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DOR DE CABEÇA & POESIA



					    
O poeta JOÃO CABRAL DE MELO NETO sofria de cefaléia (como falar de um diplomata sem usar vocábulo grego?) crônica por mais de 20 anos – minha por vezes ‘desrespeituosa’ mulher, debruçada como pirata no meu ombro, está dizendo: “Só tive isso quando conheci um Gigante fora dos contos de fada......... Dor de cabeça de paixão prevista.........” Penso em leiloá- la. Voltando. “Go ahead...” Era ferrenho adepto de certa bolinha branca, botava fé acima de qualquer outro tratamento, aí resolveu homenagear a fidelíssima “segunda” esposa porque a primeiríssima era a também poeta MARLY DE OLIVEIRA. Ingeria de 2 a 3 aspirinas por dia, o que acabou lhe gerando uma úlcera. Nada o impediu de homenagear o comprimido com um poema: No monumento à aspirina - Claramente: o mais prático dos sóis. / O sol de um comprimido de aspirina: / de emprego fácil, portátil e barato, / compacto de sol na lápide suscita. / Principalmente porque o sol artificial, / que nada limita a funcionar de dia, / que a noite não expulsa, cada noite, / sol imune às leis da meteorologia, / a toda hora que necessitar dele, / levantar e vem “sempre num claro dia”: / acender, para secar a ninhagem da alma, / quará-la em linhos de um meio-dia. (Vocabulário simbólico – ninhagem, dor; aspirina, instrumento de transformação; linhos, alívio.) O poema está em EDUCAÇÃO PELA PEDRA, livro de 1962/65. Sua teoria: “Uma educação pela pedra: por lições; para aprender da pedra, freqüentá-la; captar sua voz inenfática; impessoal (pela de dicção ela começa as aulas).” NOTA DO AUTOR: Pernambucano de Recife (1920/1999). Diplomata desde os 25 anos, serviu na Espanha, Inglaterra e França, entre outros países. Obra poética revela a preocupação em despir o poema do elemento fácil, dos traços supérfluos, da ênfase e dos exageros sentimentais. A cultura espanhola, que conheceu a fundo quando viveu em Barcelona e Sevilha, deixou muitas marcas na sua poesia. - Participou da ABL desde 1968. - Presença constante em sua obra é a temática social do Nordeste, como em “Cão sem plumas” (1950), em que personifica o rio Capibaribe como o rio sem plumas, isto é, ‘cão’ sem pêlos, a conduzir os detritos de Recife: “Desta cidade podre, / só as estatísticas dão notícia / ao medir sua morte, / pois não o que medir em sua vida” (fragmento). - Escreveu também “O rio” (1954). FONTE: “Aspirina tem poema em sua homenagem” – Jornal O GLOBO, Rio, 28/1/90. F I M
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Comentários dos leitores

Dor de cabeça é cruzar com a ingratidão no mundo masculino de "uma única pessoa" - cadê minhas flores? Parabéns!

Postado por lucia maria em 06-06-2015

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