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ENTREVISTA COM ZIRALDO...SEM ZIRALDO



					    
NASCIDO - Em 1932, mineirinho de Caratinga, uai! INFÂNCIA – Meu livro mulambento e remendado, de tão lido e relido (no meu retrato anual de 5 anos), uma professora maluquinha que brincava com a gente de fazer livros (eu, sempre o ilustrador), Monteiro Lobato e HQ (ambos proibidos, na época). INÍCIO DAS ATIVIDADES COMO DESENHISTA DE HUMOR - Já residindo no Rio de Janeiro, em 1949 campo do desenho de humor na revista “A Cigarra”, alguns anos residindo e publicando no meu Estado Natal, outra vez Rio, edições nacional e internacional da revista “O Cruzeiro”. Trabalhos publicados em diversos jornais, inclusive no famoso “Pasquim”. QUALIDADES - Escritor, cronista, desenhista de cartazes e de... anedotas. O QUE É HUMOR? - Não só a arte de fazer rir, isto é comicidade – humor é uma análise crítica da vida, análise não obrigatoriamente comprometida com o riso, mas uma desmistificação , revelação cáustica. Forma de desnudar a mentira com êxito na alegria pela descoberta da verdade. HUMORISMO É “COISA SÉRIA”? - Bom, rir não é menos sério que chorar. Se algo na vida está mais para urubu que para colibri, rir é uma saída. Se algo dói numa coletividade inteira, comunique seu riso ao vizinho e assim por diante – isso é comicidade, risismo. Existe o apenas engraçado e o essencialmente humorístico, porém risismo é a arte de fazer rir. O risista é, de certa forma, um herói – faca no peito, médico pergunta se dói, “...apenas quando eu rio”. O humorista tem que levar seu recado diretamente ao público e para isto o desenho tem que ter excelência e arte – falar-com-muita-gente-ao-mesmo-tempo, comunicabilidade maior. HUMOR, LINGUAGEM UNIVERSAL? - Certo, mas com nacionalidades, principalmente o humor gráfico. Nos Estados Unidos, muita ironia, que é humor deformado; aqui, existe um espírito quase informativo, o humorista na gávea do navio, chegando na frente, brasileiro antevendo a coisa; na França, humorista não pensa em informar nada a um povo que já tem 2.000 anos de cultura. COMO SERÁ O HUMOR DO FUTURO? – Quanto mais o homem toma conhecimento dele mesmo, sente menos necessidade de rir. Pensar nas muitas guerras, todo esse inferno... O mundo ideal terá menos humoristas: quanto mais próximo da verdade, menos necessidade de humor. SACI, HERÓI DE HQ - Nos anos 50, projetos de nacionalização das HQs, Luluzinha e Bolinha vendendo uns 150 mil exemplares por mês. Pererê surgiu entre 1959 e 1960, cartuns semanais em “O Cruzeiro” que de repente, por sugestão do diretor, virou personagem principal de uma turma em tiras diárias – foram nascendo o índio Tininim, a onça Galileu, a índiaTuiuiú, o jabuti Moacir, a menina Boneca de Piche, o coelho Geraldinho, o tatu Pedro Vieira, o macaco Alan, a coruja Professor Nogueira e os dois compadres Tonico e Neném. Tininim foi baseado num menino que conheci num Festival do Índio, nós o levamos a uma churrascaria e comeu até passar mal – perguntei se a carne era melhor do que paca. Bom, assim foi Pererê, herói de uma perna só (no lançamento, saudado pela RACHEL DE QUEIROZ), 32 páginas desenhadas a lápis, segundo número com tiragem de 150 mil exemplares, em gibis dessa editora da revista até 1964, pouco depois do golpe militar; após uns 40 números, disseram neste ano que ‘não tinham’ mais interesse – conjuntura de fatores políticos e econômicos, a editora pagando US$1 por um jogo de fotolitos de HQs americanas e o Pererê custava US$10... Em 1975, Pererê voltou numa linha de quadrinhos de outra editora durante dez números. Teve sempre leitores ilustres, como por exemplo TOM JOBIM... Em 2010, longa-metragem com o personagem. INSPIRAÇÕES PARA A “TURMA DO PERERÊ” - Os colegas do Saci foram inspirados em amigos meus. Pioneirismo na abordagem da questão ecológica em HQ brasileira. ELEMENTOS DA HQ: COMUNICAÇÃO VERBAL + VISUAL - A HQ é composta de uma sucessão de quadrinhos, narrando a sequência dos fatos – personagens falam uns com os outros, palavras e onomatopeias dentro de um balão. Pode haver HQ sem balões, como a do Príncipe Valente, uma narração explicadinha dentro, ao lado ou embaixo do quadrinho, mas não é mesma coisa... Melhor ler a fala do personagem e entender o que se passa na estória, olhando com emoção cada desenho. COMEÇAR PELO FIM? - É... Inventado o final, o mais engraçado possível, vir de trás para diante e depois corrigir a ordem certa, a menos que no meio da estória surja um final diferente e “aquele” final fica reservado para uma próxima estória. HQ DE TODOS OS TIPOS? – Sim, de aventuras, humor, crítica, romance... que dê prazer na leitura e ‘tristeza’ porque... acabou. E “O MENINO MALUQUINHO”? – Puxa, eu tinha 47 anos - criado em 1980; do meu tempo, meninos criados com carinho viraram caras legais; sem carinho e sem poder sujar sapato ou roupa, viraram uns chatos... Ele, um menino feliz – no livro, não aparecem games e brinquedos novos, leitor não sente falta! A panela é que eu, pequeno, brincava de soldado e era o chefe dos outros com chapéu de papel – a panela me lembrava Napoleão, que nas piadas sempre aparece como maluco. E às vezes, menino com a mão dentro do casaco......... OUTROS - Em 1969, “Flicts” e “Jeremias, o bom”; em 1986, “O menino marrom’; em 1996, “Menino do rio doce”; em 1989, “O menino quadradinho”. // “Flicts”, primeiro trabalho para crianças, belo e comovente poema da cor rejeitada pelas outras e acaba deixando a Terra – cor, meu próprio material de trabalho, mistura do código escrito e visual. Vinte anos depois, mesmas relações entre o escrito e o visual, no “...Quadradinho” que é assim chamado por viver no mundo dos quadradinhos dos quadrados, sai do mundo das imagens para o das palavras. Sem repetição, o elemento plástico se sobressai em “Flicts” e a palavra no outro. CINEMA - Livro de 124 páginas; em 2011, “Uma professora muito maluquinha”, com a atriz PAOLLA DE OLIVEIRA no papel central. Durante a II G M, numa cidadezinha do interior, uma professora primária – ‘maluca’, porém adorável – foge à rigidez do currículo escolar e ensina aos alunos a paixão pela leitura, o senso de justiça e a alegria de viver, percebe a qualidade que se destaca em cada um, inventa concursos semanais, segura na certeza dos vencedores, e sai premiando ‘a melhor redação, a voz mais grossa, o melhor desenhista’... TELEVISÃO - Programa “ABZ do Ziraldo”, domingo, 12 horas, TV Brasil, estréia em agosto/2009 – programa de dança, canto, coral infantil, bate-papo, contadores de estória, grupos de teatro, auditório, comilanças. CONSELHO A UM QUADRINISTA INICIANTE – Crescer na vida, realizar-se em qualquer atividade; ler muito, toda variedade possível, para ficar por dentro, informar-se e entender o mundo. HQ – “O menino maluquinho”, Ziraldo – 8 quadrinhos – Mãe: “Filho, você quer ajudar a mãe nas compras?” Ele, panela na cabeça, ao computador, olha para ela: “Demorô!” Mãe com a lista de compras: “Vejamos...” Lojas do shopping (dá para ver a escada rolante) – calçados femininos, um vestido, colar de bijuteria......... Ele, carregado de pacotes: Bons tempos em que fazer compras com a mamãe... era passear no carrinho do supermercado!” FONTE: “A festa do Ziraldo” – Suplemento O GLOBINHO, Rio, 22/08/09 // “O Pererê de Ziraldo chegou aos 50 com fôlego novo” – Jornal O GLOBO, Rio, 23/10/10 // “Maluca, porém adorável” – Revista NOVA ESCOLA, Osasco, out./2000 // Vários “recortes” de diversos livros didáticos. F I M
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Comentários dos leitores

Ma-ra-vi-lha! Reunião de pedacinhos que geraram um pedação grandão em entrevistaço. Meninos Maluquinhos são gênios e estou sempre em contato com um deles. Entendeu? Parabéns!

Postado por lucia maria em 28-06-2015

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