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ELA (disse que) SONHOU COM O JORNALEIRO...



					    
Houve a época (verdade!) do calor absoluto e ELA ficava em “traje” de EVA e descalça o dia inteiro em casa, enlouquecida e acautelada para não ser vista de fora. Umedecia o corpo com água mineral em panos pela escassez de água encanada. Quase não dormia... e EU ia trabalhar muito preocupado. Achei (um tanto improvisada) crise psicológica pois o sufoco infernal – tevê mostrava 42/44 graus à sombra – era no Rio, de onde ELA veio – talvez saudades... Não sei. Temperatura baixou parcialmente. Acabou nudez. Roupa leve agora, vestido largão com ar de camisola. Mas de segunda-feira para terça virou-se na cama com insônia. Relógio da parede acusando quase três horas. Levantou, foi para o notebook, EU aflito a espera, disse que digitou um e-mail para mim. Cama outra vez. Tive meus intervalos de dormir e não dormir em agonia também, perto de solidariedade. Lembrei de uma técnica de relaxamento que ELA me ensinara há tempos, ainda de longe, via e-mail. Nada de simpatia popular. “É técnica mesmo!” – afirmou para mim por escrito. Imaginar uma grande ‘piscina’, sem bordas, água a perder de vista, corpo mergulhado em vertical, pés sem tocar o fundo, água verde bem clarinha, leve ondulação... Insistir na imagem, banho mentalizado e......... bom sono!!! De fato, ELA foi fechando os olhos devagar e me pareceu dormir. Diminuí mais ainda o luz do abajur. Fiquei tranqüilo. Saio de casa para trabalhar poucos minutos depois das seis horas – abraçou-me agitada, pediu perdão, jurou inocência, não teve culpa... que EU tivesse cuidado na estrada blá blá blá. À noite me contaria – não me atenderia ao celular. ELA é fantasiosa, criativa (mentirosa, não direi exatamente: EU não quis que me pedisse divórcio ontem!) e teria longas horas pela frente para digitar no cérebro uma estorinha. Empresa sanguessuga o dia inteiro, somente uma aula na faculdade noturna. Macho jamais deve mostrar ansiedade. Cheguei cedo, aparentemente EU esquecera a tal confidência. “Mergulhou”, ficou em pé na água verde. Claros olhos cristalinos não, porém “elas” – freguesas da banca de jornal perto de casa – dizem que a cor dos olhos verdes dele, esmeralda, parecem mais brilhantes quando recita DANTE de cor, no original e em português. ELE surgiu de repente, na água. Bastou um pedacinho do poema: “Ne li occhi porta la mia Donna Amore, / Per che a fa gentil ciò chi ella mira; / Ov’ella passa, ogn’ om ver lei si gira, / E cui saluta fa tremar la core.” Aí, sensação de leve desmaio emocionado, um vago estremecer... e ELE a salvou de um quase afogamento (contando, ELA disse “...num mar de emoções” – não reclamei... ainda). Num instante, já era uma ilha mediterrânea /painel eletrônico mostrava latitude-longitude- altitude/, longe da Grécia, e havia um prato com amêndoas confeitadas – nos tempos “a. C.” e antes do açúcar, usavam farinha e mel para celebrar festas romanas de amor. Aí, mudou tudo. Tribunal, muita assistência feminina (e os senadores da época?), ELE debatendo com CÍCERO (século I a. C.) a Lei do Divórcio Brasileiro (ELA se insinua sempre...), aplausos e logo lhe deram uma coroa dourada de louro. Entre o “casal” (?), o voo de um falcão com cara de gente (era EU em censura psicanalítica?!) impediu que ELE a beijasse como prêmio... Na mesma hora mudou tudo: ELE e EU, homens modernos educados e cordiais cavalheiros, atravessando lado a lado os umbrais (por que não falou ‘soleira da porta’, como todo mundo diz?) da faculdade onde verdadeiramente ambos estudamos, cada qual num horário. O Vesúvio começou a roncar (Itália ou estado de São Paulo?) e no meio da enorme população em fuga ELA nos perdeu de vista......... Acordou assustada. Terminei meu lanche - pizza......... e suco de laranja!!! Fingi acreditar no tal sonho. “Posso escrever um conto e publicar???” Minha risada bem alta. Bocejou e não me respondeu. NOTA DO AUTOR: DANTE ALIGHIERI (1265/1321) – Soneto XXI - “Nos olhos traz a minha amada Amor, / Assim o que ela olha se enobrece; / Quando ela passa, todo o olhar a segue, / E a quem saúda o coração estremece.” F I M
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Comentários dos leitores

Sonho muita intelectualizado. Esse giornalaio é inspirador de verdade (existe porque tem banca na porta da padaria da esquina) para ela ou se quer criar clima de ciuminho. Você é muito mais!!! Parabns!

Postado por lucia maria em 12-04-2015

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