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BOTEQUIM CARIOCA-PARTE II



					    
Nestes festejos dos 450 anos de Rio de Janeiro, alguém igualou lado a lado, nunca juntos e misturados, porém ‘quase’ irmãos, o pub londrino, o café parisiense e o botequim carioca. Os três funcionam para os estrangeiros – de outras localidades nacionais e países sem estes hábitos – como porta de entrada da cultura da cidade. 1-O PUB (Public House) nasceu da antiga taverna, historicamente esta anterior à monarquia pomposa, havendo desde os romanos invasores a garantia de comida, bebida e cama, ainda que tenha sido em alojamento coletivo; com a evolução, ‘revolução’ de novos costumes em hotéis com bares. Uísque ou cerveja, em muitas ocasiões artesanais. Hoje, ponto de encontro muito além de Londres, em diversos pontos da ‘grande ilha’, refrescar no verão, esquentar no inverno... Modernizados com telões de tevê e as telinhas da Internet. Jorge em seu cavalo branco na parede do pub? Não. 2-O CAFÉ de tradição ainda mantém o espírito intelectual, como se artistas e escritores de ‘avant garde’, isso desde o final do século XIX até pouco além do seguinte, ainda lá estivessem, intensas tagarelices filosofais intermináveis, nas tardes alongadas e nas noites madrugada a dentro... espelhos amplos, cadeiras de vime... era simplicidade, é hoje nostalgia e paixão... porque ninguém vem a Paris sem visitar pelo menos um dos mais famosos. Mesas no terraço ou na calçada, seja para um drinque ou um café expresso. Joana D’Arc (qual a cor do cavalo?) na parede do café? Não. 3-Ah, o BOTEQUIM carioca! Sem decoração inútil ou aparelhagens especiais (ainda não existia ar condicionado) nem frescurites... Nossa intelectualidade nos cafés e confeitarias elegantes, tempo de Dom Pedro II, Machado de Assis e João do Rio, e também nos novos ambientes da não-elite, maiormente popularizados, os botequins. Em todos os bairros. Alguns /há os de herança familiar/ com mais de 100 anos de inaugurados, resistindo a qualquer dificuldade financeira pessoal ou econômica do país. Nunca repressão ou pseudo censura – política ou religiosa – ousou extingui-los. A tradição da democrática porta aberta, do ovo cozido, casca azul ou rosa, resíduos no ar de fritura envelhecida, caldinho de feijão preto no copo, serragem ao pé do balcão para o bocadinho do ‘santo’ antes do gole único do freguês real. Mesas e cadeiras em madeirame envernizado, mas sem muito brilho. Cerveja gelada, no geral a “loura”... porque chopp, claro ou escuro, implica em barril, um tanto ou vagamente mais complicado estocar em espaços pequenos. São Jorge da Capadócia – padroeiro de muitos países europeus e cidades da era moderna – num lindo e elegante cavalo de guerreiro valente na parede do botequim? Sim!!! Ih, até rimou... Ao lado, de acordo com sincretismo religioso, copo de cerveja para Ogum africano toda terça-feira e outro com galho de arruda para espantar mau olhado: cautela e canja de galinha magra nunca fizeram mal a ninguém. States – “Se beber, não case!” - Filme, comédia, 2010 – vai até parte 4. Brasil – “Se beber, não dirija! Se dirigir, não beba!” – Seríssima “Lei Seca”, de 2008. HQs – 1 - RECRUTA ZERO, Mort Walker – 2 quadrinhos – Coronel de cara amarrada, olhos fechados, mudo, corpo semi esticado e dois soldados em gesto de continência: “Bom dia, senhor!” Coronel trêmulo, mão esquerda, mão no cotovelo direito, ajudando o braço em difícil resposta: “Dia, pessoal!” Zero: “Já notou que o velhote não se recupera de uma noitada na cidade com a mesma rapidez de antigamente?” // 2 - BRONCO BILL, Rog Bollen & Gary Petern – 8 quadrinhos – Ambiente-cenário e trajes do Velho Oeste, diálogo entre Bronco e o comerciante do armazém de madeira montada, prováveis mercadorias desde a pinga a ferramentas e dinamite – “Preciso falar com você!” “O que foi, Bronco?” “Jeb, preciso comprar fiado...” “Não sei não...” “Tudo bem! Descobri um veio de ouro que está a minha espera lá na colina! Você receberá o dobro assim que eu voltar de lá!” “Me parece legal, Bronco! Que material vai precisar?” “Que tal dez caixas de uísque?” F I M
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Comentários dos leitores

O botequim carioca jamais estará fora de moda, independente da nacionalidade do dono. Não tentem imitar. Solidariedade, bate-papo, muita paquera... Nosso espírito otimista. Parabéns!

Postado por lucia maria em 12-07-2015

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