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BONEQUINHA PRENDADA



					    
Claro que foi amor à primeira vista, sem dúvida nenhuma! Manhã de outubro, 1829, fragata adentrou a Baía de Guanabara e a bonequinha, disseram na época, esplêndida como uma rosa, foi um presente de Natal antecipado. Quem não se apaixonaria? Jornais imediatamente lhe enalteceram a beleza. AMÉLIA AUGUSTA EUGÊNIA NAPOLEONA DE BEAUHARNAIS – ainda não tempo de assinar cheque –, princesa de Leuchtenberg e de Eichsteadt, 17 aninhos apenas, neta da Imperatriz Josefina. Dom Pedro I enlouqueceu (quantas vezes?!) com o novo rabo-de-saia, só faltou um piripaque, viúvo e rejeitado por muitas candidatas da nobreza europeia. Má...? Não. Péssima reputação trans- oceano. Mas aí houve um jeitinho diplomático e, lá na França, o Visconde da Pedra Branca, arranjou esta moça cheia de qualidades. Aí, nas lojas do Rio de Janeiro, fitas e tecidos em cor-de-rosa, de acordo com o gosto dela. Para o apaixonado e futuro marido, era “a adorada Amélia, minha salvadora, a salvadora do Brasil”. Pareciam namorados enamorados de muitos anos. Felicíssimos. A corte imaginava as sôfregas noites de Pedro......... Sim, e ele a continuaria carinhosamente chamando de “bocado de rei”. ELA chegou e logo no dia seguinte salvas de artilharia, iluminações, sinos repicando, arcos triunfais, casamento! Longo cortejo de carruagens do Arsenal da Marinha até a Capela Imperial. Ao final da cerimônia, Te-Deum cantado pelos professores da Imperial Câmara, consta que música (pode ser!) de autoria do próprio noivo. ELA no longo traje branco, moda desde a época do consulado napoleônico, e véu de renda. Jovem, mas capaz de mobilizar e mudar a vida de Pedro e da corte. O paço de São Cristóvão era um eterna bagunça, um caos (coisas dos Trópicos até hoje!), uma desordem......... O Imperador recebia pessoas de qualquer maneira, imediatamente, e ELA protocolou- disciplinou tudo: etiqueta, cerimonial obrigatório, horários e o francês como... língua oficial. Muito feminina, belíssima e moça, teve como refinar serviços e indumentárias; inspirou a “Ordem da Rosa”, condecoração que Pedro criou em sua homenagem, com a legenda ”Amor e Fidelidade”; consolidou nos Trópicos o característico ‘savoir-vivre’ das cortes européias (tudo foi bom, enquanto durou). Até o mobiliário mudou, foram recuperadas certas cerimônias de ostentação, comprados tecidos finos, louças requintadas e objetos de decoração. “Banho de loja”, na linguagem atual. Passaram a receber os convidados com monumental baixela em prata dourada e peças de prata; serviço de mesa agora marcado com a letra “A”, dourada, ou cenas- paisagens-flores-frutos em policromia, copos em cristal Bacarat, roupas de cama e mesa em damasco, nos cantos a letra “A” sob coroa imperial. Elegante e comentada inclusive na imprensa internacional – diademas com pingentes e medalhões; brincos, broches e pentes de cabelo em aço cromado imitando brilhantes; colares de esmeralda e ametistas facetadas; mantos, casacos longos, pelerines (casaquinhos largos sobre a roupa) e vestidos (saia aberta em evasê, imensas mangas balão ou jambon) em tafetá, barras bordadas de canutilhos e lâminas de ouro. Cabelos louros em cachos ou coque. Moda de casaquinhos com manga comprida, sapato de baile sem salto e botinas de sarja, bolsas de mão substituídas por leques. Pequenos-arredondados os decotes diurnos, nua a linha noturna, largos decotes alongados aos ombros. Relativo tempo de calmaria, apesar do turbilhão de acontecimentos no primeiro Reinado. Pedro voltou a ser amado pela nação e viveu um encantado idílio amoroso com a bonequinha prendada. Este “folhetim” virou seriado e filme, lembram? Parodiando VINÍCIUS, “foi infinito... e durou”. FONTE: “O bocado rei” – Jornal O GLOBO, Rio, 17/10/09. F I M
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Comentários dos leitores

Sim, tivemos uma encantadora princesa, pena que o casamento foi encurtado pelo inevitável. Parabéns!

Postado por lucia maria em 01-09-2015

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