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ELE ERA (antecessor) CHARLIE



					    
Aos 87 anos, 1976, relançou a obra-prima legendária A MULHER DE PARIS (1923 – boemia parisiense). Nos estúdios Dunham, Inglaterra, supervisionou a trilha sonora e deixou naquele momento arranjos e regência sob o comando de outros, embora acompanhando as sessões de gravações, como era no começo da carreira. - - - - - A fama surgiu antes do rádio, da televisão e da I G M... Numa autobiografia, surge uma infância nas miseráveis ruas de Londres, “repetindo” afinidades em outro CHARLIE, o DICKENS, que morrera 19 anos antes do nascimento de CHAPLIN. Jovem ator em ascensão, trabalhou na tela e no palco, chegou nos States o tempo bastante para sofrer as perseguições paranóicas “moralistas”de Joseph McCarthy: foi expulso da pátria que adotara. Chegara ao Estados Unidos em 1913, numa companhia de ‘music hall’, já sendo conhecido como ator jovem e talentoso, cheio de recursos versáteis, daí um contrato na Keystone Film Company – já no primeiro filme, vagabundo namorador, espertalhão e agressivo, paletó apertado, calças folgadas, sapatões, pequena cartola estilo derby, amassada , bengala e bigode caído, para um aspecto de mais idade. Do palco de ‘valdeville’, comédia pastelão e de um inglesinho calado, sem pose, mas sobrecarregado de dinamite artística, nasceu CARLITOS. Magia atemporal, universal e longeva da sua criação. Pequeno palhaço humano inventado numa manhã de 1914, tipo imutável durante 22 anos – a seguir, filme O VAGABUNDO, 1915. Num segundo filme, um maluco na frente de um ‘cameraman’ que fotografa uma corrida de automóveis. Diversão não só para o público norte-americano, mas também de todos os outros países do mundo. Mas ainda não era a fase madura e os estúdios eram bangalôs meio despencados, numa Hollywood de estradas poeirentas. Temas quase infantis de roubo de guarda-chuvas, lingüiças, beijos em mulheres bonitas, policiais agredindo com cacetadas na cabeça, chutes no traseiros ou mergulhos no lago do parque, crueldade cômica de deitar na cama errada ou perder as calças – palhaçadas clássicas de tempos imemoriais. Em CHAPLIN, uma casual qualidade nova – o tom hilário na seriedade, fosse num malicioso plano de vingança ou no pudor de um namoro ou na elegância com que limpava a lama nas roupas andrajosas: símbolo da humanidade que luta e resiste. Ao início de 1916, começou a conscientizar sobre o sucesso. Breve filmografia: O GAROTO, 1921, comédia dramática, pobreza, vida no sótão, homens de orfanato roubando crianças de cortiços, amargas lembranças de uma infância difícil. EM BUSCA DO OURO, 1925, comédia, aventura, drama e romance um garimpeiro tentando a sorte em 1898. O CIRCO, 1928, vagabundo, por engano perseguido pela polícia, refugia-se num circo. LUZES DA CIDADE, 1931, florista cega imagina estar diante de um milionário. TEMPOS MODERNOS, 1936, um operário que enlouquece na linha de montagem, último filme que o protagonista CARLITOS aparece, na conhecida caracterização, não mais como centro da tragédia e sim como observador à parte - já aí, um universo novo e mais complexo, incluindo arregimentação industrial, greves, revoltas, poluição urbana e a desumanidade das instituições sociais burocráticas. O GRANDE DITADOR, 1940, sob o estilo de comédia dramática e sátira crítica, mostrou o horror do nazismo. LUZES DA RIBALTA, 1952, melodrama vitoriano, mundo desaparecido meio século antes – ‘music hall’, ruas do sul de Londres, pai irresponsável, mãe doentia, fome. UM REI EM NOVA YORK, 1957, comédia, rei pedindo asilo político. CHARLES CHAPLIN foi o mais genial de todos os atores do cinema. Em seu filme O GRANDE DITADOR, o personagem CARLITOS é confundido com o ditador Hitler, da Alemanha, na época do nazismo. Nessa confusão, CARLITOS faz um discurso que ficou famoso como um documento de amor aos homens, isto é, à humanidade global. --- “APELO AOS HOMENS - Lamento, mas não quero ser imperador. Não é esse o meu desejo. Não quero governar nem conquistar ninguém.............” (Pesquise, caro leitor.) Após turbulenta vida particular, 30 anos de domesticidade – ressurgimento mundial de entusiasmo pelos seus velhos filmes. FONTE: “Chaplin” – REVISTA DE DOMINGO – Jornal do Brasil, Rio, 18/4/1976. F I M
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Comentários dos leitores

Pesquisa valiosa, esta. Eu tenho recorte com este discurso lindo de Chaplin, tema para um trabalho escolar. Parabéns!

Postado por lucia maria em 03-10-2015

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