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AFINAL, QUEM É O DONO DA LÍNGUA?!...



					    
Em 1712, no primeiro dicionário de português, o autor RAPHAEL BLUTEAY chamava de “dialeto” o modo de falar próprio e particular de uma língua nas diferentes regiões do mesmo reino” e acrescentava acentos, pronúncias, declinações e conjugações. Assim o português brasileiro era... um dialeto apenas, um fragmentozinho do idioma de Camões. Bom, a língua portuguesa chegou aqui em 1500, devagarinho se instalou e foi se espalhando pelo país. Já no século XVII, não mais vivia à sombra da metrópole – sofreu influências indígena, africana e de outras línguas européias (francês, holandês e outras), trazidas pelos invasores e pelos imigrantes; assim, temos diferentes falares nas diversas regiões, sem chegar a subdialeto: cariocas, mineiros, paulistas, nordestinos e gaúchos entendem-se perfeitamente na fala... quando e se quiserem... porque existe a chamada UNIDADE LINGUÍSTICA. Até o fim do século XVII e parte do XVIII, no Brasil, dois terços da população falava idioma indígena – português casava com índia e filhos mais aprendiam o idioma da mãe. Até os catequistas procuravam aprender tupi. Lembram da gramática indígena que ANCHIETA escreveu? E as entradas mineiras e bandeiras paulistas tinham nas caravanas intérpretes índios...que usavam uma língua geral, o ‘abanheém’ (língua de gente), instrumento de comunicação. Só com a expulsão dos jesuítas em 1758 é que a língua portuguesa se fortaleceu e virou idioma nacional porém com características específicas, distanciando-se do português de Portugal. No Brasil Colônia, a língua tupi-guarani era a mais importante, com as variantes de tupi antigo e tupinambá, faladas do estado de São Paulo até o Maranhão. Hoje, são poucos os idiomas indígenas (entre 120 a 150). Mesmo dentro da UNIDADE LINGUÍSTICA, há outros caminhos – as VARIAÇÕES LINGUÌSTICAS: a - GEOGRÁFICAS OU REGIONAIS – pensem nas diferenças no modo de falar de um carioca e um lisboeta, entre um mineiro e um paulista; aí, são os FALARES e os DIALETOS; b - SOCIAIS – estratificação social: uns freqüentam(-aram) escola, mas não todas as pessoas – existem classes sociais, os que dominam a língua em sua mais prestigiosa forma (LÍNGUA CULTA), e outros que empregam formas erradas, fora das normas gramaticais (LÍNGUA POPULAR ou LINGUAJAR) – o domínio da modalidade da língua dita “norma culta” (GRAMÁTICA NORMATIVA) é solicitado como ‘controle’ de ascensão profissional e social: o idioma é instrumento de dominação e discriminação social; também algumas formas restringem a compreensão geral e a GÍRIA funciona como código dentro de determinado grupo de integrantes; c - PROFISSIONAIS – no exercício de algumas atividades, estas são as línguas técnicas isto é, termos específicos praticamente restritos ao intercâmbio de engenheiros, médicos, metalúrgicos, militares e os demais; d - SITUACIONAIS – o mesmo indivíduo sabe que existem diferentes formas de linguagem, como, por exemplo, o formalismo do discurso, o ambiente formal de trabalho, a conversa informal entre amigos etc. – inclusive aqui, dois códigos distintos, que são a LÍNGUA FALADA e a ESCRITA. A LÍNGUA LITERÁRIA depende da escolha do autor em combinações dos elementos lingüísticos, subordinados à atividade criadora, imaginativa do escritor, porque não é a comunicação cotidiana e incorpora preocupações estéticas – código e mensagem agora assumem importância muito mais elevada. “A língua não é estática, imutável”, como afirma o lingüista SAUSSURE. “Todas as partes da língua são submetidas a mudanças; a cada período corresponde uma evolução mais ou menos considerável.” Com o passar do tempo, várias transformações fonéticas, evolução nas regras gramaticais, mudanças de significação......... Bom, depois deste blá blá blá, interessante observar a influência e a força da telenovela brasileira em Portugal. Eles apreendem e apreendem que falamos na terceira pessoa verbal, o intimista “você”, e nos orgulhamos dos vocábulos indígenas e africanos, de difícil e distante compreensão para eles... Mudou! A posição dos nosos ponteiros (das setas indígenas, dos dardos africanos) mudou. E na atualidade, afinal, quem passou a ser “o dono da língua”?!... FONTE: “Gramática da língua portuguesa” – Pasquale & Ulisses; recortes variados. F I M
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Comentários dos leitores

Esse trabalho é um estudo sério. Na atualidade, a descomunicação é tanta que eu digo falar grego e as outras pessoas aramaicos, Há uma certa dupla do Sudeste - carioca/paulista - com dialetos próprios, Parabéns!

Postado por lucia maria em 27-05-2015

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