoura, tomate, cebola e azeite de oliva. Timor Leste – Feijão vermelho, orelha, costela e pé de porco, lingüiça, chouriço de sangue, couve e colorau. Acompanham arroz e compota salgada de tomate. PESQUISEM: CRÕNICAS - “Almoço mineiro”, de RUBEM BRAGA (livro “O conde e o passarinho”) e “Feijoada”, de GUILHERME FIGUEIREDO. FONTE: “A mesma comida, diferentes sabores” – Revista VEJA, SP, 1/11/2000. F I M
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Comentários dos leitores

Feijoada boa é a carioca, cerca de 15 variedades (paulista se assustaria) entre salgados e defumados. Belíssima pesquisa. Há no Rio um restaurante especializados em comidas destas ex-colônias. Parabéns!

Postado por lucia maria em 11-04-2015

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